Curar traumas psicológicos com EMDR, é mesmo possível?

Sim, é possível curar traumas psicológicos com o EMDR. Vejamos, um trauma, para o EMDR, não tem que ser, necessariamente, um tragédia, tal como um terramoto devastador ou um rapto violento. Realmente, você pode não ter sofrido nada disto…

Mas um trauma pode ser uma experiência de vida, ou um evento, relacionado com negligência ou abuso. Pode ser também uma situação que afetou muito a pessoa no seu sentido do seu autovalor. Pode ser, igualmente, um evento que tenha afetado a pessoa  no seu sentido de segurança. Pode tê-la afetado no seu sentido de responsabilidade em relação a si ou em relação aos outros.

Identifica-se? É possível, pois há muita gente com este tipo de traumas… Você pode ser umas dessas pessoas… Pode ser uma pessoa traumatizada, podendo ter ficado com a sua capacidade de fazer escolhas e de tomar decisões muito afetada.

Realmente, você até pode estar com a sua vida completamente arruinada em termos de bem-estar e tranquilidade…

É como se o evento traumático tivesse ocorrido há muito pouco tempo

A maior parte das vezes, as nossas memórias ficam devidamente “armazenadas no esquecimento”. É o caso de memórias relacionadas com o que comemos ou com o que vestimos em determinada data. Ou seja, esquecemo-nos simplesmente, não têm importância, não precisamos de nos lembrar delas… De facto, este tipo de memórias ficam armazenadas algures no nosso cérebro sem nos causarem quaisquer incómodos.

Concorda, não é?

Mas, já o mesmo não se passa com acontecimentos que reputámos de “negativos”. Com efeito, sobre estes eventos podemos guardar muitas memórias com detalhes de todo o tipo: auditivos, cinestésicos, visuais… E essas memórias podem-nos fazer evocar imagens. Podem também fazer-nos sentir tensão no corpo. Podem-nos, igualmente, fazer sentir emoções como se o evento tivesse ocorrido ainda há muito pouco tempo.

Acontece-lhe a si?

Não há tempo para a informação se “cruzar”

Essas tais memórias, dizem os estudos científicos, ficam alojado no hemisfério direito, que é onde ficam alojadas as nossas emoções. Já o nosso discernimento, o nosso lado mais racional, fica no nosso hemisfério esquerdo. De facto, aquilo que nos permite ver as emoções de uma forma mais adaptativa, segundo estes mesmos estudos de foro mais psiconeurológico, localizar-se-á no hemisfério esquerdo.

Ora, você poder ter vivido um trauma… E como que não teve tempo para a sua informação se “cruzar”. Ou seja, ficou tudo, digamos assim, muito compartimentado no seu cérebro. E, assim, a sua informação racional não teve tempo para fazer uma integração com a sua informação emotiva. E viceversa…

Há quem dê o exemplo do “braço fantasma” para explicar melhor isto… Ou seja, uma pessoa, a quem o braço foi amputado, pode continuar a sentir o seu braço. Ou mesmo a sentir dor, como se ainda o tivesse… Ora, o que parece é que a pessoa continua a ter uma memória associada ao braço… Só que essa memória é, digamos assim, mais do foro emocional, não racional…. O mesmo acontecerá, pois, com as memórias relativas a quaisquer outros eventos traumáticos.

Pode ser o seu caso… Continue, pois, a ler para ver se lhe faz mesmo sentido…

Você precisa de arrumar devidamente as suas memórias traumáticas

Então vamos falar do EMDR… Já ouviu falar nisto?

Realmente, é chegado a este ponto que o EMDR pode entrar. Vamos tentar explicar de uma forma simples…

A psicoterapia EMDR vai servir para, precisamente, arrumar de forma mais adaptativa determinadas memórias do passado. Aquelas memórias que você até tem vontade de apagar completamente da sua cabeça…

Sim, compreendemos, porque, na verdade, há memórias do passado que só estão a perturbar o presente. E as novas  experiências que a pessoa vai tendo, ao longo da sua vida, muitas vezes continuam a ligar-se a essas memórias, às tais memórias armazenadas de forma mal adaptativa.

Portanto, há que evitar que determinadas memórias do passado continuem a servir de base a interpretações que você possa estar fazer no presente.  Há que impedir que as suas memórias mal armazenadas interfiram nos seus pensamentos, nos seus sentimentos, nos seus comportamentos. Há, pois, que evitar que novos estímulos, similares às situações traumáticas que viveu, venham dar ainda mais força às informações mal adaptativas originais…

A “magia” acontece…

Na verdade, uma intervenção psicoterapêutica EMDR você pode colmatar muitas dessas dificuldades. Com efeito, após uma única sessão de EMDR, há pessoas que sentem um grande alívio na carga emocional ligada a um determinado trauma, a uma lembrança má, que viveram.

Noutros casos, por vezes, são necessárias apenas 3 sessões, de cerca de uma hora cada, para que a “magia” aconteça. Na verdade, fala-se de magia porque as memórias perturbadoras deixam de fazer sentido para a pessoa.

Estão lá mas já não incomodam… Você poderá ficar sempre com as suas memórias… Sim, não são apagadas… Mas não precisam de serem totalmente esquecidas…

Realmente, “magia” é uma palavra que é muito usada por quem se submete a este processo, porque vê desaparecer muitos dos seus sofrimentos do presente com origem no passado.

Você pode continuar lá com as suas memórias, mas de modo que não perturbem mais…

EMDR, uma abordagem para múltiplas situações…

O EMDR é indicado, com efeito, para quem tem memórias perturbadoras que incomodam. É o seu caso?…

É indicado para quem passou por situações perturbadoras, por exemplo, de humilhação. É também indicado para quem passou por eventos com medo intenso, de violência continuada… E, da mesma forma, é especialmente aconselhável para quem sente desvalorização, culpa, ansiedade… É o seu caso?…

O EMDR também é indicado para quem nem sequer tem consciência de quaisquer memórias traumáticas… Sim, você pode não ter consciência de quaisquer traumas, mas sofre de falta de confiança, de depressão, de fobias… É isso? Então…

Saiba mais sobre EMDR, uma psicoterapia de 3ª geração extraordinariamente eficaz. Pode também cicar neste link:

https://www.psicovias.pt/2018/11/02/emd-e-emdr/

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