EMD e EMDR, elementos para uma melhor compreensão.

O EMDR não é aceite por toda a comunidade científica. De facto, o EMDR é uma psicoterapia controversa. Há estudos com evidência empírica tanto apoiando como negando sua eficácia. Para uns está suportada em verdadeira ciência, para outros a abordagem é suportada por uma pseudociência.

Para uns é uma intervenção científica muito eficaz nos transtornos de estresse pós-traumático e igualmente eficaz noutras perturbações psicológicas. Mas para outros é uma intervenção pseudocientífica não comprovada.

Efetivamente, não há consenso em relação ao modo como o EMDR funciona. Mas são evidentes os benefícios desta psicoterapia. Só não está totalmente percebido como é que os efeitos são conseguidos.

O EMDR é uma psicoterapia cada vez mais popular, com uma crescente adesão dos psicólogos.  Em Portugal já há mais de 200 psicoterapeutas EMDR certificados pela entidade responsável. Entidade esta que tem um protocolo estabelecido com a Ordem dos Psicólogos Portugueses.

O sistema de processamento de traumas para o EMDR

Para o EMDR todas as pessoas têm um sistema de processamento de traumas. Tal como têm, por exemplo, um sistema de processamento de alimentos.

O nosso sistema de processamento físico de alimentos é bem conhecido, ou seja, é o nosso sistema digestivo. O nosso sistema de processamento psicológico de informações é, digamos assim, o nosso “sistema informativo”.

O sistema digestivo processa os nutrientes dos alimentos para o nosso equilíbrio físico. O nosso “sistema informativo” processa as informações dos eventos, eventualmente traumáticos, para o nosso equilíbrio psicológico.

Assim, quando ocorre um evento traumático, o nosso “sistema informativo” tem de processar corretamente as informações que lhe estão associadas. Para tal tem de fazer ligação adequadas e corretas – entre as lembranças, digamos, cognitivas do evento e as emoções e sentimentos que lhe estão associados.

O EMDR foi descoberto por acaso

O EMDR foi descoberto, no final dos anos 80, por Francine Shapiro, uma psicóloga americana. Ela estava a passar por um momento difícil por causa de uma doença grave. Foi fazer uma caminhada pela Natureza. No final ficou com a impressão de que alguns pensamentos relacionados com a sua situação difícil já não a incomodavam tanto.

Começou a refletir sobre o que aconteceu. O que tinha ocorrido era que no trajeto ela tinha ido a olhar para um lado e para o outro para não pisar umas flores que estavam no caminho.

Francine Shapiro confirmou, de facto, que os seus pensamentos negativos passavam a mais positivos.  Experimentou, pois, nela própria, portanto em auto-EMDR. Fez, portanto, movimentos oculares enquanto pensava em outras coisas difíceis. E, de facto, verificou que os pensamentos negativos ficavam menos negativos.

Depois experimentou também com familiares e amigos e também resultou. As perturbações diminuíam, de facto, de intensidade.

O EMDR dá muita importância à estimulação bilateral ocular

Muitas vezes uma pessoa tem determinados medos. Portanto a pessoa tem de reprocessar esses medos e olhar para determinadas situações com um olhar mais maduro, mais racional. Ora, a ideia é fazer esse reprocessamento através da integração dos conteúdos dos dois hemisférios.

De facto, o EMDR, como abordagem psicoterapêutica, considera que os movimentos oculares interferem no modo como os dois hemisférios dialogam um com o outro. O hemisfério direito tem as emoções e sensações físicas ligadas a determinada lembrança do passado. O hemisfério esquerdo tem a parte racional, mais ligada a uma leitura da situação mais racional, mais adulta.

A estimulação bilateral vai amentar, pois, a perfusão sanguínea, a irrigação e é essa perfusão que vai permitir que que haja um entrosamento entre razão e emoção

O EMDR começou por ser EMD

O EMDR, realmente, começou por ser apenas EMD. O que Francine Shapiro inicialmente considerou é que havia uma dessensibilização das situações negativas, tal como acontecia na abordagem cognitivo comportamental. Só que era facilitada pela estimulação bilateral ocular. Nesta fase, ela chamou a isto EMD.

