O perigo da racionalização excessiva: como evitar cair nessa armadilha

O uso da razão e da lógica é importante

É saudável tentar racionalizar diversas questões, procurando entender as coisas de forma racional. No entanto, às vezes a racionalização pode ser um mecanismo de defesa que nos leva a utilizar argumentos aparentemente lógicos, mas que na verdade são falaciosos, para proteger o nosso ego. Nestes casos, estamos a criar justificações falsas em vez de reconhecer as verdadeiras razões para as coisas. Por exemplo, quando falhamos numa prova, podemos tentar racionalizar o nosso fracasso alegando que estávamos nervosos, em vez de reconhecer que talvez não tivéssemos estudado o suficiente ou não tivéssemos compreendido o material.

O problema surge quando a racionalização é exagerada

Sim, quando nos impede de enfrentar a realidade de forma objetiva. Os mecanismos de defesa são úteis para manter a nossa saúde mental, mas é importante não utilizá-los de forma a evitar enfrentar a verdade. É fundamental ter consciência da nossa realidade, tanto interna como externa, reconhecer as nossas fraquezas e limites, e para isso precisamos de nos conhecer melhor e estar atentos a nós próprios.

Aparece muito no consultório a racionalização a mais

Muitas vezes, as pessoas recorrem ao excesso de racionalização para lidar com problemas emocionais. Por exemplo, alguém que se queixa de problemas no trabalho pode apresentar argumentos aparentemente lógicos, mas que na verdade são falaciosos para justificar o seu próprio comportamento ou para minimizar as emoções negativas que está a sentir. Essa pessoa pode atribuir a culpa aos outros e afirmar que tem sempre razão, mas na verdade está a enganar-se a si próprio com essa racionalização excessiva. É importante reconhecer este mecanismo de defesa e tentar enfrentar as emoções de forma mais saudável.

Racionalização como defesa contra emoções insuportáveis

Como psicólogos, muitas vezes ouvimos os nossos pacientes explicarem os seus sentimentos de forma lógica e coerente. No entanto, às vezes percebemos que essa explicação racional serve apenas como um mecanismo de defesa para lidar com uma dor emocional que não se consegue controlar. É importante reconhecer esses mecanismos de defesa e ajudar os pacientes a enfrentar as suas emoções de forma mais saudável.

Utilizando a racionalização para esconder conflitos internos

Muitas vezes, as pessoas utilizam a lógica e o raciocínio dedutivo para disfarçar conflitos internos que não são aceitáveis para elas. Isso pode tornar as coisas mais suportáveis e aceitáveis para elas e para os outros, mas também pode impedir a pessoa de se conhecer verdadeiramente e de se desenvolver como indivíduo. É importante reconhecer esse mecanismo de defesa e tentar enfrentar esses conflitos de forma mais saudável.

A racionalização é um mecanismo de defesa inescapável

Racionalizar é um mecanismo de defesa que utilizamos para lidar com a realidade quando esta é difícil de suportar. Negamos ou inventamos explicações para proteger o nosso “eu” e manter uma boa saúde mental. Isso acontece quando temos fragilidades profundas que não sabemos como gerir ou que não queremos aceitar. Embora as explicações que damos possam parecer plausíveis, na verdade não são verdadeiras. No entanto, acreditamos mesmo nelas porque nos ajudam a sentir-nos melhor.

A racionalização parece minimizar a insegurança

A racionalização é um mecanismo de defesa que consiste em utilizar argumentos falsos, mas que parecem verdadeiros, para se proteger de situações difíceis ou de emoções desagradáveis. Isso pode parecer uma forma eficaz de lidar com a insegurança ou os conflitos internos, mas na verdade não resolve esses problemas de forma efetiva. Em vez disso, a racionalização permite apenas adiar ou suavizar esses conflitos, mas não os elimina. É importante reconhecer esse mecanismo de defesa e tentar enfrentar os problemas e emoções de forma mais saudável.

Como a racionalização aumenta com a frustração

Quanto mais frustrado, mais tendemos a recorrer à racionalização como mecanismo de defesa para lidar com essa frustração. Como na fábula da raposa e das uvas: “Não chego lá para as apanhar? Não importa, as uvas estão verdes, não prestam!” Usamos, pois, argumentos falsos ou minimizamos a importância da situação para proteger a nossa autoestima e sentir-nos melhor. Outro exemplo: se falhamos numa entrevista de emprego, podemos dizer que as funções eram chatas para minimizar a frustração.