Psicoterapia EMDR

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Psicoterapia EMDR para os traumas, já ouviu falar?

Toda a gente saberá o que são traumas. Você também, naturalmente, não será? E se calhar até acha que tem alguns… Concorda que é difícil esquecer eventos muito negativos. É isso, não é?

Sim, os estudos confirmam aquilo que, naturalmente, você já sabe… Realmente, são os eventos que tiveram emoções mais fortes associadas aqueles que mais dificilmente entram no nosso rol do esquecimento.

Mas há pesquisas mais apuradas, mais específicas em relação aos traumas. São estudos do foro mais neurológico.  Ora, essas investigações científicas também referem que as memórias do passado, e as emoções que lhes estão associadas, criam possibilidades de imaginarmos um novo presente. Isto será porque a zona do cérebro que trata tanto a recordação como a imaginação é a mesma.

Explicamos isso melhor noutros artigos aqui neste site… Para já, fique com a informação seguinte…

O EMDR é um modelo psicoterapêutico reconhecido pela OMS

Realmente, muito desses estudos vêm ao encontro de uma abordagem psicoterapêutica que dá pelo nome de EMDR. Este acrónimo, esta sigla, tem a ver com as iniciais de “Eye Movement Desensitisation and Reprocessing”.

Esta Psicoterapia foi desenvolvida por Francine Shapiro, uma psicóloga americana, nos anos 80. O que se faz, essencialmente, nesta psicoterapia, é proceder à dessensibilização e reprocessamento de memórias e experiências passadas. Mas já iremos explicar melhor…

Por agora, queremos salientar que o EMDR se apoia, de facto, em muitos estudos psiconeurológicos. E é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma das melhores metodologias para o tratamento da Perturbação de Stress Pós-Traumático.

O EMDR é uma Psicoterapia muito breve

O EMDR é, com efeito, uma intervenção psicoterapêutica breve. É uma abordagem psicológica, clínica, especialmente indicada para o reprocessamento e dessensibilização de memórias passadas relacionadas com grandes traumas. Ou seja, é indicada para quem foi vítima, por exemplo, de um sequestro, um incêndio, um tremor de terra, para quem perdeu um ente querido muito significativo…

Mas, atenção, descobriu-se mais tarde que, afinal, também é um modelo que se aplica a “pequenos” traumas. E colocamos a palavra entre aspas porque poderão ser grandes os efeitos devastadores na personalidade de alguém… Sim, esses “pequenos traumas” podem, de facto, referir-se a acontecimentos que vão originar problemas emocionais muito graves à pessoa.

Muitas vezes esses “pequenos traumas” têm a ver com acontecimentos relacionados, por exemplo, com a ansiedade, com a vergonha, com a culpa, com a raiva, com a tristeza, com uma baixa autoestima, com a falta de autoconfiança….

Mas, afinal, o que são traumas?

Poderá, então, perguntar se já sofreu traumas… Quer saber, nesse caso, o que poderá ser um trauma… Ora, um trauma, ou uma memória traumática, para o EMDR, pode ser uma experiência ou um acontecimento ao qual você deu um significado negativo. Há, realmente, experiências que poderão ter ficado alojadas no seu cérebro e que lhe desencadeiam sofrimento emocional.

E você poderá nem sequer saber que o seu sofrimento psicológico vem daí, desses traumas…

Você vai fazer a estimulação bilateral dos seus dois hemisférios cerebrais

Há pessoas que recuperam facilmente de determinados acontecimentos negativos… Mas outras podem desenvolver quadros depressivos, ansiogénicos, fóbicos, etc.

Os tais estudos apontam uma explicação científica para isso…. Conhece, já ouviu falar?

Realmente, o que parece é que terá a ver com o facto do nosso cérebro nem sempre processar de forma adequada os diferentes tipos de informação que estão associadas a um evento traumático.

Vamos tentar explicar de um modo simples…

Você tem dois hemisférios cerebrais. Talvez também saiba que um está mais ligado à racionalidade e que outro está mais ligado às emoções… Ora, numa sessão EMDR, o que você vai fazer é uma estimulação bilateral desses dois hemisférios.

Explicamos como isso é feito noutro artigo… Mas fique com esta ideia desde já: essa estimulação bilateral vai fazer com que você reprocesse o tal trauma que você viveu algures no tempo...

