Software EMDR, um grande software psicológico!

Depois da experiência com o software EMDR a que me submeti, fiquei a perceber o essencial do seu funcionamento… Fiquei, realmente, a perceber que, depois de uma intervenção com EMDR, todo o nosso “sistema cerebral” foi scaneado. Que foram corrigidos erros de arquivamento malsucedido, tendo sido restaurados “ficheiros emocionais corrompidos.

Ultrapassar um trauma através do software EMDR

E, pelos vistos, o “software EMDR” consegue fazer isso bem. Tão bem que, no término do respetivo protocolo, aparecem como que mensagens… Que são semelhantes às que aparecem no final de uma intervenção de reparação informática especializada:

Computador Pessoa
O computador foi recuperado com êxito! Já me sinto outra pessoa!
O computador conseguiu recuperar o ficheiro danificado! O trauma já não me causa sofrimento!
O computador está agora a funcionar com normalidade! Vejo a situação, antes perturbadora, de outra forma, mais serena!

Somos nós próprios que fazemos correr o software EMDR

Eu percebi que, efetivamente, o nosso cérebro, depois de intervencionado pelo EMDR, fica a funcionar muito melhor… E compreendi que somos nós próprios que fazemos correr o software. O psicoterapeuta fornece o aplicativo, é certo, dá as necessárias orientações para ele ter êxito… Mas é o nosso cérebro que faz, praticamente tudo sózinho.

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E o que é certo, igualmente, é que as manobras feitas, ou seja, as estimulações bilaterais que aplicamos a nós próprios, ou que o psicoterapeuta nos aplica, vão mesmo restaurar ficheiros corrompidos. Vão mesmo restaurar os ficheiros danificados, para transformar aquelas nossas emoções tolhedoras em emoções positivas. E é isso que vai levar à nossa cura psicológica…

O que é certo, também, é que, de facto, depois do EMDR, se perde a carga negativa associada a eventos traumáticos. Que se transforma a sua negatividade em neutralidade.

Software EMDR para arquivar as lembranças traumáticas na pasta certa

De facto, uma pessoa que passa pelo EMDR relata que aquela experiência má, pela qual passou em determinada altura da sua vida, está mesmo no passado. Ou seja,  já não incomoda o normal desenrolar da sua vida.

Digamos que é como se o tal “ficheiro negativo” do computador passasse a estar arquivado na diretoria certa. Enfim, arquivado na pasta “os meus documentos” …, Como se o ficheiro deixasse de estar danificado. Como se deixasse de estrar corrompido, já não perturbando o funcionamento do computador.

(…)

EMDR é um grande software psicológico!

Leia o testemunho/reflexão integral de alguém que vivenciou por dentro o EMDR.

Que o EMDR funcionava mesmo, eu estava certo! Quer dizer, não estava certo a 100 %… Ainda se me assaltavam algumas dúvidas “Será mesmo que, quando eu estiver numa situação de falar em público, vou mesmo estar calmo? Não vou voltar a ter as tais ansiedades perturbadoras do meu desempenho?”

Pois é, como não ia ter uma situação nos próximos tempos que me pudesse pôr à prova, eu não iria sabê-lo tão cedo… Não vislumbrava, pois, uma oportunidade de o verificar. E, portanto, eu não podia concluir, para já, que a minha ansiedade de falar em público tinha mesmo passado completamente…

“Software EMDR”, a psicoterapia mais indicada para o stress pós-traumático

Agora, eu queria saber, então, porque é que o EMDR estava tão prestigiado. Ao ponto da OMS o reconhecer como sendo a terapia mais indicada para situações de stress pós-traumático.

E queria também aprofundar o tema na sua vertente mais neurológica. Ou seja, queria agora focar-me mais na explicação científica. E fui pesquisar… Ia encontrando, para alguma surpresa minha, muita matéria sobre o assunto.

Havia, muitas vezes, um redirecionamento para outras abordagens Por exemplo, para a Terapia Cognitivo-Comportamental e também para a Programação Neurolinguística…

Modelo teórico do EMDR: o PAI – Processo Adaptativo de Informação

Acabei por ir parar à explicação do modelo teórico que está por detrás da abordagem EMDR. Vou tentar simplificar ao máximo…

Para o EMDR, temos, pois, um sistema neurobiológico de processamento de informação. Este sistema é intrínseco, físico e adaptativo. É um sistema que nos serve para integrarmos as nossas experiências internas e externas. E as memórias dessas experiências vão sendo armazenadas em redes associativas de memórias. Depois, estas redes associativas de memórias vão ser a base das nossas perceções, das nossas atitudes e dos nossos comportamentos.

