Autoaceitação? Então, comece por aceitar os outros…

É um assunto muito difícil, este, o da autoaceitação, para o qual você, provavelmente, não tem ainda a preparação. Sim, a maior parte das pessoas não está preparada. Esta temática liga-se à questão do perdão, também já abordada neste site…

E sobre esta questão, enfim, lá vão aparecendo figuras notáveis que até conseguem aceitar os outros. Conseguem perdoar os seus carcereiros, os seus torturadores, os seus algozes. Vai-se ouvindo falar de algumas dessas pessoas: antigos prisioneiros dos campos de concentração, Nelson Mandela, etc… Mas Jesus será, talvez, a figura mais conhecida por toda a gente.

A autoaceitação não lhe é fácil porque lhe é difícil aceitar os outros

Aceitar os outros tal como eles são, realmente, não é nada fácil. Porque mexe connosco. Sobre estas temáticas, temos seguido o pensamento de um life coach, que dá pelo nome de Robert Najemy. É inspirado no pensamento deste autor que apresentamos a reflexão que se segue…

Começamos por referir que esta matéria da autoaceitação, e da aceitação dos outros, não é nada fácil. De facto, é muito difícil aceitar os outros tal como eles são. Realmente, vivemos numa sociedade que não estimula nada a aceitação das pessoas que se apresentam como diferentes de nós.

Sabe que a História está cheia de relatos de não autoaceitação

Realmente a História mostra-nos que não aceitamos pessoas diferentes. Mostra-nos que, pelo contrário, condenamos a diferença! E daí tantas guerras… Você, provavelmente, também não aceita a diferença, não é? Dirá que sim em certos casos…

Mas, se calhar, você até já aceitou muita coisa… Já compreendeu determinadas pessoas, não as censurou, não as condenou e até, talvez, já lhes tenha perdoado… E, por isso, foi criticado…

De facto, por vezes, se temos complacência em relação a determinadas pessoas, podemos ser criticados “Não sei como ainda tens paciência para o aturar!..”

Se perdoar alguém você pode ser visto como uma pessoa fraca

Realmente é isso. Perdoar pode ser muito mal-aceite pela sociedade. Atos de perdão podem ser considerados uma fraqueza. Podem até ser consideradas formas de traição. Portanto, o caminho para uma sociedade em que possamos tolerar mais as falhas dos outros ainda está no seu início. Basta ver o que acontece no trânsito, não é? Ou nas questões raciais…

Com efeito, o caminho para uma sociedade inclusiva faz-se, ainda, muito lentamente. Realmente, aprendemos sobretudo a acusar. Aprendemos a não aceitar o que consideramos errado nos outros. Procuramos castigo para os outros.

Ora, isto, parecendo, talvez, que não, relaciona-se com a autoaceitação.

É-lhe muito difícil a autoaceitação? Pois, talvez você não goste de algumas pessoas

Você, portanto, aprendeu a acusar os outros. Foi a educação que recebeu. E esse será o modelo que segue para também se acusar a si. Aprendeu, pois, a acusar, a rejeitar e a procurar uma punição para aquilo que considera “errado” em si.

Você está, realmente com uma programação para a não aceitação do que está errado. Está com uma “rotina” para não aceitar defeitos nas outras pessoas. Mas isso faz como que um ricochete em si. E isso faz com que também não se aceite a si.

Não lhe faz sentido? Permita-se, então, continuar a refletir…

Você quer corrigir as outras pessoas

Você dirá “Sim, se eu aceitar aquela pessoa como ela é, ela não vai fazer nada para se corrigir…” Portanto, continuará a dizer “Eu vou fazer-lhe saber que está errada…”

Ora, você também fará isso consigo… Do mesmo modo, você vai achar que se aceitar tal como é, vai achar que não irá corrigir o que de mal há em si… E acusa-se!…

Pois, aí poderá estar o problema… Você tem a crença que tem que se censurar, que tem que se culpar… Você tem a crença que não se pode aceitar tal como é, porque acha que assim não mudará…