E fique, igualmente, com esta ideia: uma terapia EMDR vai permitir-lhe fazer o reprocessamento dos seus “traumas”. Sim, você poderá ter vivido vários ao longo da sua vida. Com esse reprocessamento, você terá uma melhoria do seu autoconhecimento e desenvolvimento pessoal…

Permita-se continuar a ler para poder entender melhor…

Na PSICOVIAS privilegiamos o EMDR

Toda a gente tem feridas emocionais. Concorda, não é? Realmente, há pessoas que sofreram traumas emocionais. Podem ter sido grandes traumas. Mas, a maior parte das pessoas sofreram “apenas pequenos traumas.”

Alguns desses “pequenos traumas” não terão até grandes consequências… Mas, há muita gente que passou por "traumas" que, muitas vezes, têm grandes repercussões nas suas vidas. Será o seu caso? Talvez, não será?...

Fique, então, com estas ideias: o EMDR é uma abordagem psicoterapêutica relativamente recente; o EMDR é uma psicoterapia revolucionária em termos de cura de todos esses tipos de traumas.

É claro que deve ficar também com a ideia que cada caso é um caso…

No entanto, registe: pode acontecer que, em poucas sessões, você possa ver de modo completamente diferente algo que atormentava a sua mente. E é por isso mesmo que a PSICOVIAS está cada vez mais apostada em realizar intervenções psicoterapêuticas utilizando o EMDR.

Realmente, temos visto isso na nossa prática clínica.

Fique a saber um pouco da História do EMDR

Talvez isto não lhe diga muito… Mas, já agora poderá ter interesse em saber…

Segundo as palavras de Carlos Anunciação, Presidente da Associação EMDR - Portugal, no 4º Congresso da Ordem dos Psicólogos Portugueses, em setembro de 2018, em Braga, o EMDR é uma psicoterapia breve, focal, de 3ª geração…

Poderá também ter interesse em ficar a conhecer alguns elementos históricos do EMDR. Vamos ser sucintos neste artigo…

Francine Shapiro, uma psicóloga americana, descobriu, por acaso, em 1987, os efeitos dos movimentos oculares na dessensibilização de situações emocionais perturbadoras. Deu o nome de EMD à sua abordagem…

Logo a seguir, em 1989, foram publicados os primeiros estudos a apontarem para a eficácia dos movimentos oculares no tratamento da Perturbação de Stress Pós-traumático.

Também não muito tempo depois, em 1990, o EMD passa a EMDR. Esta alteração teve a ver com o facto de, para além da dessensibilização das emoções e das memórias perturbadoras, passar também a haver um reprocessamento…

Esse reprocessamento passa a incluir a instalação, digamos, assim, de recursos positivos. Com esses recursos, a pessoa passa a criar novos significados para as tais suas memórias antes perturbadoras.

Fique a saber um pouco sobre a sustentação teórica do EMDR

Em termos teóricos temos que lhe falar do Modelo de Processamento Adaptativo de Informação, o PAI…De facto, o EMDR assenta num modelo teórico, conhecido pela sigla PAI, que são as iniciais de Processamento Adaptativo de Informação.

É, de facto, este o modelo teórico que suporta o EMDR, o modelo que interpreta as perturbações psicopatológicas e orienta a prática com vista à sua superação. Siga então os alguns dos pressupostos teóricos deste modelo…

Segundo este modelo, o que origina os seus problemas psicológicos são as memórias que você terá de experiências perturbadoras adversas pelas quais passou ao longo da sua vida.

Pois é, você talvez ache que anda com certos problemas psicológicos, é isso? Então, ponha a hipótese que são as suas memórias as culpadas disso. Quer dizer, nem todas. Serão apenas aquelas que não estão devidamente processadas no seu cérebro. Sim, poderá ser isso…

Continue a ler para ver se lhe faz algum sentido…

Você passou por experiências adversas… E sempre que ocorrem situações algo análogas, estas podem funcionar como disparadores ou gatilhos… Você irá então revivenciar os seus traumas… E é aí que você sente os seus problemas psicológicos de uma forma mais aguda… Será isso?...

Continuamos a explicar o PAI

Portanto, você poderá passar por situações com alguma similitude em relação ao seu evento traumático primitivo. E aí o que é que acontece? Veja se lhe faz sentido…

Você fica ativado… Pode ativar perceções, sensações e crenças erróneas com origem no seu passado. E você, deste modo, pode reagir de forma disfuncional no presente.