Enfim, vão ser a base “tanto para o bem como para o mal…” Ou seja, as experiências que vamos tendo vão ficando armazenadas como sendo memórias fisicas. São memórias de experiências que ficam armazenadas no nosso sistema e que vão determinar a nossa saúde ou a nossa doença.

Ora, quando se trata de traumas, estes vão causar uma interrupção do processo adaptativo de informação. E isso vai provocar resultados de informação não processada corretamente. Assim, esta informação não processada corretamente vai ficar aprisionada nas redes de memória….

O software EMDR vai “tratar” dos pensamentos negativos com origem em eventos traumáticos

Pareceu-me, então, que a ideia principal assentava, basicamente no seguinte: quando falamos de emoções e sentimentos, estamos a remeter para pensamentos prévios à sua ocorrência.

Só que estes pensamentos estão, muitas vezes, ligados, por exemplo, a recordações e determinadas vivências perturbadoras. E isso vai gerar sentimentos negativos. E estes vão gerar comportamentos disfuncionais. Se estou angustiado, por exemplo, é porque, antes, pensei em algo que me pôs angustiado. É porque tive um pensamento que me gerou uma emoção de angústia –  para simplificar, estou a considerar emoções, sentimentos e afetos mais ou menos a mesma coisa.

Só que, frequentemente, os pensamentos têm origem em eventos traumáticos nem sempre no nível consciente…

Mas era também preciso ter bem presente que uma emoção, neste exemplo estou a falar de angústia, determina um comportamento da nossa parte. Frequentemente  é acompanhado de sensações corporais, sensações fisiológicas. Há muitos exemplos: suores, aperto no peito, dores de cabeça, tremuras, etc., E, quando mais acentuadas, n podem-nos provocar um comportamento disfuncional nas nossa vidas quotidianas.

Ou seja, podemos ficar deprimidos, ansiosos, agressivos, apáticos, dormirmos demais, ficarmos com insónias. E, por tal, podemos começar a tomar “medicamentos psiquiátricos”, tais como ansiolíticos, antidepressivos, barbitúricos, etc. Ora, para o EMDR, as  sensações corporais, as sensações fisiológicas têm que ser “tratadas”.  Por exemplo, aperto no peito, frio na barriga, dores de cabeça, tremuras, tensão nos ombros, tudo isso tem de ser tratado no protocolo…

O que fizemos no passado foi tudo mau…

Portanto, voltando à angústia, como exemplo, primeiro construímos uma distorção cognitiva. E essa distorção pode envolver o modo como nos vemos: “não tenho valor”; o modo como vemos o mundo: “neste país não me tratam com a justiça que mereço”; o modo como vemos o nosso futuro: “não vejo possibilidade de alcançar nada de bom”.

Começamos, então, a ter uma visão muito negativa de nós próprios. Achamos que tudo o que fizemos no passado foi tudo mau, foi tudo negativo. E achamos que o futuro é negro, nada nos espera de bom, vão acontecer só desgraças… E instala-se um mau estar, o desconforto físico, a angústia que nos faz doer, que nos faz adoecer.

Ora, dizem, por exemplo, os cognitivo-comportamentais,  que nós temos que mudar os nossos pensamentos. Que nós temos que parar com aquilo… E  até usam o stop, acompanhado de um assustador murro na mesa: “Pare já com esses pensamentos! Pare com esses pensamentos ruminantes, já!”

O software EMDR não trata apenas os grandes traumas

Ou, então, podem dar a sugestão à pessoa para esta usar, sempre que for assaltada por pensamentos negativos, uma placa imaginária com as letras P A R E. Tudo isso para se mudar para pensamentos positivos e de bem-estar. Porque se o não fizer, ficará invadido por pensamentos negativos. E serão acompanhados de emoções negativas que só servirão para lhe toldar a mente. E isso vai impedir a pessoa de encontrar um caminho mais adaptativo.

