Psicologia Psicodinâmica

Uma das perguntas que os psicólogos fazem, frequentemente, entre si poderá ser, talvez, esta: “Então qual é a tua orientação de base em psicoterapia?”. Ou então também se poderá ouvir “Qual é o modelo teórico pelo qual orientas a tua prática clínica?”

Psicoterapia Psicodinâmica com origem na Psicanálise

Ora, muitas vezes, a resposta ouvida anda à volta disto “A minha orientação de base tem origem na Psicanálise, quer dizer, eu tive algumas cadeiras no curso que falavam das teorias de Freud, mas também dos seus sucessores....”  A resposta pode ser mais desenvolvida “Estudei muito a Psicanálise de Freud, mas também aprendi muita coisa com os neofreudianos Alfred Adler, Carl Jung, com a sua filha, Anna Freud, Melanie Klein, Erik Erikson, John Bolwlby, Lacan, Winnicott, Erik Erikson, Carl Rogers, etc…”

Realmente muitos psicólogos portugueses têm uma formação de base muito ligada à Psicanálise, uma escola que dá muita importância à questão do inconsciente. Ou seja, todos nós seremos regidos em grande parte por esta instância psíquica. A nossa vida será, pois, regida pelo nosso inconsciente. Neste nível da nossa mente estarão, assim, muitos dos nossos desejos, conflitos, complexos, enfim tudo aquilo que nos pode perturbar.

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Uma psicoterapia com base na Psicanálise vai, portanto, ajudar-nos no sentido de trazermos à superfície muitos desses conflitos, dessas perturbações. Estas ao serem consciencializadas poderão mais facilmente ser resolvidas, levando, digamos assim, à cura.

O Inconsciente é a pedra de toque na Psicanálise e na Psicodinâmica

Muitos estudos no âmbito da psicanálise tiveram por base o que as pessoas verbalizavam num transe hipnótico, ou a partir dos seus sonhos. Isto porque nestes estados de consciência o inconsciente está mais à solta…. Formularam-se, assim, vários estádios de desenvolvimento em que a libido tem um papel muito importante. O conceito de recalcamento ganha muita força -ou seja passa a considerar-se que temos muitos desejos que escondemos de forma inconsciente...

Realmente a Psicanálise atribui ainda grande importância aos fenômenos não conscientes. Ou seja, muitas coisas que fazemos na nossa vida são instintivas realizam-se sem que tenhamos verdadeira consciência delas. E temos, portanto, muitas coisas reprimidas que têm muita influência em nós, que nos provocam conflitos, perturbações, transtornos… Assim um psicoterapeuta que tenha um modelo teórico assente nesta escola psicanalítica o que procura é que a pessoa consiga aceder a essas tais tendências recalcadas.

Esse talvez tenha sido o grande mérito de Freud: ter chamado a atenção para a importância do inconsciente nas nossas vidas.

Psicologia Psicanalítica ou Psicologia Psicodinâmica?

Portanto, quando um psicólogo refere que a sua orientação é psicodinâmica estará a dizer que atribui muita importância ao inconsciente de cada pessoa.  Mas não só: esse psicólogo vai considerar também que as pessoas têm diferentes estruturas de personalidade conforme o modo como passaram, e ultrapassaram, diferentes estádios de desenvolvimento. Estamos a referir-nos a ao desenvolvimento psicossexual na perspetiva de Freud que comporta várias fases: a oral, a anal, a fálica, a latente e a genital.

Poder-se-á então perguntar porque é que determinado psicólogo não diz que segue uma orientação psicanalítica em vez de orientação psicodinâmica… De facto, a psicodinâmica será mais abrangente que a psicanálise. Mas terão uma coisa em comum, ou seja, a importância que ambas dão às forças que estão por detrás do comportamento humano, dos sentimentos, das emoções. E essas forças terão uma origem muito precoce, ou seja, aparecem logo a partir da primeira infância. Depois terão outra coisa em comum: as relações dinâmicas que existem entre as motivações conscientes e as motivações inconscientes.

Portanto, grosso modo, um Psicanalista será talvez mais ortodoxo, mais ligado a Freud, um Psicodinâmico será talvez mais abrangente, mais “neofreudiano”, seguindo os conhecimentos de novos autores, que não tão somente os de Freud.