Isso passa-se muito, por exemplo, num casal. Você acha que tem de fazer pressão para o seu marido mudar. Ou então para a sua namorada ou esposa mudar… Acha, pois, que tem de fazer pressão sobre o outro… Tem que condenar o outro para que esse outro mude…

Ora, ao que parece, isso passa-se também connosco. Ou seja, achamos que temos que nos censurar. Que temos de nos atacar… E lá vem a culpa… Lá vem a insatisfação… Depois lá vai a nossa autoestima por água abaixo… Lá se vai a nossa autoconfiança… Não gostamos de nós… Lá vem a ansiedade, lá vem a depressão…

Para a autoaceitação temos que fazer diferente

Mas esse ataque, seja a nós, seja aos outros, não resolverá nada.

Em relação aos outros, a História tem-nos, realmente, mostrado que o ataque não resolve. Interrogue-se “Porque é que assistimos, mesmo depois da 2ª Guerra Mundial, à continuação de novos Holocaustos?” “Porque é que assistimos a massacres em massa?” “Porque é que continua a existência de movimentos xenófobos, racistas, extremistas? “

E em relação a si? No seu caso pessoal: interrogue-se sobre se a censura que já fez a determinadas pessoas levou sempre à sua mudança? Interrogue-se sobre se a censura que já fez a si em relação a determinados aspetos da sua vida resultou sempre numa melhoria em si?

Não, pois não? Talvez funcione no caso de algumas pessoas, mas talvez não funcione no seu caso. Será isso?

Portanto, se para si não tem funcionado, então o melhor é tentar outra abordagem, não será?

A condenação e a acusação não contribuem para a nossa evolução

Será que, realmente, vale a pena você esperar resultados diferentes para as suas atuações de sempre? Ou será que tem de agir de forma diferente do habitual para obter mudanças?

Realmente não será a sua autocensura que o vai fazer mudar. Reflita nisto: você não tem o desejo de mudar para melhor? Você tem o desejo de aperfeiçoar em si, não tem? Não é isso que você quer?

Realmente, o desejo de nos aperfeiçoarmos está dentro de nós. Sempre esteve e sempre estará. Toda a gente mudaria para melhor se isso fosse fácil.

Na verdade, é como se esse desejo fosse inato. Ou seja, não precisamos da ameaça, do medo, da dor, de castigo, de censura, para mudarmos para melhor.

A censura e a recriminação para quê?

Pense no seguinte, por exemplo: uma criança quando está na primeira classe…, ela está satisfeita, não está? A criança aceita bem estar naquele nível educacional, não é?

De facto, ela não se sente mal por estar “apenas” naquele nível, ainda “só na primeira classe”. No entanto, quer passar, naturalmente, para a segunda classe, depois para a terceira, quer sempre, é normal, melhorar.

Portanto, será que essa criança precisa de censura? Precisa de ser criticada para continuar a evoluir? Ou será que o desejo de se aperfeiçoar, afinal, é natural?

Sim, o desejo está nela e a criança vai, naturalmente, progredir. Não será? Portanto, a uma criança não se precisa de incutir medo, não precisa de ser castigada para se tornar adulta. Pelo contrário, se isso acontecer, pode não se tornar numa verdadeira adulta, numa adulta em pleno, com maturidade.

Faz-lhe sentido? Então permita-se continuar a acompanhar esta reflexão…

Isso também se passará, então, com você… Portanto, talvez não seja bom que se recrimine. Talvez seja melhor, pois, praticar a autoaceitação… Porque você, afinal, está num determinado nível, num determinado estádio de desenvolvimento… E você, naturalmente, irá evoluir… Só que irá avançar mais rapidamente se exercer a autoaceitação, não se recriminando, não se culpando…

A autoaceitação faz avançar o nosso processo evolutivo

Portanto, as pessoas estão em diferentes estádios de desenvolvimento… E, sendo assim, haverá, pois, apenas, que aceitar esse estado. Você pode, então, aceitar essa fase em que as pessoas se encontram… E pode aceitar também o seu… Porque nós, afinal, todos nós, estaremos em fase de construção. Não será assim?