Tudo isso pode ser, dizem os estudos, eficaz. Só que pesquisando o assunto, agora redirecionado para a perspetiva EMDR, a base tinha que ser esta: nós somos assaltados por pensamentos negativos que levam a sentimentos negativos e a “comportamentos negativos”. São os tais disfuncionais, bem catalogados pelas correntes mais psiquiátricas, após a vivência de traumas. E, para o EMDR, não têm que ter sido grandes traumas, podem ir dos mais pequenos aos enormes…

Um evento mau pode ter sido traumatizante ou não…

De facto, o EMDR fala dos acontecimentos que nos podem causar traumas sérios. Mas também aborda a questão desses acontecimentos “traumáticos” poderem não causar quaisquer danos significativos a algumas pessoas. Tudo isso me pareceu claro. Enfim, isso acontecerá porque todos somos diferentes.

Há pessoas mais bem preparadas para reagirem a determinadas situações emocionais Isso por diversas razões que já estão mais ou menos estudadas. Umas por fatores genéticos, outras por fatores mais ambientais. Mas o que é certo é que há pessoas que são mais “fortes” em termos emocionais…

Enfim, existe a velha polémica que discute se a nossa personalidade é mais fruto da herança genética, ou se depende de fatores mais ligados à forma como fomos educados, etc., etc. Mas está percebido: um evento pode ser traumatizante para uma pessoa, mas pode ser facilmente processado por outra. E até não provocar nela quaisquer consequências nefastas para a sua saúde psicológica…

Movimentos Oculares Rápidos no software EMDR para a cura…

São, portanto, exemplos disso aquelas pessoas que reagem, de certo modo, bem a catástrofes, a acidentes, a assaltos. São pessoas que até aguentam a sua tortura física ou emocional, o seu empobrecimento, as perdas de entes queridos, etc. São aquelas pessoas a quem chamamos resilientes! Só que, de facto, nem todos temos o mesmo grau de resiliência…

Por vezes, fraquejamos, vamo-nos abaixo com determinadas vivências. E até não precisam de ser muito duras, não precisam de ser catástrofes ou tragédias… Será aqui que entra, pois, a teoria dos Movimentos Oculares Rápidos. Esta postula a existência dos movimentos dos olhos durante o sono REM.

De facto, fruto de várias investigações científicas, concluiu-se que muitos dos acontecimentos que vivemos durante o dia são processadas durante as etapas do sono REM. Ou seja, em situações normais, o cérebro passa em revista esses acontecimentos mais difíceis. Passa em revista essas experiências menos boas, e arquiva tudo de forma bem organizada. Só que nem sempre isso acontece e surgem os pesadelos repetidos…

Tal como acontece nos computadores, o EMDR…

De facto, nem sempre tudo corre bem, tal como acontece, às vezes, com os nossos computadores… Passei então a fazer uma analogia… À nossa mente podem acontecer coisas parecidas com o que acontece aos nossos computadores pessoais…. Vejamos, então:

Cérebro – O acontecimento por que passamos é tão traumático, tem tanto “peso”, que o nosso cérebro “crasha”. Temos um esgotamento, caímos em depressão, temos falta de autoconfiança…

Computador – O ficheiro que estamos a tratar é tão pesado, tem tantos gigas, que o nosso computador, “crasha”. Passa a trabalhar sem eficácia, lentifica, cada vez mais lento…

O computador passou a não funcionar lá muito bem

Portanto, não processa aquele peso todo e vai abaixo. Vai abaixo, fica bloqueado, ou então diz que “o ficheiro está corrompido” …  Como quando trabalhávamos naqueles computadores mais antigos em que aparecia a mensagem: “Cometeu um erro fatal, reinicie, por favor, o computador!” … Pois, aqui, no caso do nosso cérebro não nos aparece nenhuma mensagem a avisar-nos… A não ser que consideremos que os tais pesadelos que, por vezes, temos à noite sejam avisos de que passámos por situações difíceis.

Ora, ao nível da informática, a dado momento, começamos a perceber que o computador passou a não funcionar lá muito bem. E também, ao nível da nossa vida, a dado momento, passamos a ver que não estamos a funcionar lá muito bem. Passamos a perceber que não estamos a lidar de um modo adequado com determinadas situações. E lá aparecem, por exemplo, as fobias, as ansiedades, as depressões, ou outras perturbações quaisquer.

Software EMDR é como que uma reparação informática…

Portanto, para mim estava claro que, segundo o EMDR, determinados episódios da nossa vida quotidiana mais traumáticos ficam mal arquivados no nosso cérebro. E que os nossos pesadelos  são, precisamente, tentativas que o cérebro faz para arrumar esses episódios de uma forma adequada.

