Divórcio, separação, ou ainda há solução?

O divórcio está na ordem do dia… Mas sabe que o número de pessoas que vão a consultas de psicologia para salvar o seu casamento está a aumentar? Pois está, e talvez presuma que os problemas que aparecem têm a ver com problemas na comunicação. Certo…

Mas não só: os problemas, os conflitos, também têm a ver, por exemplo, com as relações com os familiares um do outro.

A família de origem por vezes está na causa do divórcio

Às vezes os motivos relacionam-se, com efeito, com as experiências familiares de cada um. Ou seja, tenta-se construir um modelo de família. E faz-se isso à luz do seu modelo familiar de origem…

Pois é, o problema pode estar aí: cada um tenta provar que o modelo da sua família é o melhor… Só que depois o conflito instala-se …

Mas, de facto, pode haver muitas outras razões para que a relação fique abalada…

A psicoterapia conjugal é para a união ou para o divórcio?

Há muitas pessoas que vêm à psicoterapia conjugal para tentarem salvar o seu casamento. Mas também há casais que vêm para pedir apoio para a uma separação, para um divórcio.

Talvez você possa estar à beira de proceder à marcação de uma consulta de terapia conjugal.

As palavras já não são trocadas como dantes

Estará à beira porque talvez seja uma pessoa que já não troca uma palavra com o seu companheiro ou companheira há muito tempo. E isso apesar de viverem sob o mesmo teto.

Talvez você seja uma das partes de um casal que está mergulhado em sofrimento. Mas, talvez ainda esteja com a esperança que haja um remédio para essa dor. Você ainda acalenta a esperança que talvez possam continuar juntos.

Por vezes a melhor solução será mesmo a separação

Sim, há muitos casos de casais desavindos que conseguem superar a crise em que mergulharam. Alguns conseguem superar sem uma ajuda técnica. Outros conseguiram-no graças a terem frequentado sessões de psicoterapia conjugal.

Mas, sejamos objetivos, às vezes não há uma solução. Ou, melhor, há uma solução mas que passa pela separação e pelo divórcio.

“Que grande alívio!”

De facto, talvez, a melhor solução seja mesmo a separação conjugal. No entanto, há casos e casos.

Por vezes, na verdade, não há quaisquer pontos em comum num casal. Como se diz “modernamente” não há “match”.  Não há pois qualquer compatibilidade. E se os dois chegarem a essa conclusão, se calhar o que irão dizer é “Que grande alívio, vamos então separar-nos e isso vais ser bom, afinal, para ambos!”

Quando os dois não estão de acordo para o divórcio

Realmente, pode ser possível uma separação, no namoro, ou um divórcio, no casamento, com muito menos sofrimento.

Talvez você esteja naquela situação em que considera que o melhor mesmo é a separação definitiva. Só que o seu companheiro, ou companheira, não o estará a aceitar bem…

Tudo menos pacífico…

Não concorda com essa decisão e, portanto, a coisa não está pacífica…  

Se calhar, há filhos, o que vem complicar a situação ainda mais… Ou, então, não há filhos, porque você pode estar numa união ainda relativamente recente… Ou, até, talvez, esteja nessa situação há muitos anos… Talvez esteja dentro de um casamento, talvez se encontre numa relação de namoro…

Houve traição? Pois, é um problema muito comum…

Portanto, as razões do conflito podem não estar relacionadas com a existência de filhos… Podem, por exemplo, estar ligadas à traição.

Sim, há fortes probabilidades dos problemas que enfrenta se deverem a questões de traição… É realmente uma razão muito presente, a par da comunicação não fluida, ou, como já referimos, do conflito com as famílias de origem de ambos…

Você talvez seja mulher…

Pois, você talvez seja homem e dê muito valor à questão sexual. Você talvez seja mulher e dê mais importância às manifestações de atenção, afeto, carinho…

Dizemos talvez, porque, de facto, nem sempre é assim… Talvez você seja mulher e, por isso, é você a querer que o seu marido, namorado ou companheiro, venha a uma consulta com um psicólogo.

“Eu não casei com esta pessoa, está diferente!”

Você é homem e talvez não veja necessidade numa psicoterapia de casal para já. Ou então, se calhar, o problema já se arrasta há tanto tempo e acha que já não vale a pena.