Você encontra-se, por conseguinte, nessa fase em que visa o seu aperfeiçoamento como pessoa. Faz-lhe sentido? Se quiser, poderá substituir a palavra pessoa por alma. Talvez lhe faça mais sentido se for uma pessoas mais religiosa.

Mas é como preferir… O que será, talvez, certo é que há pessoas que estão mais à frente, outras encontram-se mais atrás nesse desenvolvimento pessoal. Ora, adiantará alguma coisa censurar as pessoas por estarem na fase em que estão?

E em relação a si, adiantará censurar-se por estar na fase em que está?

Você está num processo evolutivo de melhoria

Então, e se você pensasse assim: “Tanto eu, como os outros, todos estamos num processo evolutivo de aprimoramento…”.

Permita-se, pois, continuar a refletir “Censurar-me a mim, ou aos outros, ajuda alguma coisa no sentido de nos tornarmos mais perfeitos, de me tornar melhor?”

E reflita ainda “Pois, não vale a pena censurar-me, só tenho que me aceitar…” “Sim, estou neste nível, aceito…, mas estou num caminho de aperfeiçoamento… e isso é que importa! “

Depois, talvez, possa alargar a sua reflexão… Continue a pensar nas outras pessoas… Elas também estão na sua fase de desenvolvimento… Portanto pense em praticar a sua autoaceitação… Vai ver que, talvez, poderá aceitar melhor as outras pessoas… E elas podem estar num qualquer nível, em qualquer fase… Não importa…

Realmente, todos nós estaremos em diferentes fases de evolução. Estaremos num processo que visa, talvez, a conclusão de um ciclo. Estaremos num processo evolutivo de dimensão até, talvez, ou certamente, espiritual. Estamos a usar o talvez propositadamente…

Sim, talvez, quem sabe? Mas permita-se continuar a refletir…

Será que precisaremos de censura, de crítica? Será que isso vai resultar? Ou não vai adiantar nada?…

Pense mais uma vez em si… Tem, ou não tem, naturalmente, o desejo de ser uma pessoa melhor?

Pois é, existirá sim, em si, o desejo e a necessidade de concluir um processo. Esse processo pode ser, naturalmente, o desejo de evolução, talvez rumo à perfeição, à felicidade, à “plenitude” … Esteja à vontade para escolher o substantivo que mais lhe fizer sentido…

Pratique a autoaceitação das suas emoções sem julgamentos

Pratiquemos, então, a autoaceitação das nossas emoções, dos nossos pensamentos, sem censura, sem rejeição… Observemos, com respeito, sem julgamentos… Faz isso?…

Não? Então, experimente fazê-lo… Tenha, pois, bem presente que não precisa de dor, de sofrimento, de sentir rejeição, para sentir essa necessidade de evoluir. Você precisará, aliás, do oposto… Precisará, sim, de autoaceitação e autocompreensão pela fase em que se encontra – numa fase em busca de melhoria, de aperfeiçoamento, de superação.

De facto, a aceitação das nossas emoções será muito importante para esse tal nosso processo evolutivo.

Aceite as suas emoções deixando que elas partam

Continue a refletir “Será que eu preciso de estar aprisionado às minhas emoções?” “Ou será que fazer a autoaceitação das minhas emoções é também deixar que elas partam?”

Realmente, o medo, a insegurança não têm que ficar em si… Você não tem que viver com angústia, com insegurança, com ansiedade…

Você poderá, sim, pensar que não tem que achar que deve estar sempre a julgar os outros. E, claro, não tem que se estar a julgar a si…

De facto, do mesmo modo, você não tem que estar sempre a ver se está com a razão, se está a cometer um erro… Sempre vigilante para quê?…

Porque isso é uma crença disfuncional que não ajudará em nada a sua vida. Não será?