Depois, Francine Shapiro começou a aprimorar o processo e viu que não acontecia só dessensibilização. Ou seja, não acontecia apenas a lembrança ficar menos incómoda. Havia também uma coisa a que chamou reprocessamento.

Ou seja, a pessoa passava a dar outro significado à lembrança.  Não era apenas ficar menos incomodada. A pessoa dava outro sentido à experiência traumática por que tinha passado.

Exemplos de traumas para o EMDR 

Os exemplos podem ser variados. Pode ser uma situação em que, numa vivência escolar, o aluno é colocado a falar para a turma, ou então, numa vivência de trabalho, é solicitada a fazer uma apresentação num seminário. E viu os colegas a rirem-se, viu que a sua voz começou a tremer, e a partir daí passou a evitar falar em público. Ou seja, a pessoa pode desenvolver uma fobia, uma ansiedade muito elevada… E em qualquer situação passou a ter dificuldades ou mesmo medo de falar em público, tudo sem uma explicação racional…

E a pessoa lembra-se daquilo como se tivesse acontecido há pouco tempo.  Tudo se mistura, passado com presente, o que vai levar a afetar o próprio futuro. Ou seja, as experiências do passado introduzem dificuldade na visualização de futuro, não conseguindo ter uma expetativa positiva face ao seu futuro escolar, profissional, familiar.

Outro exemplo pode ser o caso dos combatentes de guerra. Um veterano de guerra traumatizado pode, de facto, depois do EMDR passa a perceber que a guerra aconteceu no passado, em determinado lugar, e que no presente, naquele lugar onde está, há paz, está seguro, a salvo, que não precisa continuar a ter medo, a sofrer como se estivesse em guerra.

Exemplo concreto do que é dessensibilizar, e do que é reprocessar, uma lembrança traumática

Imaginemos uma situação em que quase nos afogámos. É uma lembrança que nos incomoda. Ora o EMD vai dessensibilizar essa recordação e a partir daí essa lembrança já nos incomoda tanto. Isto é, pois, dessensibilizar.

Para explicar o que é o reprocessamento podemos continuar com o exemplo anterior. Ou seja, para além da dessensibilização que podemos fazer, também podemos dar outro significado a essa lembrança. Ou seja, podemos achar que aconteceu no passado, que foi apenas uma má avaliação do estado do mar naquele dia. Podemos, pois, continuar a nadar. Só temos é que ter mais atenção às informações, observarmos melhor o mar… Se fizermos isso tudo podemos entrar no mar sem medo. Ou seja, fizemos um reprocessamento da lembrança traumática.

Neste caso, portanto, não há apenas uma mudança quantitativa, há também uma mudança qualitativa. assim, neste caso não tivemos apenas EMD mas sim EMDR.

Mais exemplos de traumas que podem ser reprocessados 

Mais um exemplo… Alguém pode ter desencadeado um medo irracional em relação a conduzir em autoestradas, por diversas razões. E não tem esse medo a conduzir em estradas que não são autoestradas.

Ora, uma pessoa adulta sabe que conduzir de carro numa autoestrada, mesmo movimentada, é mais seguro que conduzir numa estrada secundária movimentada.  Sabe que há riscos, mas que não tem que ficar mais preocupada por conduzir numa autoestrada. Só que quando conduz numa autoestrada reage com medos irracionais, de uma forma, digamos, menos madura.

O EMDR vai, pois, atuar no sentido de que a pessoa reprocesse a situação, levando-a compreender de uma forma mais adulta a situação de conduzir numa autoestrada.

EMDR ou Psicoterapia de Reprocessamento?

De facto, Francine Shapiro tentou mudar a designação EMDR, porque não achava esta sigla bonita e tentou outra designação: Psicoterapia do Reprocessamento. Mas acabou por ficar EMDR, sendo que foram melhorados cada vez mais os protocolos do processo. Sempre com a estimulação alternada visual, mas também auditiva e tátil.

