EMDR Cura Traumas

EMDR cura traumas de forma eficaz e eficiente

Com efeito, o EMDR cura traumas. E pode ser, precisamente, a metodologia psicoterapêutica de eleição a seguir. Esta terapia inclui um processo bem estruturado. Este começa por enquadrar a pessoa de modo a que ela mesma consiga fazer um “diagnóstico da sua problemática”. Depois, o EMDR leva a pessoa “partir para a ação” através de determinadas estratégias terapêuticas centradas, por vezes, em sintomatologias dissociativas.

É, enfim, um processo que vai promover a comunicação interna. E esta comunicação interna consiste, precisamente, em tomar consciência do que se está a passar em dado momento, no presente, dentro de si.

EMDR cura traumas tratando as memórias ligadas

Antes de mais, com o EMDR pretende-se que a pessoa tenha um melhor conhecimento de si mesmo. E que abra, assim, as suas perceções internas sobre as mais variadas temáticas.

Em sessões EMDR, uma pessoa até pode não ter grandes recordações da sua infância. Pode apenas lembrar-se de pequenas coisas. Mas, a partir de certa altura, pode vir-lhe à memória, por exemplo, de como o seu pai foi violento consigo em determinada altura. E é assim que, a partir daqui, a pessoa pode começar a reviver determinadas recordações mais dolorosas. Pode até começar a sentir-se mal fisicamente.

De facto, numa sessão EMDR tudo aquilo que estava reprimido, relativo ao passado, pode começar a ser consciencializado como fazendo parte integrante do presente. Ou seja, noutro contexto, a pessoa até poderia dizer que toda a sua infância foi normal. Mas o que é certo é que não foi! Houve, efetivamente, lugar a traumas, que estão ainda lá a causarem sintomas  mal adaptativos no presente.

EMDR cura traumas através das suas diversas fases

De facto, numa primeira fase do EMDR há que perceber a temática perturbadora. Noutra fase explicam-se todos os detalhes sobre o procedimento. A seguir, vai haver uma focagem em determinada lembrança da mente. Enfim, uma que se julgue ser de importância central para o problema.

Depois observam-se os pensamentos que estão associados à imagem principal perturbadora. Observam-se também os sentimentos mais presentes. E também o que é que o corpo sente.

No processo, em determinada fase, o psicoterapeuta EMDR pede à pessoa que faça uma classificação de 0 a 10. Essa classificação é feita em relação à cena traumática. O dez é o máximo de perturbação observada. Seguem-se outros passos, até que passa a haver estimulação bilateral ocular, auditiva ou tátil, conforme a pessoa preferir.

EMDR cura traumas através da estimulação bilateral

De facto, faze-se ao mesmo tempo a estimulação bilateral. E a pessoa é levada a entrar em contacto com a lembrança perturbadora. O terapeuta EMDR pergunta o que se observa. Se o paciente nota alguma modificação. Se, nas associações que vão surgindo, vai acontecendo algo. Vai, pois, havendo como que uma espécie de associação livre, tal como acontece na psicanálise.

Depois, mais à frente, vai-se continuar com o pensamento positivo que se escolheu para trabalhar, de modo a que a pessoa se perceba, a determinado momento, mais fortalecida. Vai-se também trabalhar a atenção a todo o corpo. Isto de modo a fazerem-se desaparecer, ou mitigar, todas as tensões corporais que possam existir. A seguir, no final de uma primeira sessão, pede-se à pessoa que observe o que vai acontecer durante a semana, de modo a perceber as mudanças ocorridas em si. 

São ao todo oito fases, no final das quais, sendo cada caso um caso, a pessoa regista mudanças significativas em si. Ou seja, a pessoa vais observar um alívio da carga emocional negativa associada a determinado evento traumático.

Há explicações da Neurociência, mas ainda nem tudo está bem esclarecido

Há muitas explicações para o que parece acontecer. Em princípio, os traumas ficam armazenados na memória traumática. E esta é diferente da memória “normal”. As memórias traumáticas provocam, efetivamente, sintomas. E isto porque são memórias que não se integram, que não se interligam com as outras memórias.

