Áreas de Atuação – Descritivo de A a Z

De uma forma simples podemos dizer que as adições se referem a comportamentos nos quais se verifica o abuso de determinadas substâncias. Podemos estar a falar de álcool, de tabaco, de drogas leves ou pesadas que prejudicam seriamente a saúde de alguém.

E o que se verifica é que apesar da pessoa, ela própria, reconhecer que aquela substância lhe faz mal, não consegue parar de a consumir. Para além disso, vai acontecer um fenómeno que é a necessidade de aumentar a dosagem para se obter o mesmo efeito. E a pessoa vai em crescendo. Quando dá conta é tarde. Porque se pode verificar tanto uma dependência psicológica como física. Ou seja, o próprio corpo começa a ter necessidade do consumo regular daquela substância.

Mas as adições não estão apenas ligadas a substâncias. Podem estar também ligadas a situações, pessoas, objetos, etc. Realmente podemos até falar de comportamentos aditivos, ou seja, de comportamentos repetitivos, com compulsões e obsessões, face a uma substância, a uma atividade, a um objeto… A algo que se transforma no foco principal da pessoa, ao ponto desta se excluir de outras atividades como o convívio familiar, o trabalho, as tarefas escolares, etc.

Portanto para além do álcool, do tabaco, das drogas, podemos também estar perante outras possibilidades, tais como o sexo, a pornografia, o jogo, a internet, o exercício físico, as compras, etc.

A angústia é diferente da tristeza e da ansiedade, ainda que a elas esteja ligada. A angústia tem mais a ver com a aflição. Tem, portanto, a ver com um grande mal-estar psicológico.  E esse mal-estar afetivo é acompanhado de determinadas sensações: agonia, pressão, aperto no peito, tremores, taquicardia, sudação, dificuldades em respirar.

A angústia pode estar ligada à perceção do perigo, e aqui estará mais ligada à ansiedade e ao medo. Pode ser uma reação natural se o perigo for real, mas nem sempre o perigo real existe. E, portanto, estamos diante de uma angústia mal adaptativa em que não há fundamento para tal reação emocional.

No estado físico de angústia existe a libertação da hormona noradrenalina ou norepinefrina. E tudo isto vai levar à vasoconstrição, ou seja, à redução do fluxo sanguíneo em determinados órgãos.  Por exemplo, os pulmões recebem menos sangue, o cérebro recebe menos oxigénio… E, neste estado, ficamos sem capacidade de responder de forma adequada às diversas situações da nossa vida quotidiana. Ficamos mergulhados nos nossos pensamentos negativos, ficamos absorvidos nas nossas emoções mais negativas.

De facto, a noradrenalina prepara o nosso corpo para a luta, mas também para a fuga. Em resposta ao stress, o nosso organismo vai libertar a noradrenalina, e também a adrenalina, nas alturas em que sofremos sustos, em que somos surpreendidos, em que sofremos fortes emoções. Também atua no nosso cérebro, regulando atividades como o sono e as emoções em geral. Tudo depende da sua quantidade, sendo que em grandes doses até nos pode proporcionar uma sensação de bem-estar. Já se ela existe em quantidades reduzidas podemos ser atingidos por sintomas de depressão.

Explicando a ansiedade generalizada de uma forma simples… Tem a ver com sentirmos muito nervosismo, tem a ver com uma grande preocupação, uma preocupação enorme em relação a atividades, a acontecimentos, a situações… E ficamos com esta ansiedade durante longos períodos…, em relação a tudo, praticamente… Há muita gente a sofrer deste tipo de ansiedade. Ao que os estudos apontam, as mulheres são mais atingidas… E pode começar em qualquer idade…

Os sintomas são diversos: agitação, tensão, cansaço, dificuldade de concentração, irritabilidade, mau sono. Muitas vezes as pessoas recorrem à medicação…. E podem começar a tomar alguns antidepressivos que inibem a recaptação de serotonina e da norepinefrina. Sendo que estes antidepressivos são tomados juntamente com as benzodiazepina que são medicamentos ansiolíticos destinados a aliviar a ansiedade rapidamente.

Só que, em princípio, isso não poderá não ser suficiente, havendo necessidade de se fazer um acompanhamento psicoterapêutico…

Como explicar em que é que consiste a apatia? Talvez, de uma forma simples, dizer que é não sentir as emoções, é não estar motivado para nada, é não ter qualquer entusiasmado por nada, é estar indiferente a tudo. Realmente uma pessoa apática não mostra interesse por qualquer aspeto da vida do dia a dia.

Portanto, tem a ver com depressão? Sim, ainda que, talvez, com aquele nível de depressão menos pesado… Uma pessoa apática poderá sentir-se cansada, sentir uma grande letargia, não sentir energia… De facto, uma pessoa assim não mostra interesse pela vida, e acaba por se ligar mais à dor, à doença, ao sofrimento, acaba por se desligar do prazer e da alegria de viver.