O EMDR trabalha com o passado, com o presente e com o futuro

De facto, o EMDR poderá começar a trabalhar primeiro com o passado, mas também vai ter em conta o presente e o futuro. É de facto uma abordagem através da qual podemos olhar para as experiências e vivências do passado de uma forma mais adulta e assim vivermos melhor no presente, podendo projetar-nos no futuro.

Porque muitas vezes o que acontece como resultado dessas vivências difíceis do passado é que a autoestima da pessoa fica muito abalada. A pessoa passa a considerar-se uma pessoa que não merece coisas boas, não se julga capaz de ter um controlo sobre determinadas situações parecidas no presente.

Ora com o EMDR podemos olhar de uma forma mais distanciada, mais madura para determinadas vivências do passado. É uma abordagem através da qual passamos a olhar para a situação não da mesma forma. Depois da aplicação de um protocolo EMDR já não percecionamos a situação, a experiência, a vivência da mesma forma como a vimos na altura.

O objetivo do EMDR é, precisamente, promover uma maior sintonia daquilo que se sente com aquilo que se pensa em relação à própria história. Ou seja, passa a haver um alinhamento da cognição, do pensamento com as emoções, com as sensações físicas.

O EMDR é diferente de outras psicoterapias, com fases bem delineadas

O EMDR é, de facto, uma psicoterapia diferente do habitual. É diferente, por exemplo, daquelas que apostam num contexto em qua a pessoa fala livremente. Não é uma abordagem para a pessoa falar de tudo o que lhe vem à cabeça, tal como na psicanálise. É, com efeito, uma psicoterapia que tem protocolos com fases estruturadas.

Na primeira fase faz-se o levantamento da queixa da pessoa, tendo em conta o seu passado. De facto, o EMDR considera que as lembranças do passado têm repercussões no presente e no futuro da pessoa. Por isso vai-se, depois, trabalhar o presente e o seu futuro, de uma forma integrada.

Mas, muitas vezes, a pessoa acha que não tem traumas nenhuns, ou não os consegue identificar. Na primeira fase atua-se de modo a que a pessoa acabe por identificar situações que lhe causaram sofrimento emocional precocemente. E com isto a pessoa vai perceber que, apesar de terem acontecido há muito tempo, que lhe parece que aconteceram há pouco tempo, pois ainda a perturbam.

O EMDR não apaga as nossas memórias

De facto, o EMDR trabalha no sentido de se fazer a elaboração das memórias do passado. E isso para ajudar a pessoa a reorganizar-se, de modo a que perceba que o passado está apenas no passado. De modo a que perceba que o presente é o presente e que o futuro pode ser planeado. Que perceba que tem recursos para projetar um bom futuro.

De facto, depois de uma intervenção EMDR, a pessoa refere que consegue lembrar-se das suas memórias difíceis, do que aconteceu no seu passado, do que lhe foi perturbador, mas refere que passou a ter uma sensação de que tudo está mais distante. Ou seja, consegue lembrar-se, mas que aquilo que a atormentava passa a não a não incomodar mais.

E isso acontecerá, segundo os estudos, porque o EMDR estimula o tal diálogo entre os dois hemisférios. Ou seja, depois da estimulação EMDR a pessoa percebe que o passado é passado e que pode ver melhor o presente. Pode, pois, conseguir desligar-se das más recordações, das más impressões do passado, das intrusivas lembranças.

Pode, assim, poder ver afastadas as dificuldades para que possa ter uma vida mais adequada no presente com projeção no futuro.

O EMDR trabalha com a atenção dual

No EMDR fala-se, realmente, em atenção dual. Ou seja, falar-se na questão do EMDR trabalhar não só o passado como também o presente. Procura, pois, que a pessoa consiga ter uma atenção ao passado e ao presente. Procura-se que esteja com um pé no passado e um outro no presente.

A ideia é que se lembre das coisas difíceis que aconteceram no passado, mas fazendo uma ligação ao presente, percebendo que está em segurança no momento presente.