Pense, então, também…, permita-se pensar nisso, que pode aceitar que os outros, assim como você, ainda não atingiram determinado estádio de desenvolvimento. E não precisa de ter uma crença religiosa… Enfim, se tiver, talvez lhe faça sentido achar que esse estádio de desenvolvimento se alinha com uma natureza superior do ser humano. Talvez possa, então, pensar, em algo mais transcendental, mais da esfera do divino.

Mas não importa se você tem uma dimensão religiosa ou não… O que poderá, talvez, refletir é no facto de poder aceitar, sem censurar, sem rejeitar, sem odiar… Aceitar os outros e aceitar-se a si…

Você ao fazer a sua a autoaceitação não está a resignar-se

É claro que você dirá que tem a sua própria consciência moral. Sim, tudo bem… Mas será que isso impede o pensamento de que pode compreender que os outros tenham outros entendimentos nessa matéria?

Reflita nisso…. Talvez você possa, então, permitir-se a deixar ir embora uma eventual necessidade de que os outros adotem a sua própria moral.

De facto, os outros não têm que, obrigatoriamente, funcionar de acordo com nossa própria moral. Concorda? Não? Mas vá refletindo nisso…

Na verdade, será que temos o direito de estamos aqui para julgar se os outros devem agir como nós?… É claro que vivemos em sociedade e há limites a cumprir. Sim, nesse caso podemos tentar que o façam, em aspetos fundamentais de convivência humana, através de todos os meios legais e éticos.

Portanto, não se trata de você adotar uma posição de resignação, mas pense nisto: há pessoas que nunca serão capazes de se comportarem com o respeito que você gostaria… Concorda?

Então você poderá preparar-se para aceitar… Há coisas que, realmente, estão para além do nosso controlo e da nossa perceção… Há, de facto pessoas, que nunca serão capazes de se comportarem com o respeito e o amor que gostaríamos.

Sabe que há uma programação subconsciente que impede a sua autoaceitação?

Somos seres imperfeitos… Também concorda, não é?

Enfim, haverá muitas razões para isso. Há explicações religiosas. Mas há também algumas abordagens que falam na programação subconsciente das nossas mentes, em arquétipos… Conforme outras teorias, as razões dessa imperfeição também poderão estar em experiências traumáticas da nossa infância… Ou poderão estar, talvez, nos vários papeis pelos quais passamos ao longo das nossas vidas.

Enfim, pode haver variadíssimas razões, com várias explicações… Podem estar no “tal” nosso karma, nas nossas escolhas evolutivas, no nosso sistema de crenças, na lei da atração, etc., etc.

Desenvolva a sua autoaceitação para parar de acusar

Mas voltemos à acusação que fazemos aos outros… Portanto, concentre-se em si… Talvez você seja uma pessoa cuja autoaceitação lhe custe. Você pode estar com um obstáculo à sua frente… Esse obstáculo poderá ser, talvez, a ilusão de que terá mais valor se encontrar falhas nos outros.

Pense, então, nisto: será que o seu autovalor existe em função das falhas que encontra nos outros?

Ou seja, quantas mais falhas você encontrar nas outras pessoas, mais se poderá, talvez, achar melhor que elas. E, portanto, mais valor achará que tem.

Pois, é, olhe que isso poderá ser uma crença errada… E talvez nem se aperceba que a tem… Realmente esta é uma crença disfuncional que está presente em muitas pessoas. Poderá, por exemplo, estar em pessoas que desempenham o papel de vítima, de inquisidor, de acusador, de juiz.

Será você uma dessas pessoas que acusa? Provavelmente sim, porque, afinal de contas, isso é apanágio da humanidade. Andamos a acusar-nos uns aos outros…

Sim, com efeito, você poderá ser uma pessoa que assume o papel de acusador e condena os outros pelos seus erros. Mas o mais grave disso será que você acusa-se, primordialmente, a si… Sim, isso pode ser feito mentalmente, interiormente, também em relação a si e muitas, vezes, num processo subconsciente…

Aceite os outros e vai ver que consegue a sua autoaceitação

De facto, muitos de nós também nos condenamos a nós próprios, não só aos outros. E muitas pessoas fazem as duas coisas: condenam-se e condenam os outros. Realmente aceitar os outros e aceitar-nos a nós mesmos está diretamente relacionado. Será, afinal de contas, o mesmo processo.