Ou seja, voltando à analogia com os computadores, os pesadelos são, tipo, aquelas formatações que às vezes fazemos aos nossos computadores. Enfim, para que eles revertam alguma asneira que tenhamos feito. Por exemplo, quando fizemos o download de um ficheiro qualquer num site menos fidedigno.

Ora, por vezes, conseguimos fazer um restauro bem sucedido. E o computador volta ao seu equilíbri. Mas outras vezes isso não acontece. E aparece uma mensagem a dizer que o ponto de restauro não teve sucesso. Assim, o EMDR é como que um restauro. É como que uma iniciativa na qual, acompanhados de um psicoterapeuta especializado, fazemos correr um software no nosso “computador”.

Aquela experiência negativa passa a ser apenas mais uma vivência

Ou seja, neste caso, um software de procedimentos que fazemos correr na nossa mente, acompanhado de uma intervenção no hardware, tipo umas palmadas alternadas na caixa de lata do computador, para reativar “contactos”, circuitos eletrónicos com danos na solda, no caso do computador, ou para ativar conexões nervosas, sinapses, no caso do cérebro humano.

Ou seja, depois de corrermos o aplicativo EMDR, já podemos aceder a determinado ficheiro sem que isso afete o funcionamento do computador… Depois de nos submetermos à psicoterapia EMDR, já podemos aceder à lembrança, inicialmente traumatizante, sem isso agora nos incomodar ou perturbar – aquele ficheiro, aquela lembrança, já não tem grande importância.

É, portanto, deixá-la lá, arquivada. Aquela experiência negativa agora é só mais uma experiência que até nos faz mais crescidos e maduros em termos emocionais. É deixá-la lá no passado, para que não nos perturbe o nosso presente.

EMDR é uma psicoterapia, focal e breve, altamente eficaz… 

Portanto, terá sido um processo deste tipo que, realmente, eu vivi no evento psicoterapêutico em que se recorreu a uma abordagem EMDR… Ou seja, o software EMDR depois de correr no nosso sistema, entre as duas partições do disco rígido do computador, quer dizer, entre os dois hemisférios do nosso cérebro, limpa o lixo digital todo, limpa aqueles ficheiros que só lentificam o funcionamento do computador, limpa aquelas emoções todas negativas.

E deixa, de facto, o computador mais eficiente, quer dizer, deixa a nossa mente a trabalhar de modo mais ajustado e de uma forma mais adaptativa.

o software EMDR ajuda o nosso cérebro a encontrar a cura

Portanto, depois do técnico informático, depois do psicoterapeuta correr o software EMDR, através de estimulação bilateral, o computador, o nosso cérebro, o nosso computador, encontra os recursos para realizar a cura das suas feridas emocionais….

Ou seja, ainda, tal como o nosso corpo, regenerando tecidos, cura as nossas lesões físicas, e o computador, instalando plugins, põe a funcionar os seus periféricos, também o nosso cérebro cura as nossas lesões emocionais. Em suma, o que parece acontecer com o EMDR é que este ajuda o nosso cérebro a encontrar a cura, ajuda-o a encontrar os recursos que, pelos vistos, estão sempre lá.

Ficou, então, mais ou menos claro para mim que o que é preciso é encontrá-los e pô-los a funcionar, sempre conforme o modelo da pessoa, conforme a sua personalidade, as suas idiossincrasias….

O EMDR é, de facto, uma psicoterapia  muito breve

Em suma, eu percebi que, pelos vistos, o EMDR permite à pessoa que o seu cérebro encontre o melhor modo para que a perturbação deixe de fazer os seus efeitos perniciosos para a sua saúde mental. E percebi que é o cérebro que vai encontrar a própria solução.

Tudo, pois, graças aos estímulos bilaterais que vai receber. Percebi também que não basta uma pequena dose de estímulos, que têm que ser repetidos por várias vezes, até que as lembranças das cenas traumáticas deixem de perturbar a pessoa. Enfim, percebi que é necessário atuar até que as cenas perturbadoras passem a ser associadas a pensamentos, crenças, emoções e sensações mais positivas.

E percebi que funciona, que o EMDR é, de facto, uma psicoterapia  muito breve, integrativa e que pode, efetivamente, ajudar muitas pessoas a ultrapassarem as suas dificuldades ou limitações de natureza psicológica.

EMDR online ou face a face, benefícios, desvantagens…

https://www.psicovias.pt/2018/11/02/emd-e-emdr/

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