Repare, de facto, o Modelo PAI (Adaptive Information Processing Model) assim o postula… Todas as suas memórias estão armazenadas associativamente. Ou seja, as suas memórias formam redes que unem as suas experiências presentes às suas experiências passadas e vice-versa…

Ora, as suas memórias podem ter ficado armazenadas fisiologicamente de uma maneira não lá muito “correta”. Com efeito, se determinada experiência não for armazenada com sucesso, de forma adaptativa, integrada, com outras, isso pode causar muita perturbação à pessoa. Pode estar-lhe a acontecer isso a si…

Portanto, o EMDR vai ter que proceder a uma alteração do armazenamento dessas memórias e das suas conexões com outras redes de memórias adaptativas. De facto, para este modelo, são essas redes de memória que estão na base da nossa saúde psicológica e, naturalmente, da nossa saúde física.

No seu caso… Pense em si… Na verdade, segundo o PAI, você, naturalmente, adoecerá, se não "arrumar" de forma adaptativa as suas memórias perturbadoras.

Será, então, que você precisa tratar de alguma “rutura” no seu sistema de processamento de informação? Pois, se calhar, poderá ser isso…Faz-lhe sentido? Não lhe faz sentido?

Permita-se continuar a refletir…

Você vai colocar o seu passado no lugar certo

Reflita então: você poderá ter sofrido uma determinada experiência adversa na sua vida. E poderá, pois, ter ficado com memórias processadas de forma inadequada, mal armazenadas. Ou seja, em linguagem EMDR, você ficou com memórias armazenadas de forma mal adaptativa.

Ora, acresce, ainda, que algumas situações que lhe acontecem no seu presente podem ativar-lhe determinadas conexões neuronais. E tudo isto lhe pode acontecer, com determinadas experiências do seu passado, de uma forma inconsciente. Então, repare, se as experiências do seu passado foram vivenciadas com perturbação, também algumas experiências do seu presente poderão ser vividas por si com uma perturbação semelhante.

Está a acompanhar a reflexão, não está?... Continue...

Na verdade, é como que se o seu passado se fundisse com o seu presente. E, assim, as suas crenças disfuncionais formadas no seu passado vão aparecer-lhe agora no presente.

Você, realmente, poderá estar a viver um presente que é interpretado à luz dessas suas mesmas conclusões mal adaptativas anteriores. Ou seja, as suas memórias passadas não têm em conta as suas aprendizagens do presente.

Portanto, será neste processo que o reprocessamento EMDR vai, precisamente, intervir, alterando todo esse estado de coisas em que você se poderá encontrar...

O EMDR vai, pois, transformar imagens que você poderá ter do passado.

Mas é você próprio que o vai fazer. É você que vai controlar... Você poderá alterar determinados pensamentos seus, algumas crenças suas… Você irá, através do EMDR, alterar determinadas emoções suas e também sensações físicas processadas inadequadamente... Você irá fazer isso, não vai ser o seu psicólogo…

O reprocessamento EMDR é feito através de uma estimulação bilateral

Você poderá interrogar-se sobre o modo em que é feito o reprocessamento EMDR …

Já o dissemos, retenha, pois: é feito através de uma estimulação bilateral.

Mas retenha este dado novo: nessa estimulação bilateral você estará num estado de atenção dual. Ou seja, você estará com um pé no passado e outro no presente.

Você irá fazer, assim, um reprocessamento através de novos processos associativos, de novas conexões. Só que, desta vez, saudáveis.

Retenha igualmente: será você mesmo a fazê-lo. Aliás, será o seu próprio cérebro que vai operar a mudança… Você irá, portanto, abrir caminho a novas conexões. Essas conexões irão, assim, neutralizar as memórias que até então eram perturbadoras para si.

A partir daqui, você irá, pois, ficar com redes de memórias mais adaptativas. E estas redes vão servir-lhe de base de sustentação para uma vida mais positiva.

Retenha o mais importante: vão possibilitar-lhe um desenvolvimento pessoal mais harmonioso, uma vida mais plena, com significado, com autoconfiança e serenidade.

Você vai fazer EMDR integrado nas suas sessões de psicoterapia

Talvez não saiba: três sessões de 90 minutos poderão ser, por vezes, suficientes. Podem, realmente, ser suficientes para a remissão dos sintomas da perturbação que você apresenta.

Estamos a falar de sessões de 90 minutos. No entanto, também há estudos que apontam para a eficácia de sessões com a duração clássica dos 50 minutos.

Ainda não se percebe bem como é que o EMDR atua. De facto, ainda não está perfeitamente percetível o modo como o EMDR atua. Na verdade, os estudos não são taxativamente conclusivos. Mas o que é certo é que se tem chegado à conclusão de que é indicado para os mais variados tipos de trauma.

E esses estudos apontam o EMDR com resultados superiores, em muitas situações, à administração de medicamentos psicotrópicos.