É isso? Pois, talvez, a sua mulher, a sua esposa, a sua companheira pode já estar emocionalmente separada de si há muito tempo… Acha então que não vale a pena…

Agora parece-lhe tudo diferente…

Você achava que conhecia bem o seu par… Agora parece-lhe diferente… E pensa “Não, eu achava que me tinha unido a outra pessoa que não esta…” Realmente, previa uma coisa, mas o que está a acontecer é outra… Só que, do outro lado, o seu par talvez esteja a pensar o mesmo de si…

Sim, poderá ser assim… Mas, enfim, cada caso é um caso…

Viver a dois precisa de aprendizagem

Se calhar nunca pensou bem nisto: sabe que pode precisar de ajuda para aprender a viver a dois?

Para se apaixonar não precisou de ajuda, é certo. Sim, para nos apaixonarmos não precisamos de lições. De resto, nem sequer será possível aprender alguma coisa no campo do enamoramento… 

Pois é, ficar apaixonado num período curto não será até muito difícil… Mas o que dizer em relação a manter o amor por muitos meses, muitos anos, décadas?… É, realmente, um desafio grande aprender a ser um bom companheiro ou uma boa companheira!  

Manter a paixão acesa se quiser evitar o divórcio

Sim, para manter a paixão acesa precisa de aprender a fazê-lo, sim!

Só que dá trabalho. É preciso fazer esforço. Realmente, ninguém nasce ensinado para conseguir a manutenção de uma boa relação por muito tempo. De facto, cometem-se erros, estraga-se a relação com “pequenas” coisas…

A solução está em si!

Enfim, você talvez saiba isto tudo… Mas será que sabe que a solução está em si? Que não está em mais ninguém? Já pensou nisso? Concorda, faz-lhe sentido? Não faz?…

Vejamos, sabe, provavelmente, o que é a empatia e a assertividade. Ou seja, no que diz respeito à empatia, talvez saiba que tem de compreender as coisas tendo em conta o ponto de vista da outra pessoa e não do seu… No que diz respeito à assertividade, que tem de defender o seu ponto de vista sem agressividade, no entanto de um modo afirmativo…

Com empatia e assertividade

Mas será que está a usar bem essa empatia, essa assertividade no contexto da relação no seu namoro, no seu casamento?…

De facto, é necessário treinar o desenvolvimento da tal comunicação eficaz, com empatia e assertividade. Só que talvez não lhe seja fácil mostrar zanga, aborrecimento, com o seu par… Se calhar, prefere não lhe comunicar… Talvez, então, carregue essa zanga, essa frustração, só para si… Não fala das suas emoções e dos seu sentimentos…

Saber escutar para evitar o divórcio

Ou então não ouve… E, realmente, também é preciso saber ouvir… Sim, saber comunicar e saber ouvir é fundamental para se evitarem as tais crises conjugais…

Porque, repare, afinal de contas, as preocupações de um também dever ser as preocupações do outro. Realmente, tudo acontece no contexto do casal… No contexto do casal em vários subcontextos: no de pai, mãe, amante, lazer…

O “nós” tem que ser alimentado

Há, com efeito, contextos individuais, com cada um a ter direito à sua individualidade.

Mas o “nós”, não haja dúvida, tem que estar frequentemente presente. Esse “nós” tem que ser nutrido, tem que ser alimentado com carinho e compreensão. Isso pode ser feito através de coisas simples: jantares a dois, que não têm de ser caros, prendas, que podem ser baratinhas, simbólicas, pequenos passeios…

Voltemos à traição, à infedilidade conjugal…

Enfim, você também saberá disso tudo, mas não está a conseguir, é isso?… Pois, poderá estar a precisar de uma ajuda técnica… Pense nisso, pense, então recorrer, a um psicólogo…

E sobre a traição? Voltando à traição… Temos um artigo aqui na Psicovias que fala mais em pormenor da traição. Fala também do perdão, da questão de saber se tem mesmo a obrigação de perdoar, ou não…

Experiências sexuais diferentes, de outra natureza…

Sim, a traição é um tema que surge recorrentemente num processo de psicoterapia conjugal… Pode, realmente, acontecer e, muitas vezes, é isso que traz os casais ao psicólogo.

A traição acontece por muitos motivos… É sabido que, por exemplo, acontece para que ele, ou ela, verifiquem se ainda são desejados pelos outros. Ou então verifica-se para que possa haver lugar a experiências sexuais diferentes, de outra natureza…

E depois da traição? Vem necessáriamente o divórcio?