A ideia é que a pessoa perceba que pode levar uma vida normal, que pode desfrutar o presente, que pode até usar as coisas más do passado em seu benefício, vendo que, afinal, fazem parte integrante da sua biografia.

O EMDR neutraliza os desencadeadores…

As situações traumáticas podem levar a que haja condicionamentos. Ou seja, depois disso já não é preciso que o estímulo original esteja presente, outros estímulos parecidos podem provocar a mesma resposta. Ou seja, os estímulos bastam ter alguma semelhança com o original para que desencadeiem uma resposta semelhante ou mesmo igual à primitiva.

Esses estímulos semelhantes são, pois, os desencadeadores. Com o EMDR esses disparadores, esses desencadeadores vão, assim, ficar neutralizados, já não vão produzir efeito. Ou seja, o EMDR vai fazer com que as histórias do passado sejam reprocessadas, sendo que a pessoa passa a olhar para a experiência passada à luz do presente.

De facto, depois de uma sessão EMDR, a pessoa olha para as cenas do passado, usando o que sabe hoje, usando as informações que tem e os recursos que, entretanto, adquiriu…

Mais um exemplo, uma pessoa que ficou traumatizada a ver um acidente, pode perceber, à luz do que sabe atualmente, que conduzir não significa que vá levar a um acidente com as consequências daquele que viu. De facto, uma pessoa mais adulta conhece as probabilidades estatísticas, sabe que tem recursos para conduzir… E até sabe que pode usar técnicas para fazer a redução de ansiedade antecipatória…

O EMDR tem uma explicação neurológica

Há vários estudos, de facto, que explicam o que acontece no EMDR em termos neurobiológicos. O EMDR tem, com efeito, em conta que cada hemisfério tem funções específicas, sendo que o direito está ligado mais às emoções e às artes e o esquerdo mais ligado à razão.

A pessoa ao fazer as sessões de EMDR vai aumentar o volume da circulação sanguínea no cérebro, mais precisamente no córtex pré-frontal e no sistema límbico. Ora, o córtex pré-frontal está relacionada com o planeamento de comportamentos e pensamentos complexos, expressão da personalidade, tomadas de decisões e modulação de comportamento social.  E o sistema límbico é a unidade responsável pelas emoções e comportamentos sociais.

O córtex pré-frontal é, realmente, aquilo que nós somos. É graças a ele que nós podemos dizer que já não somos mais aquela criança que vivenciou de forma negativa determinada situação. Em que podemos dizer “Já não sou uma criança, há qualquer coisa que está a desencadear a minha ansiedade, mas eu já não estou lá como se fosse uma criança… ” Portanto o EMDR vai modificar o nosso córtex pré-frontal para não agirmos e sentirmos como uma criança ao recordarmos determinada situação que foi mais traumática…

De facto, os estudos apontam para a emoção não ter a noção de tempo. Ou seja, quando estamos apaixonados não temos a noção do tempo. E a emoção também não tem a noção de espaço. Portanto, assim, não há uma noção de tempo e espaço numa experiência traumática, que é carregada de intensa emoção. Por isso é que que alguém traumatizado na infância acha que pode tudo acontecer de novo em qualquer espaço e em qualquer tempo.

O EMDR mostra que o cérebro nos mente…

De facto, muitas vezes atuamos baseados no que vemos, porque o cérebro não é inteligente, é como um computador. De facto, inteligente é quem manobra o computador. Portanto temos que saber manobrar bem o nosso cérebro. Na verdade, uma pessoa traumatizada não reage com a maturidade de um adulto que sabe que as coisas só ocorrem em determinado tempo e espaço. Não sabe que aquela emoção já aconteceu há muito tempo, noutro espaço e contexto.

É caso, pois, para dizer que o cérebro nos mente quando nos mostra a morte à frente dos nossos olhos. Pode ter acontecido em algumas situações, mas noutras está a mentir-nos. Porque de facto em muitas situações não há lá perigo nenhum. Nisto tudo estão envolvidas várias partes do nosso cérebro. Já falámos no córtex pré-frontal e no sistema límbico. Mas está também envolvido, entre outras, o tálamo, o hipotálamo, a amígdala e o giro do cíngulo, também conhecido por supracaloso.