Talvez esta parte não lhe interesse muito, mas fique, pelo menos a saber, que muitos desses estudos são feitos com recurso às novas tecnologias. De facto, as tecnologias de imagem estão cada vez mais desenvolvidas e, portanto, tem-se conseguido investigar o funcionamento do cérebro humano com maior nível de profundidade.

Deixe-nos apenas referir-lhe que uma dessas tecnologias de imagem é a Tomografia Computorizada por Emissão de Fotão Único. É conhecida por SPECT (Single Photon Emission Computed Tomography). Existe também a Imagem por Ressonância Magnética, conhecida por MRI (Magnetic Resonance Imaging). E, já agora, retenha também a Ressonância Magnética Funcional, conhecida por FMRI (Functional Magnetic Ressonance Imaging).

A psicoterapia EMDR vai, com segurança, transformar o seu cérebro…

Voltemos aos vários tipos de tecnologia utilizados nas investigações no âmbito do EMDR… Estas tecnologias estão, de facto, a permitir fazer mapeamentos cerebrais curiosos. São mapeamentos que mostram e atestam que a psicoterapia EMDR transforma mesmo o cérebro humano. E transforma-o de modo a que passe a funcionar mais eficientemente, reprocessando as tais memórias perturbadoras de já falámos. Portanto, fique com tranquilidade…

Sim, você vai tratar das suas memórias em segurança… Vais tratar dessas memórias que possa possuir que poderão estar a ser um obstáculo a uma vida sua equilibrada em termos emocionais.

A Organização Mundial de Saúde reconhece oficialmente o EMDR

De facto, cada vez há mais evidência científica em relação ao sucesso da abordagem EMDR. Talvez, então, seja por isso que a OMS, ou seja, a Organização Mundial de Saúde reconhece oficialmente a grande mais-valia do EMDR. Sabia isso? Talvez saiba, ou talvez não saiba também que não é só esta organização a fazê-lo… Sim, de facto, também a APA, ou seja a American Psychiatric Association e também o National Center for PTSD - U.S. Department of Veterans Affairs o fazem, recomendando o EMDR vivamente.

Você talvez conheça crianças que sofrem psicologicamente

Primeiramente, liga-se muito o EMDR a adultos traumatizados. Pode ser o seu caso. Mas, de facto, outra conclusão a que os estudos têm chegado é que o EMDR também é indicado para crianças.

Realmente, o EMDR tem vindo a ser validado através de vários estudos científicos, como já referimos. Ora, alguns desses estudos apontam, de facto, para taxas de eficácia muito altas no tratamento de várias perturbações psicológicas em crianças.

Havemos de desenvolver este tema proximamente…

O EMDR segue protocolos bem estruturados

O EMDR segue, com efeito, determinados protocolos específicos, com um determinado rigor. Mas saiba que pode integrar também, no entanto, muitas das várias abordagens psicoterapêuticas existentes.

Estes protocolos têm objetivos específicos. Ou seja, incluem procedimentos estruturados através dos quais você pode fazer a identificação de memórias perturbadoras do seu passado que estão a dar-lhe incómodo no seu presente.

Você vai, pois, ter um convite para, através de determinados passos contemplados no protocolo, efetuar um acesso à sua rede de memória adaptativas. O objetivo é que você possa, então, alterar as suas crenças disfuncionais. Deste modo, isto vai levar a que você possa fazer novas aprendizagens mais adaptativas.

Você vai trabalhar o seu passado, o seu presente e o seu futuro

De facto, os protocolos EMDR trabalham, concomitantemente, o passado, o presente e o futuro. E fazem-no numa metodologia que envolve, realmente, uma "parceria" formada pelo psicoterapeuta e por si.

O EMDR tem fases com intervenções distintas. Mas retenha isto: você terá sempre de fazer um trabalho de equipa. No entanto, descanse, o psicólogo EMDR não lhe vai pedir grande esforço… Sim, descanse, porque, não será exagerado dizê-lo, vai ser o seu próprio cérebro a fazer todo o trabalho.

Para ficar com uma noção mais aproximada, podemos fazer-lhe uma súmula dessas fases do EMDR…

Você vai fazer equipa com o seu psicoterapeuta

Resumidamente, podemos dizer que num protocolo clássico EMDR há uma primeira fase. Esta fase é, de certo modo, comum a muitos outros modelos. Nesta fase você contar, digamos assim o seu historiam, ao “psicólogo emdrista” … Você vai escolher um foco para trabalhar. É claro sobre esse foco, irá haver uma conversa mútua para se aprofundar a questão.