Só que, depois de uma traição, ou da descoberta da traição, as coisas nem sempre ficam iguais… Pode haver logo um rompimento sem apelo nem agravo, ou então entra-se num processo de tentativa de reparação…

Será que o sexo importa? Mas em que grau?

Terá, pois, tudo muito a ver com sexo… Realmente o sexo importará. Pode importar mais, pode importar menos mas importará, sim. Concorda? Não concorda? Faz-lhe sentido? Não faz?…

Talvez, no seu caso, verifique que a frequência das suas relações sexuais já tenha diminuído. Talvez isso tenha acontecido após o surgimento de filhos. Ou então, talvez, porque o seu trabalho passou a andar num ritmo esgotante. Por tudo isso, ou por outras razões quaisque, talvez, não haja condições para haver sexo como antes…

Pequenas coisas, mas tão importantes para evitar o divórcio…

Pois, mas será mesmo? É que, se calhar, poderá continuar a haver condições, se assim se estiver na predisposição de… Mas para que a predisposição exista, lá voltamos nós, tem que haver a tal necessária comunicação entre ambos.

Às vezes a comunicação fluida é importante para pequenos pedidos, que até podem ser mais íntimos: “Gostaria que me fizesses isto!” “Gostaria que fizéssemos os dois aquilo…” Não têm que ser atos sexuais explícitos, podem ser apenas atos mais íntimos: uma massagem, estarem abraçados a ver uma série, qualquer coisa desse género…

A comunicação nem sempre é fácil, de facto!

Sim, a base é a comunicação. Só que nem sempre é fácil, não é? Talvez até já tenha identificado onde estão os problemas, mas não consegue avançar… Sente insegurança, sente que não é capaz, não se sente com força, adia, deixa andar…

E lá ficam inviabilizadas as soluções…

Ou então, você acha que a culpa é do seu par… Foca-se nos seus aspetos mais negativos… Realmente, será mais fácil para si identificar os aspetos mais negativos no seu parceiro ou parceira…

Sim, isso acontece muito à medida que o tempo passa. Antes só víamos qualidades, mas depois passamos a ver os defeitos… Só que talvez seja melhor parar para refletir, para olhar para si… Não teremos todos defeitos? Parece simples termos este pensamento, mas nem sempre isso assim acontece…

Você explode e pronto: quer o divórcio…

Você, se calhar, quando surge um conflito, reage logo, automaticamente… Já ouviu, talvez, que o melhor é afastar-se nesse momento… Sim, se se afastar o conflito a dois já não poderá continuar…

Só que explode, entra nas discussões, entra, pois, no terreno da destruição e não no da construção… E explode porque sente mágoa, desrespeito, desconsideração… E isso leva à insegurança, ao sentimento de rejeição, à recriminação, à culpa…

Sabe que tudo isso não devia acontecer, mas o que é certo é que acontece… Sim, acontece com muitos casais e, se calhar, consigo também… Você anda, pois, com ansiedade, com zanga…

Comunicar sem culpabilizar, será fácil?

Só que pode aprender a lidar com essas emoções todas negativas… E aprender a lidar passa, talvez, primeiro por tentar perceber porque é que o seu par reage como reage… Pode, pois, começar a perceber que o seu par percebe as coisas de um modo diferente de si…

Realmente, a ideia é essa mesmo: conseguir que os dois percebam a forma como os dois se sentem… Ora, mais uma vez, reiteramos, é preciso que os dois comuniquem o que sentem… Podem, no entanto, comunicar sem culpar, sem se vitimizarem, com respeito pelos pensamentos e sentimentos diferentes de cada um…

Chegado a este momento, você poderá dizer: “Pois, tudo isso é muito bonito em teoria, mas não consigo fazê-lo na prática”!

Você precisa mesmo de uma ajuda psicológica!

Pois é, você pode, tal como muita gente, estar a precisar de uma ajuda. Poderá estar a precisar de uma ajuda para si, de uma ajuda individualizada. Ou então poderá ser o casal a reconhecer que precisa dessa ajuda.

Estamos a falar de uma ajuda técnico-científica, porque, se calhar, já percebeu que a ajuda dos seus amigos, ou da sua família, não se tem traduzido em bons resultados… É isso?

Marque consulta connosco, na Psicovias

Então, pode, talvez, marcar já uma consulta… Ou quando achar mais oportuno: amanhã, depois de falar com o seu parceiro ou parceira… Marque, então, a sua consulta de terapia conjugal! Faça-o aqui por WhatsApp…

× Marque consulta por WhatsApp aqui!