Ora, então reflita, continue a permitir-se fazer uma reflexão… Será que tem consciência de que o seu valor intrínseco não tem nada a ver com quantos erros encontra nos outros? O na forma como acha que os outros estão errados?

Pense, então, nisso: que não precisa de encontrar falhas nos outros para ter autovalor. E não precisa, da mesma forma, porque será o mesmo processo, de encontrar falhas em si.

Você não precisará, pois, de estar sempre a acusar-se. Terá é que, talvez, aceitar os outros, com as suas falhas, os seus erros… Terá, talvez, de aceitar que os outros estão em determinada fase do seu desenvolvimento pessoal.

E você pode fazer isso em relação a si, ou seja, poderá aceitar que está num determinado estado de evolução…

Para prosseguir o caminho da sua evolução pratique a autoaceitação

Talvez você ande com uma depressão, sinta ansiedade, medo… Ora, se quiser outros resultados, que não aqueles que levam, por exemplo, à apatia, à exaustão, você tem de fazer diferente… Sim, se calhar terá de ter outra relação com o seu semelhante, apesar de, muitas vezes não o achar nada semelhante a si.

Realmente, se quisermos que, em vez de conflitos, de guerras, haja um ambiente de paz e amor no mundo, teremos que aceitar a diferença no outro… Ou seja, teremos que aceitar que estão apenas em determinadas fases de desenvolvimento no processo de evolução.

Ora, a mesma coisa devemos fazer em relação a nós próprios, para que haja concórdia e serenidade no nosso mundo interior. Ou seja teremos que aceitar que estamos apenas numa determinada fase de desenvolvimento no tal processo evolutivo de que já falámos…

Robert Najemy afirma que o nosso processo evolutivo se está a fazer “em direção ao Divino”. Mas a si talvez lhe faça mais sentido considerar que está em direção ao encontro da sua paz interior, à plenitude, à felicidade… Como quiser…

A falta de autoaceitação está na origem muitos conflitos

A falta de autoaceitação será, então, uma das principais causas da nossa tendência a não aceitarmos os outros. Quem o diz é, mais uma vez, Robert Najemy… Ou seja, não nos aceitamos e é isso que nos leva a censurarmos as outras pessoas. Portanto, quanto menos nos aceitarmos, menos aceitaremos os outros.

Pois é, parece que é isso mesmo: quanto menos gostarmos de nós, menos gostaremos dos outros; quanto mais culpa sentirmos, mais culpamos os outros. E o mesmo se passa quanto à nossa autoestima, ou seja: quanto menos valor acharmos que temos, maior é nossa necessidade de desvalorizarmos os outros.

Veja, então, se você anda por aqui: encontra falhas nos outros, acha que as outras pessoas não têm valor. Será que você encontra consolo quando os outros falham? Será que encontra satisfação quando acha que os outros não têm valor?

Pois é, se é assim essa será uma falsa consolação…. Interrogue-se: “Será que não aceito os outros porque os outros me fazem lembrar os meus conflitos internos?” Sim, será que lhe fazem lembrar as suas falhas, os seus defeitos, as suas inseguranças? Continue a refletir…

Será que censura os outros quando não fazem como você faz? Sim? E isso pode ser em vários aspetos da sua vida, não é? Poderá ser no trabalho, no lazer, na vida a dois…

Condenamos a diferença porque nos dá receio

Enfim, realmente, nós censuramos, então, o que tememos. A não autoaceitação será, realmente, um mecanismo de defesa para o que pode ser diferente, oposto ou ameaçador. Nós não aceitamos, portanto, aqueles que não entendemos, que têm crenças sociais, políticas, filosóficas ou religiosas diferentes das nossas.