E ficam, portanto, armazenadas de forma mal adaptativa. Os estudos de imagiologia apontam para aí, de facto. São estudos nos quais se descobre, por exemplo, que o stress traumático leva à ativação de outras regiões do cérebro diferentes. Distintas das que são ativadas por uma situação também de stress mas que foi normalmente resolvida.

EMDR cura traumas porque dessensibiliza e reprocessa

Em suma, o EMDR é uma abordagem que trabalha com a dessensibilização e a reprogramação de informações. Fá-lo através de estimulação bilateral dos hemisférios direito e esquerdo do cérebro.

Foi inicialmente desenvolvido para transtornos pós-traumáticos, de stress profundo, como guerras, catástrofes e violações. Só que, mais tarde, começou a perceber-se que também era uma abordagem indicada para outras situações de natureza “menos” traumática. Enfim, situações que “apenas” incomodam, que causam um certo desconforto, mas que desequilibram a pessoa. Só que são situações que a levam a pensar de uma forma desadaptada. Que instalam crenças que ficam cristalizadas negativamente…

Realmente, podem ser situações como, por exemplo, a perda do emprego ou o fim de um relacionamento. Na verdade, estas situações podem ser, muitas vezes, altamente traumáticas na vida de uma pessoa. De facto, podem impedir o processo adaptativo de informação natural. Podem impedir que a pessoa adapte a informação associada de uma maneira funcional. E, portanto, pode levar a pessoa a adaptar-se de uma forma distorcida.

O EMDR pode ser uma psicoterapia muito breve

Ou seja, a estimulação bilateral vai trabalhar com as lembranças das situações problemáticas. Vai ajudar a dessensibilizar e a reprogramar a informação. E isto de modo a poderem surgir crenças positivas. Portanto, a levar que as coisas, que antes estavam a incomodar, passem a não perturbar mais, deixem de provocar sofrimento. E, com isso, a fazer com que deixem de provocar sensações, emoções e comportamentos disfuncionais.

Estamos, pois, diante de uma psicoterapia muito breve que atua em várias áreas do cérebro, conforme dizem os estudos científicos já realizados. De facto, há, como já referimos atrás, comprovação científica feita através de exames tomográficos que dão conta que a estrutura do cérebro antes e depois de um trabalho de EMDR é, efetivamente, diferente.

Enfim, há quem diga que é um casamento perfeito entre a psicoterapia cognitivo – comportamental e a hipnose clínica. Que é ideal para trabalhar com traumas reprimidos e recalcados. E o que é certo é que organizações mundiais de saúde, incluindo do mundo da psiquiatria a apoiam De facto, consideram que o EMDR é altamente eficaz nos quadros de depressão, de ansiedade, de fobias e outros.

EMDR cura traumas desenvolvidos em crianças

De facto, nas crianças, o trauma pode afetar severamente o seu desenvolvimento normal. Pode afetar a sua evolução em geral, na escola, no caminho da sua autonomia, na aprendizagem de novas tarefas. Pode, portanto, afetar o seu cérebro, levando-a diminuir o seu desempenho, a deteriorar os seus relacionamentos pessoais.

Uma criança traumatizada pode, pois, começar a reagir de forma mais agressiva aos outros. E o seu autoconceito pode também degradar-se. Ou seja, uma criança pode começar a perceber-se a si como alguém com defeito, sem qualidade, ficando desmotivada, apática, sem vontade de ir à escola.

O EMDR é uma psicoterapia que segue protocolos específicos

E, quando o fazem, começam logo por perceber que não estão sós, que há outras pessoas no mesmo tipo de situação e que também não sabem o que fazer… Mas, de facto, conversar não chega.