O Id, o Ego, o SuperEgo e os Mecanismos de Defesa

Mas o que é certo é que da teoria de Freud ficou que a nossa mente, o nosso aparelho psíquico, é composto por três partes: o Id, o Ego e o SuperEgo, estando a nossa mente inconsciente em constante conflito com a nossa mente consciente. E este conflito a fazer um uso muito frequente de vários mecanismos de defesa, tais como a Racionalização, a Projeção, a Sublimação, a Negação, a Repressão, etc. etc.

Realmente é bem conhecida a Negação que nos faz acreditar que determinadas coisas não nos estão a acontecer. Ou também é bem conhecida a Repressão e o Recalcamento em que, de forma inconsciente, nos esquecemos de determinada experiência desagradável. Também é bem conhecido o fenómeno da Regressão, em que regredimos, ou seja, em que nos comportamos, em que nos emocionamos, como se voltássemos a ser crianças.

Também pode acontecer que desloquemos, que transfiramos determinados sentimentos para o alvo certo, mas sim para alvos mais fracos, mais inofensivos, enfim para vítimas que nada têm a ver com a origem dos nossos problemas, sendo o caso, por exemplo, do gato que leva um palmada injusta. E todos nós podemos projetar as nossas inseguranças nos outros, ou seja, podemos ver intenções nos outros que não correspondem de modo nenhum à realidade.

Há também a Racionalização que é um mecanismo de defesa em procuram sempre uma explicação lógica para tudo. E realmente, muitas vezes, o que temos de fazer é sentirmos mais a emoção das coisas e não a parte intelectual ou racional. E também há a sublimação em que colocamos as nossa emoções mais hostis ao serviço de nobres causas.

Os primórdios da infância também na Psicodinâmica

Portando a abordagem Psicodinâmica em psicoterapia faz muito uso destes conceitos. Um psicólogo com uma orientação dinâmica está, pois, atento, a estes mecanismos de defesa no discurso da pessoa que o consulta. E, como é sabido, estes conceitos vêm de Freud, da Psicanálise… Portanto, a abordagem psicodinâmica assenta no pressuposto de que o comportamento humano é extremamente influenciado pelos processos psíquicos que acontecem na mente mais inconsciente… Processos esses que se estruturam, a maior parte das vezes, logo na infância, a partir dos primórdios da infância.

Ou seja, é muito importante, para a formação da personalidade de uma pessoa, a relação, ou não relação, que se estabelece com os seus pais. E, de facto, tudo isto é trazido para a psicoterapia psicodinâmica, de modo a promover na pessoa um maior autoconhecimento da sua relação consigo própria e com quem se relaciona.

Portanto, como em qualquer abordagem psicoterapêutica, na psicodinâmica o que se visa é que a pessoa se desenvolva pessoalmente, se conheça melhor a si próprio, se compreenda emocionalmente. E que consiga clarificar melhor os seus pensamentos, saiba lida com conflitos e que seja assertivo. Do mesmo modo que se relacione melhor com os outros e consigo mesmo, que comunique melhor e se motive no sentido de algo.

Portanto é o que acontece com a Psicanálise, só que a Psicoterapia Dinâmica fá-lo de uma forma mais breve, talvez com uma relação mais próxima e, quiçá, mais empática, e também com um recurso mais frequente à interpretação e ao questionamento.

Psicoterapia EMDR e a Hipnoterapia serão também Dinâmicas?

Como na maior parte das sessões psicoterapêuticas também na psicoterapia dinâmica a duração anda à volta dos 50 minutos, sendo que a regularidade é, por norma, semanal. Em relação à sua duração no tempo, é claro que vai depender de caso para caso. E isso poderá ser dito à pessoa logo na primeira sessão. Poder-se-á fazer uma estimativa de tempo, mas será, na verdade, sempre falível, porque, realmente, tudo pode acontecer.

De facto, a pessoa até poderá constatar que não se sente à vontade para falar, para se expor, para verbalizar os seus problemas mais pessoais, ou mesmo íntimos. Ora, se isso acontecer, será preferível enveredar por outras abordagens psicoterapêuticas. Por exemplo, a Psicoterapia EMDR e a Hipnoterapia poderão ser mais indicadas, porque nestas, não é obrigatório que a pessoa fale com detalhe, ou sequer fale, das suas problemáticas.

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