Mudança psicológica, você pode mesmo mudar?

Há quem diga que sim, que pode haver uma mudança psicológica. Há quem diga que não. Ora, será que nascemos assim e, pronto, havemos de morrer assim?! Talvez seja assim? Será que não? Está tudo nos seus genes? Pode fazer novas aprendizagens? Pode aprender com os seus erros? Há pessoas que parecem que não aprendem por mais lições que apanhem da vida. Valerá a pena tentar mudar?…

São realmente muitas as dúvidas que poderá ter… Vamos então refletir sobre estas questões…

Você diz que é como é. Que não tem de mudar nada em si! Mas acha mesmo?…

“Eu sou assim, sempre fui assim, sou como sou, não mudo…, se os outos não gostam, paciência, não quero saber…”

Tudo bem. Reconheça esse pensamento. Respeite-o!

Você ao ler isto pode, realmente, entrar em confusão… E até poderá exclamar: “Mas como assim?” “Então não são os psicólogos que dizem que as pessoas podem e devem mudar?!”

Ou então você até pode ser uma pessoa que está de acordo como isso e exclamar:  “Cá está, é o que eu digo, eu sou assim, quem não gostar de mim tal como sou que não goste…, eu não vou mudar…, eu sempre fui assim…”

“Os homens são todos uns idiotas!”, “As mulheres…, quem as percebe?…”

Você poderá estar naquela situação em que não consegue ter uma relação estável de namoro com ninguém. Vai conhecendo alguns homens mas vai dizendo “São todos uns parvos!”, “São uns imaturos, não tenho paciência…”, “Eles querem que eu não seja tão afirmativa, que seja menos exigente, que não sei quê, não sei que mais… mas eu não mudo, eu sou assim e pronto!…”

Você poderá ser aquele homem que diz não entender as mulheres. E até não consegue arranjar uma para se casar, para ter filhos, para constituir família. Ou então nem sequer consegue estabelecer contactos para uma simples amizade, para um “date”, para uma aventura, que depois até poderá dar em algo mais sério…  

“A culpa é delas…, das mulheres…, qual mudança psicológica, qual quê?”

Acha, pois, que nada há a fazer, acha que a culpa é delas, das mulheres… Consigo está tudo bem, elas é que têm de mudar…

Pois é, então aceite esses seus pensamentos todos! Está nesse direito. Não tem que sentir a obrigação de mudar!

Mas não se fique por aqui, continue a ler este artigo…

A pressão para uma mudança psicológica não nos ajuda nada…

De facto, muitas vezes, achamos que não conseguimos mudar… Que não conseguimos mudar as coisas que estão mal na nossa vida. E até o tentamos, mas nada! Tudo continua na mesma. E começamos a sentir-nos impotentes, desamparados, e paramos de tentar. Enfim, chegamos à conclusão que é impossível mudarmos. E abandonamos os nossos projetos, deixamos correr a vida, resignados.

Realmente, há muita coisa que nós não conseguimos controlar. Não conseguimos controlar fora de nós e também em nós… E chegar a essa conclusão é bom, porque deixamos de gastar energias em “temáticas” que não estão ao nosso alcance mudar. É bom por um lado, mas mau por outro. Porque, afinal de contas, as coisas só acontecem se agirmos no sentido de as alcançarmos.

“Não vale a pena tentar, a minha vida não vai mudar!…”

Portanto, você estará numa destas fases. Estará numa fase em que considera que não tem de mudar. Repetimos: tudo bem! Aceite isso, de forma serena. É o que é!

Realmente, andamos a atirar nesta vida culpa uns para os outros… – quem é que já não o fez? Mas muitas vezes, ainda que não explicitamente, atiramos a culpa para cima de nós! Você poderá dizer que não, que não tem culpa nenhuma, que os outros é que estão errados. Você está bem, os outros é que estão mal, é que precisam de mudar, não você…

A mente regista: “Não vale a pena mudar a minha vida! Não é possiver fazer uma mudança psicológica!”