Os cientistas da neurologia explicam como é que cada parte do cérebro intervém. Podemos explicar em termos simples. Ou seja, pode-se dizer que, por exemplo, o córtex visual vê apenas aquilo que lhe parece. Vê sem qualquer interpretação. Regista o que nós vimos, mas não necessariamente da forma que foi…

De facto, o córtex visual estará ligado com o sistema límbico. Como já referimos,  ocupa-se das emoções e dos comportamentos sociais. E está também ligado com o córtex pré-frontal. Este ocupa-se, como também já vimos da expressão da nossa personalidade. Um exemplo para ilustrar pode ser  de uma criança. Uma criança que, em determinada situação, vê que teve culpa. Mas, efetivamente, não teve… Ou seja, o seu córtex reage de acordo com aquilo que viu. E reage, pois, sem os aspetos racionais que deviam acompanhar a cena traumática…

O EMDR atua no cérebro em determinadas partes específicas

O EMDR atua, de facto, em várias partes, conforme mostram os estudos. Atua, por exemplo, no hipotálamo que é quem nos diz se a nossa vida é boa ou má. Atua na amígdala, que tem o tamanho de uma noz, que quem nos permite identificar o perigo, quem interpreta um desencadeador como perigo, quem dá alertas…. Enfim, alertas que a pessoa não consegue deixar de interpretar como perigo…

Atua também no giro do cíngulo onde está tudo o que vivenciamos. Atua no sistema límbico onde estão as nossas emoções, aprendizagens, memórias, instintos, impulsos básicos, tudo o que relaciona com a ira, o sexo, onde está, sobretudo, o sentimento… Atua no córtex pré-frontal onde está a corrente do nosso pensamento.

E, de facto, convém realçar que é o pensamento que leva à lembrança, que leva à memória, que leva à emoção, e portanto, aos sentimento, sendo que depois tudo se vai traduzir em comportamento.

Para o EMDR lembranças e memórias são diferentes

De facto, os cientistas da neurobiologia dizem que as memórias não são pensamentos, mas sim “meras” substâncias químicas. Dizem até que para cada emoção há uma determinada substância química.  E dizem, igualmente, que, de facto, há diferenças entre lembrança e memória, sendo que uma lembrança é, digamos, o registo do facto, e a memória é a emoção desse facto.

Ora, parece que o cérebro não distinguirá uma lembrança de uma memória. Por exemplo, se um veterano de guerra se lembrar da guerra vai agir como se estivesse em guerra. O cérebro é, digamos, preguiçoso, usa as conexões que já estão estabelecidas. Se escrevemos com a mão direita e quisermos mudar para a mão esquerda, o cérebro não vai fazer imediatamente a nova conexão.

É preciso, pois, que haja treino. Ora é isso que o EMDR faz: treino para levar a novas conexões neuronais, para que consigamos mudar as nossas redes neuronais mal instaladas.

O EMDR modifica redes neuronais

De facto, quanto apanhamos uma situação traumática, o nosso cérebro estabelece uma rede neuronal. E essa rede diz-nos que aquela situação é um trauma. Ora, por mais que lhe digamos que não, o nosso cérebro teima em nos dizer que aquilo é um trauma. Diz-nos que a situação associada é perigosa.

Enfim, o cérebro diz-nos “É um trauma, com certeza, porque eu tenho aqui uma rede neuronal que me diz que é…”. Ora, o que EMDR vai fazer é mudar a rede neuronal que está mal instalada, introduzindo os conceitos de espaço e tempo.

Ou seja, recapitulando, a rede neuronal anterior passa a ser outra porque passa a contar com estas novas duas noções de espaço e tempo. Deixamos, assim, de ver as coisas com a idade em que se passaram. Olhamos para as coisas como estando no passado, como tendo acontecido noutros contextos. E olhamos agora para elas à luz do que somos, realmente, no presente…

Psicoterapia EMDR

× Marque consulta por WhatsApp aqui!