Pode ser, pois, o seu caso… Reflita nisso… Você poderá andar a fazer isso para se “proteger” das suas dúvidas, das suas incertezas… Porque, repare, quando estamos mesmo seguros dentro de nós mesmos, não precisamos de rejeitar outras crenças. Não será assim?

Sim, a nossa insegurança, muitas vezes, vem do facto de percebermos que nenhuma crença se pode, realmente, aproximar da verdade. Este mundo é tão difícil de perceber, não é? O que é que nós sabemos de certo mesmo? Talvez algumas coisa, sim, relacionadas com o amor, a solidariedade…

Ora, aí, repare, então, que quando nos sentimos realmente seguros de algo, podemos aceitar outras perceções e formas diferentes de abordagens, sem que isso nos incomode. Não é assim?…

A autoaceitação funciona em prol de um mundo mais inclusivo

Há pessoas que acham que estão profundamente convencidas sobre o que é o bem e o mal. E, atenção, você poderá ter também essa convicção… Em que grau?… Pois é, não é para se assustar, mas há pessoas que sentem uma enorme necessidade de rejeitar e condenar o que para elas é o “mal”… E é aqui que entra o fanatismo e o terrorismo…

São exemplos disso os fanáticos religiosos que acreditam que o seu Deus quer que eles matem… Acreditam que têm que aniquilar os outros, aqueles que têm uma conceção do divino diferente da sua. Ora, como diz Robert Najemy, matar é a forma mais elevada de censura aos outros, de não aceitação dos outros.

Faz-lhe sentido? E se pensar que há formas mais subtis, menos violentas, que também têm por base a não aceitação do outro… Por exemplo, você é dado à fofoca? E se pensar que a fofoca maledicente também será violência? Sim, quando dizemos mal de alguém por detrás, quando fofocamos, estamos também a exercer violência sobre essa pessoa. É claro que é uma questão de grau, dirá você…

Não aceitar os outros é violência

Certo, é uma questão de grau… Mas não será que, quando falamos negativamente sobre determinadas pessoas que diferem das nossas perceções, na forma como encaramos a vida, também estamos a exercer violência? Pois, é claro que num grau muito menor, mas estamos…

O grau é, realmente, menor, mas a qualidade do fenómeno, digamos assim, é a mesma. Na verdade, pertence à mesma categoria de sentimentos que os tais fanáticos e extremistas vivem. Esses fanáticos agem na convicção de que Deus quer que se odeiem os que não têm a mesma religião.

Mas, por vezes, nós também agimos com base em determinadas crenças… Por exemplo, com base na nossa convicção de que o nosso modo de viver é que está certo… E depois lá condenamos o outro que vive de outras maneira…

Felizmente, muito se tem evoluído nesta matéria. Repare, ainda não há muitos anos se condenavam hereges. Condenavam-se aqueles, não conformes à religião católica, à fogueira. Mas hoje temos um Papa dessa mesma Igreja Católica, o Papa Francisco, que faz apelo à aceitação de quem é diferente.

Você pode trabalhar a sua própria autoaceitação

Tenhamos, pois, a esperança que o mundo está a evoluir no bom sentido, no sentido de um mundo mais inclusivo. E para isso, trabalhemos a nossa própria evolução individual, no nosso autodesenvolvimento, na nossa autoaceitação, no sentido de termos um mundo interno também cada vez mais “inclusivo”!

Você pode, então, trabalhar a sua própria autoaceitação num espaço próprio para isso: o consultório de um psicólogo… Sim, é o espaço ideal. Já pensou em fazer uma psicoterapia que possa levar à sua autoaceitação? Pense nisso, aja!…

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Uma psicoterapia será, pois, o espaço ideal para fazer esse caminho da autoaceitação. Quer andar mais depressa, mas com segurança, com serenidade, paz interior, nesse caminho? Está nessa disposição?…

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