Você considera, portanto, que não tem de mudar. Mas, se calhar, o que quer dizer mesmo é “Não vale a pena tentar, a minha vida não vai mudar!…” Ora, a sua mente, o seu cérebro, regista isso.  Fica registado mesmo neurologicamente falando. Determinadas conexões cerebrais ficam mesmo estabelecidas em determinadas redes neuronais…

De facto, acontece que, muitas vezes, falhamos, repetidamente, os nossos objetivos. E então desistimos.

Pode ser o seu caso, em que a sua mente fica, assim, como que programada para a inatividade. Realmente a sua mente pode ter já ter aprendido que sempre que tenta algo dá-se o malogro, o falhanço… Ou seja, na verdade, a nossa mente pode registar que não vale a pena. E passamos, então, a acreditar que se fizermos alguma coisa isso não vai resolver nada, portanto nem vale a pena tentar…

E instala-se o quê? Instala-se um esquema mal adaptativo… Pois é, você resigna-se, instala-se a resignação!

Você fica em “desamparo”!

Como diria Martin Seligman, instala-se o “desamparo”! Sim, há estudos sobre estas matérias feitos por este psicólogo da Psicologia Positiva, que resultaram na teoria do “Desamparo Aprendido”. E estes estudos laboratoriais explicam a frase “Não vale a pena, não consigo mudar a minha vida…”

Estes estudos até suscitaram algumas críticas por causa do sofrimento infligido a animais. De facto, foram experiências que não foram feitas com pessoas, mas sim com ratos, cavalos, cães… Mas à parte disso, chegaram a conclusões muito importantes… Vejamos, por exemplo, a experiência seguinte:

Foram postos ratos numa gaiola com o chão eletrificado. A um grupo desses ratos deu-se-lhe a oportunidade de evitarem choques elétricos. Esses ratos, para não apanharem esses choques, tinham que agir, tinham que fazer determinadas coisas. Tinham, por exemplo, de mexer em botões e alavancas, de ultrapassar obstáculos.

Uma experiência científica que mostra porque é que algumas pessoas já nem tentam fazer a mudança psicológica …

Na experiência, houve ratos que perceberam que tinham de mudar o seu comportamento. E aprenderam assim a interromper os choques elétricos. Tinham mudado e assim conseguido outros resultados. Conseguiam, pois, controlar a situação e deixavam de sofrer.

Só que a outro grupo de ratos, por mais que mudassem o seu comportamento, nunca lhes era propiciado evitar os choques elétricos. Ou seja, por mais ações que levassem a cabo, acabavam por sofrer os choques. De facto, por mais que mudassem, nada se alterava, nada fazia mudar a situação.

A hipótese não se confirmou

Depois, os cientistas reuniram os ratos todos na mesma gaiola eletrificada. Estavam, então, agora todos na nova gaiola também eletrificada. Estavam os ratos que já tinham aprendido a evitar os choques e estavam também aqueles que já tinham percebido que não valia a pena fazerem nada, pois levavam sempre o choque elétrico.

A gaiola, agora, para todos eles, permitia evitar o choque àqueles que fizessem determinadas ações. Ora, a hipótese que se pôs foi a de que todos os ratos iriam aprender a evitar os choques elétricos – ainda que, nessa hipótese, se considerasse que havia um grupo que iria aprender mais depressa a fazê-lo.

“Não vale a pena fazer nada, não vale a pena mudar, sofro sempre, não consigo…”

Todos os ratos iriam aprender que tinham que agir para conseguirem… Mas não! Não foi isso que aconteceu… E então o que é que se verificou? Dizemo-lo já a seguir:  

Deu-se a grande descoberta psicológica: o grupo de ratos que tinha aprendido que, por mais coisas que fizesse, nunca conseguiria evitar o choque, esse grupo de ratos não fazia nada para alterar a situação, levava os choques e pronto.