Realmente, muitas vezes, diz-se que basta desabafar. Diz-se que a psicoterapia é só isso, e, talvez por isso mesmo, há pessoas que consideram que não precisam de psicoterapia. Outras acham que precisam, realmente, de desabafar e recorrem a um psicoterapeuta.

Realmente, para o EMDR, não basta falar sobre determinados assuntos mais difíceis para os resolver. É, com efeito, uma psicoterapia que envolve protocolos específicos com técnicas bem definidas. Que exige qualificações especiais, que exige que o psicoterapeuta domine essa técnicas e que seja também especializado nas questões do trauma.

Em Portugal há um diretório no qual se podem pesquisar quem tem as competências necessárias para levar a cabo uma psicoterapia EMDR.

O EMDR tem muita coisas em comum com outras terapias

É claro que o EMDR também tem muita coisa comum com outras abordagens psicoterapêuticas. De facto, ocorre num espaço em que o profissional, sendo especialista, possui, em princípio, conhecimentos específicos que o paciente não tem.

Ocorre num espaço de encontro presencial, numa relação de confiança, de trabalho, de igualdade, em mútuo acordo acerca das diversas etapas da psicoterapia que vai ser seguida. Tudo isto numa parceria em que o psicoterapeuta clarifica e apoia. Mas em que o paciente também tem um papel muito ativo na busca dos elementos mais importantes a tratar.

No EMDR estabelece-se, com efeito, uma parceria “de igual para igual”. No entanto, é natural que a pessoa possa manifestar alguma apreensão acerca do que lhe vai acontecer durante a psicoterapia EMDR. Pode, de facto, interrogar-se sobre se, realmente, irá ser capaz de seguir todos os passos. Se terá que ser forçado a fazer alguma coisa que não está disposta a fazer.

Ora, isto tudo é natural. É certo que as pessoas vão ter que trabalhar com memórias penosas. Mas vão fazê-lo de forma apoiada ao longo de toda a psicoterapia. Na verdade, é um processo que é devidamente controlado e orientado. Em sem dúvida, que ocorre em ambiente “protegido”.

É possível acabar com as memórias traumáticas

Pode haver casos, em especial com crianças, em que haja dificuldade na cooperação.  Mas um psicoterapeuta competente saberá como atuar para que esta se exprima da melhor forma possível. E isso levará ao objetivo final: atenuar, ou mesmo eliminar, os sintomas despoletados pelo trauma.

De facto, o que se pretende é que o stress resultante da memória traumática deixe de fazer efeito, para que o adulto, ou a criança, possa funcionar no seu quotidiano da forma o mais normal possível. O que se pretende, com efeito, é que os medos diminuam. Isto, para que a pessoa possa fazer as coisas de que mais gosta. Para que a perturbação não estrague mais a sua vida.

Procura-se, pois, que haja a colocação de uma certa distância entre a pessoa e o trauma. Isto de modo a haver um lugar seguro sempre que necessário, de modo a que o trauma não se imponha e que a pessoa tenha os comandos da sua vida no seu controlo.

O que é o EMDR afinal?

Há quem defenda que o EMDR não é mais do que o aproveitamento de tudo o que melhor tem a psicoterapia cognitivo-comportamental. Uma terapia em que se trata das cognições e das perceções negativas e erróneas. Em que se trata das atitudes negativas em relação a si próprio ou à situação traumática E junta-se-lhe a estimulação bilateral, com movimentos oculares ou com estímulos sonoros e táteis.

Há também quem advogue que acabe por haver no processo a indução de um estado hipnótico. Mas o que é certo, repetimos, é que o EMDR resulta, parecendo, às vezes, um milagre. E as pessoas, muitas vezes, fazem apreciações deste género:

“Nunca pensei que isto me pudesse vir realmente acontecer. Sempre vi as imagens com muita perturbação, sempre as vi tal como as vivi naquele dia fatídico e, no entanto, elas parecem agora ter ido para bem longe, quer dizer, estão lá mas já não me perturbam, já não me causam sofrimento!…” Veja aqui outros testemunhos de quem fez EMDR.