O termo está, realmente, muito conotado com a indiferença. E, nalgumas aceções, até poderá considerar-se uma virtude, na medida em que é uma atitude filosófica, ligada ao estoicismo, de aceitação dos acontecimentos, sejam eles ligados à dor e ao sofrimento, ou também ao prazer. Deste modo, a pessoa não se irrita com nada, não se aborrece com nada, nada o incomoda, nada deseja, e reage passivamente tanto ao sofrimento como ao prazer.

Só que…

Um ataque de de pânico pode ser descrito da seguinte maneira… É um período relativamente curto, paroxístico, ou seja, de aparecimento súbito, que inclui um medo desmedido. E neste período surgem as palpitações cardíacas, os tremores, os suores, a sensação de falta de ar, dor no peito… Vai acontecer o pior… A pessoa pode achar mesmo que vai morrer… Só que a pessoa não corre um perigo de vida verdadeiro…  

Pode ser desencadeado por um evento qualquer. Mas pode também nem se perceber qualquer origem…

Muitas pessoas relatam um medo avassalador relacionado com a morte. Relatam como que um estado de loucura, de perda total do controlo das suas emoções. Algumas chegam a experienciar a “sensação de pré-morte, com a visão do túnel”. Outros chegam a experienciar perda da visão periférica.  Enfim, a pessoa fica “inundada de adrenalina”…

Há, com efeito, uma ativação do sistema nervoso simpático… Ataques de pânico sucessivos podem levar a estados de exaustão prolongados no tempo. Segundo algumas estatísticas, no mundo ocidental, cerca de 3% a 10 % das pessoas sofre um de ataque de pânico, sendo que  crises acontecem mais na faixa etária dos adultos.

A assertividade, em resumo, tem a ver com afirmativo, com positivo, com autoconfiança. Realmente, uma pessoa que seja assertiva é, de um modo geral, autoconfiante, com facilidade em apresentar a sua opinião, o seu ponto de vista. Assertividade tem, pois, a ver com uma pessoa mostrar aquilo que quer, respeitando, no entanto, naturalmente, o outro.

Uma pessoa assertiva não está sempre certa, mas considera que, naquele momento, é o mais certo e, portanto, expõe com facilidade as suas convicções e o modo como se posiciona face a determinada questão. Expõe os seus valores, mas respeitando sempre as outras pessoas, sem se exaltar, sem ofender. Expõe, portanto, com honestidade, pelo menos com a sua honestidade, com a sua transparência, mas respeitando sempre o outro.

De facto, uma pessoa assertiva não pode ser aquela pessoa que é agressiva… Mas também não é aquela pessoa que, não sendo agressiva, não defende os seus pontos de vista, apenas porque não quer hostilizar ninguém. Alguém assertivo tem, pois, o comportamento que traz mais serenidade para as relações interpessoais. O assertivo tem, portanto, um comportamento que não faz uso da crítica destrutiva, da chacota, do “bota abaixo”, do “corta na casaca”, da coscuvilhice.

Haverá então pessoas assertivas e aquelas que o não são? De facto, não é bem assim, porque todos nós podemos ter momentos assertivos e momentos em que o não somos. Depende, pois, dos contextos, das situações e das problemáticas que nos podem mais, ou menos, atingir…

Separação conjugal… Tudo pode começar quando passam a existir dificuldades de comunicação no casal. A conversa começa a não fluir e os silêncios, mais ou menos prolongados, instalam-se. As atividades comuns começam a rarear. Os papeis de pai e de mãe começam a sobrepor-se aos de marido e esposa. A paixão já lá vai, longe, e a rotina começa a impor-se cada vez mais. Surge o desinteresse sexual, talvez mais pelo lado da mulher, mas também pode acontecer por parte do homem… Surgem as acusações mútuas…

Alguns casais continuam a viver juntos, e até nem vai havendo grandes conflitos manifestos… Mas é tipo uma paz “podre”, já nada sendo como dantes… Noutros casos, os desentendimentos começam a aparecer e, por vezes, bastante severos… Até pode haver agressões, tanto verbais como mesmo físicas… As razões podem ser diversas…. Pode aparecer o ciúme, a infidelidade…  E o mais certo é tudo acabar em divórcio… Mas por vezes não, porque se instala a dúvida, a indecisão sobre o que fazer…

De facto, a perspetiva de uma separação pode ser uma experiência com muito sofrimento. Na verdade, pode não ser fácil por termo a determinados vínculos, a hábitos, a situações de partilha, de vivência em comum. E até o medo da solidão, de se ficar pior, a incerteza económica, pode levar a procrastinar decisões…. Instala-se, portanto, a dúvida: proceder à separação, ao divórcio, ou ir mantendo o status quo?… Porque, de facto, pode haver perdas, pode não se ter a certeza dos ganhos, ou…

Vamos lá ver as coisas de uma forma o mais simples possível… A solidão é um sentimento que nos pode afetar em qualquer momento das nossas vidas… E isso pode ser devido a muitas razões… Vejamos também que pode ser um sentimento mais ou menos passageiro, que faz parte, naturalmente, da vida… Mas o que dizer do facto de nem sempre ser obrigatório estarmos sozinhos para sentirmos solidão? Sim, porque pode alguém estar rodeado de muita gente e, mesmo assim, sofrer de solidão.