Ou seja, apesar de estar lá a solução para não sofrerem, nem sequer tentavam evitar o sofrimento. Ficavam paralisados, a sofrer, a levar os choques elétricos. Não mudavam. Estavam em “Desamparo Aprendido”.

O Desamaparo poder atingir cada um de nós

Estes estudos foram levados a cabo já há alguns anos, nos finais dos anos 60. Foram publicados no ‘Journal of Experimental Psychology’. Mas são estudos com conclusões atuais, que apontam para o facto do tal “Desamaparo Aprendido” poder atingir cada um de nós.

Você poder estar nesta situação, pode achar que não vale a pena fazer diferente. As experiências que tem tido têm sido más, têm-lhe trazido sofrimento. Está uma pessoa resignada!

É isso?

Ou então conhece alguém nesta situação “Ó filha, para quê, não vale a pena, já tentei, não há nada a fazer, deixa lá…”

Mas você pode dizer não à resignação e fazer uma mudança psicológica …

Realmente, há pessoas que ficam resignadas, que acham que não vale a pena tentar. É sofrer e pronto! Têm angústia, fracassam, deprimem e passam a aceitar, naturalmente, esta situação de sofrimento. Passam a aceitar todas as situações desprazerosas.

Ou seja, como no passado, nas várias tentativas que fizemos, não conseguimos controlar determinada situação, internalizamos o Desamparo. E, assim, ficamos inertes, a sofrer, ainda que, afinal, a possibilidade de acabarmos com o sofrimento esteja lá.

Mas nem tentamos porque já não acreditamos que seja possível.

É uma questão de atitude

Repare então que é uma questão de atitude, porque a solução está lá. A vida oferece-nos sempre uma solução.

Mas, para encontrarmos a solução certa, temos que a procurar fazendo diferente.

Portanto, temos de tirar lições deste tipo de experiências… Se não tiramos boas notas, não temos que desistir dos nossos estudos. Se somos recusados em alguns empregos, não temos que parar de procurar resolver a nossa situação de desemprego. Se somos abusados, temos que acreditar que podemos afastar-nos da situação de abuso…

Podemos aceitar os fracassos para a nossa mudança psicológica …

Portanto, acha que não vale a pena mudar?

Sim, pode estar numa fase em que ache que não vale a pena… Pode respeitar essa fase em que se encontra, não tem que se culpar…

Mas também pode consciencializar que pode mudar e com isso encontrar a solução… Essa solução está aí… Quando quiser, só quando quiser, não tem a obrigação de o fazer…

Você tem a autonomia para mudar ou não…

Quando quiser, apenas quando sentir que tem a preparação, você pode consciencializar que pode controlar, que está ao seu alcance fazê-lo.

Portanto, só tem que perceber que, provavelmente, está a ser vítimas do “desamparo aprendido”. Se o perceber, e pode fazê-lo quando achar que o pode fazer, poderá agir e mudar.

Quem nunca fracassou?

Realmente, é sabido que fracassar é natural. Quem nunca fracassou? Mas também é sabido que podemos continuar em frente. Aliás, o fracasso é mais provável do que o sucesso.

Sim, qualquer pessoa bem-sucedida passou por muitos fracassos…

E será o sucesso a ausência de fracasso? Ou será antes a capacidade de aceitar os fracassos? Porque não aprender com eles?

Sim, pode. E até pode seguir em frente, com novas estratégias! Isso, sim, é ser positivo!

Não é otimismo vazio. Isso é ter uma atitude positiva face à vida.

A vida implica errar…, e isso pode contribuir para uma boa mudança psicológica

De facto, a vida implica errar, fracassar…

Você já errou, já fracassou várias vezes, não é?…

Mas pode escolher achar isso natural e seguir em frente! Pode, pois, ter controlo das suas escolhas… Quando quiser, quando estiver com a preparação para tal…

Tem que se culpar por não ser capaz? Se calhar não…

Realmente, é isso que nos ensina a Psicologia Positiva, do Psicólogo americano Martin Seligman:

Que nós somos capazes de exercer controlo sobre as nossas vidas!