O seu psicólogo EMDR vai, pois, fazer-lhe perguntas concretas, objetivas… Ele vai registando as respostas que vão sendo dadas por si. Tudo é feito, de facto, através de uma espécie de guia, que pode, e deve, ser seguido também por si, não só pelo psicólogo. É, pois, um trabalho, como já referimos, de parceria e de equipa. Você vai fazer equipa com o seu psicoterapeuta.

A seguir, vão acontecer um conjunto de técnicas que o seu psicólogo lhe vai aplicar aplicar para fazer a reorganização de determinada informação no seu cérebro. Já falámos nisso: tudo para criar as tais novas conexões no seu cérebro.

Realmente é esse o objetivo: que você chegue a novas ligações… E vão ser essas ligações que vão, a prática mostra-o, provocar em si uma melhoria no seu estado emocional.

Essas técnicas são, no essencial, a estimulação bilateral dos dois hemisférios cerebrais de que já falámos a atrás.

Que tipo de estimulação bilateral é que pode ser feita? Vamos explicar...

Essa estimulação pode ser feita de modo ocular, auditivo e tátil. Essa estimulação, de facto, tanto pode ser visual, como auditiva. E também pode ser tátil. Já vamos explicar melhor em que consiste, mas para já retenha o seguinte:

Os estudos apontam para o facto da estimulação bilateral produzir um redireccionamento repetitivo da atenção. E este redirecionamento vai provocar um estado neurológico semelhante ao do sono REM.

Será, pois, assim, que você irá ter acesso a associações diversas. E serão essas associações que, a seguir, vão resultar na integração das suas memórias perturbadoras. E, voltamos a salientar, será o seu cérebro, por ele mesmo, a fazer praticamente tudo sozinho. Sim, o seu cérebro vai mudar-se a si mesmo, vai transformar-se... O seu cérebro irá ficar, assim, com novas conexões mais adaptativas. E vai acabar, naturalmente, por ficar a funcionar com mais eficiência.

Você irá ao seu passado… Tem mesmo de ser...

Continuando a fazer-se um resumo de uma sessão EMDR...

Você apresenta as suas queixas. O seu psicoterapeuta vai lhe fazer um convite para recuar, para “flutuar” sobre o seu passado. A ideia é que você possa, pois, encontrar memórias perturbadoras suas que...

Só depois disso é que o seu psicoterapeuta EMDR lhe vai aplicar as tais técnicas de estimulação bilateral. Vai fazê-lo para que você possa reprocessar os tais acontecimentos traumatizantes causadores da instabilidade emocional que poderá andar a viver.

Grosso modo, ou de uma forma mais simplista, é, realmente, isto que lhe poderá acontecer num processo psicoterapêutico EMDR.

EMDR pode ser aplicado de forma coletiva? Sim...

Talvez não saiba. De facto, pelo menos em Portugal, estará a ser pouco usado. Mas o EMDR, na verdade, não se aplica apenas de forma individual.

Com efeito, pode ser aplicado tanto individualmente como em grupo. Tanto numa forma como na outra o EMDR vai, naturalmente, reprocessar as experiências perturbadoras que você escolheu para trabalhar… Vai, pois, tratar memórias-chave, memórias-alvo…

Portanto, da mesma forma que individualmente, o EMDR coletivo vai reduzir o estado de perturbação em que você se possa encontrar. E, muitas vezes, acontece "magia". De facto, as pessoas referem isto mesmo, que a mudança acontece de uma forma milagrosa.

Sobre esta última metodologia, do EMDR em grupo, apresentamos-lhe, aqui no site, um relato altamente pormenorizado. É uma narração feita na 1ª pessoa que mostra bem o que pode acontecer nesse tipo de sessões coletivas de EMDR. Você pode, pois, ler esse relato… E vai ficar a conhecer as tais mudanças “mágicas” que acontecem… Você vai perceber como é que poderá chegar ao aparecimento em si de respostas mais adaptativas para o seu presente e futuro…

E fique na posse de uma informação que poderá ser importante para si: nesta abordagem coletiva do EMDR, você até nem precisará sequer de detalhar ao psicoterapeuta aquilo que lhe traz perturbação…

Veja aqui uma sessão coletiva de EMDR contada na 1ª pessoa.

 

Neste artigo não lhe contamos tudo sobre o EMDR…

Você pode, facto, ficar a saber muito mais sobre esta abordagem psicoterapêutica nos seguintes links:

Saiba mais sobre EMDR aqui

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