Podem ser dados muitos exemplos: uma criança no recreio da escola, uma jovem adulta que quer encontrar um parceiro conjugal, um sénior num lar de idosos, alguém que vai trabalhar para o estrangeiro, um homem que ficou repentinamente viúvo… Ora, talvez o mais importante a reter é que a solidão não é mais do que um estado psicológico, um estado da nossa mente, que pode ser passageiro, que não durará para sempre… Mas que também se poderá como que alapar ao nosso eu…

Liga-se muito a solidão a estados depressivos… É certo, pode afetar muito o bem-estar de uma pessoa, pode estar associada a sentimentos de profunda tristeza, de frustração, de desmotivação para se tentar ultrapassar a situação de isolamento… E, muitas vezes, a pessoa solitária não sabe analisar as suas emoções e sentimentos, não sabe que o facto de continuar a isolar-se só vai piorar a situação, não tendo ideia que deve fazer um esforço para contrariar o decurso da sua vida, rumo a uma nova direção, a uma mudança…

E que tal pensarmos que podemos estar sempre acompanhados? Por nós próprios! E que bela companhia podemos ser!…

Muitas vezes, no entanto, precisamos de algo mais… E o que é certo é que se poderá contrariar a solidão recorrendo-se a uma ajuda especializada

Muitas vezes a somatização tem a ver com o nosso corpo a dar-nos sinais de que algo não anda bem. Pode ser que seja uma questão realmente física. Ou seja, comemos mal, bebemos demais e depois, naturalmente, o nosso corpo ressente-se. Mas, muitas vezes, tudo está bem a nível físico, ou seja, a estrutura até está boa, não está abalada, tem tudo para que se “comporte” bem. Mas não se comporta.

E não se comporta bem porque as emoções estão a interferir. Sentimos, portanto, dor de costas, não porque a estrutura que suporta as costas tenha algum defeito, mas sim porque há outra causa que está a interferir. Pode acontecer também numa dor de barriga, no intestino irritado, numa dor de garganta, numa dor de cabeça… Se isso acontecer de vez em quando, enfim, tudo estará bem, mas o problema é quando as dores se tornam crónicas e não se percebe que haja uma causa física direta. Poderá haver sim causas escondidas de ordem psicológica.

E muitas vezes o que se descobre é que não são causas de ordem biológica, mas sim causas ligadas a demasiado stress, a demasiados dissabores, a traumas, a culpas, a rancores, a raivas, a ódios… Enfim, emoção a mais, não nas doses certas, mal expressas… E tudo isto dá cabo da qualidade de vida às pessoas. E as pessoas muitas vezes não percebem e entram na espiral das consultas e dos exames médicos, quando talvez pudessem também investigar o seu lado mais psicológico… Porque, muitas vezes, a pessoa está é só, não se consegue fazer compreender, precisa de ajuda, precisa de se compreender melhor, de se gostar mais, de se apreciar, para que possa levar uma vida mais plena, sem aquele sofrimento que estará a provocar as tais somatizações..…

Sim a depressão e a ansiedade, por exemplo, podem levar a muitas somatizações que parecem apenas doenças do foro orgânico, mas que, efetivamente não são…

Antes de mais, todo o stress é mau? Vejamos, o stress muitas vezes verifica-se quando percebemos determinadas situações ameaçadoras. Mas também podemos sentir stress em situações que, simplesmente, nos desafiam e motivam. Neste caso, começamos a sentir um stress que depois até se pode transformar em vantagens e benefícios. De facto, frequentemente é o stress que nos leva a mudarmos de vida…, para melhor…

Portanto, nem sempre o stress é mau. Está presente nas nossas vidas e pode ter várias origens. Pode acontecer em contexto profissional, familiar…. Pode ter origem em dificuldades económicas… Mas muitas vezes tem uma origem emocional. E pode ser mais ou menos passageiro, mas também se pode prolongar no tempo e ser crónico. Quando se torna crónico, persistente, pode tornar a pessoa mais vulnerável a doenças físicas. E começa-se então a falar de hipertensão, de problemas cardíacos, de diabetes, de psoríase, etc, etc..

O stress pode começar, pois, quando se nos depara, por exemplo, algo que percebemos como perigoso, desafiante, ameaçador. Começamos, na verdade, a prepararmo-nos para a confrontação ou para a fuga. É aqui que ocorrem logo mudanças ao nível do nosso corpo. Começamos a sentir, por exemplo, o coração a bater mais forte e a nossa respiração mais ofegante. Mas isso tudo também pode acontecer, voltemos a frisar, quando nos posicionamos diante de situações que nos motivam, que nos entusiasmam, que nos energizam… Neste caso é ótimo, porque ficamos até mais produtivos e mais realizados.

Só que há situações stressantes que podem persistir no tempo e aí poderá começar a verificar-se uma sensação de desgaste. Surge o cansaço físico e também intelectual e emocional. Instala-se a exaustão e a doença física não tarda a aparecer. Ou seja, os recursos da pessoa esgotam-se mesmo. E surgem, por exemplo, as depressões. Enfim, todo o sistema imunológico começa a soçobrar. E lá vêm mais doenças de natureza física de todas as formas e feitios…

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