Portanto você pode mudar e transformar a sua vida. Só tem é que distinguir entre o que pode controlar, o que pode mudar e aquilo que não depende de si.

Há coisas fora do nosso controlo

Realmente há coisas que não dependem de si.

Na verdade, nós não conseguimos controlar, por exemplo, a possibilidade do avião em que viajamos poder cair. Então aí não temos nada que fazer, é só desfrutar da viagem. Há coisas que estão, realmente, fora do nosso controlo.

Mas também há coisas que estão totalmente dentro do nosso controlo, que dependem das nossas escolhas e das nossas decisões.

Portanto, você não tem que aceitar o tal “desamparo”… Pode respeitar a fase em que se encontra. Pode respeitar a sua não mudança… Mas permita-se que a todo o momento considere mudar…

“Eu posso mudar a minha vida, vale a pena, porque a minha alma não é pequena!”

Você pode já ter passado por muitos “choques elétricos”, ou seja por muito sofrimento… Você considera que já passou por muita coisa e que as coisas continuaram sempre mal… Fez até diferente mas acabou por “levar sempre com a pancada”…

Realmente, até podemos perceber que a nossa exposição a eventos aversivos incontroláveis é inevitável… A vida é sofrida! Vão acabar por aparecer sempre eventos terríveis… Passamos pois por experiências que podem ser extremamente traumáticas…

Mas podemos consciencializar a um ponto de aprendermos que há situações do ambiente que não estão sob o nosso controlo.

Só que também podemos aprender que há outras situações que podem depender de nós mudá-las…

De facto, podemos ter consciência que vale a pena mudar. Que vale a pena a atuar no meio que nos cerca. Realmente, nós podemos alterar as circunstâncias do meio envolvente… Nós podemos emitir respostas comportamentais diferentes…

Você pode fazer uma mudança psicológica para não entrar em depressão

Na verdade, se você não consciencializar que poder fazer uma mudança, pode deprimir, entrar em tristeza profunda… Pode-lhe acontecer isso, por exemplo, em virtude da morte de um seu ente querido, da perda do seu emprego, de dificuldades financeiras em que possa megulhar…

Temos, pois, que ter consciência que as nossas vidas incluem isso tudo, que toda a gente passa por experiências muito adversas. E estas experiências dolorosas podem aparecer em catadupa: fracassos atrás de fracassos, perdas atrás de perdas…

Você pode estar nesta situação. Pode já estar em exaustão. Já tentou tudo. E agora acha que não vale a pena mudar…

Mas você pode ter outra perspetiva. Permita-se a essa perspetiva!… De que melhores coisas também acontecerão. Que o mal não dura sempre. Que depois da tempestade virá a bonança.  

Você pode sair do “poço”…

Portanto, você pode sair desse “Desamparo Aprendido”. Você pode sair dessa depressão, dessa ansiedade, dessa angústia, desses medos. Na verdade, pode, mesmo, ultrapassar os seus traumas.

Realmente, pode evitar essa crença negativa de que é inútil emitir qualquer resposta diferente.

Sim, vale a pena mudar. Permita-se, mas só quando quiser, não sinta a obrigação, a pressão de mudar…

Afinal, vai mudar apenas se quiser, quando quiser…

Se se está a permitir mudar, marque consulta, nós vamos ajudar…

Quando quiser, só você o poderá decidir, vai agir com estratégias diferentes das habituais.

E essas novas estratégias vão levar, certamente, a um caminho diferente: um caminho em que pode alcançar maior serenidade, mais felicidade ou mais paz interior.

Se diz para si “Quero mudar a minha vida para melhor, quero mais paz interior!”, então vale a pena marcar uma consulta com um psicólogo competente e experiente.

Podemos, pois, em conjunto, constatar que mudar vale a pena porque a sua alma não é, realmente, pequena.

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