Mindfulness ou hipnose? O que é melhor?

Há, realmente, modas para tudo. E também no mundo das psicologias e psicoterapias isso acontece. Com efeito, há cada vez mais gente atraída pelo mindfulness.

E até há muitos psicólogos que andam empolgados a fazer cursos e mais cursos de mindfulness… Há, por exemplo, cursos que podem ter cerca de 20 participantes e nos quais se fazem muitos exercícios. Há também retiros com uma dimensão essencialmente vivencial. De facto, muitos cursos são, essencialmente, práticos, não havendo lugar a grandes preleções teóricas.

Mindfulness será a mesma coisa que hipnose?

Ora, há uma questão que se impõe. Levanta-se em termos mais teóricos e conceptuais. A questão é a de se saber se mindfulness é a mesma coisa que hipnose.  Na verdade, há quem advogue que mindfulness e hipnose são abordagens próximas. Há quem afirme que são diferentes. E há quem ache que são a mesmíssima coisa … Mas já lá vamos…

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Antes de mais, convém referir que nem todos aqueles que ministram cursos de mindfulness dominam a hipnose. Ou sequer têm uma formação básica em hipnose. E há de facto muitos formadores que reconhecem que não dominam o mundo da hipnose. Portanto, não se pronunciam, limitando-se a dizer que não dominam o assunto. E há muita gente que, de facto, não está nada interessada em saber. Por exemplo, em fazer qualquer paralelo entre o mindfulness e a hipnose. Mesmo aqueles que são psicólogos e psicoterapeutas, alguns, não estão minimamente interessados. Não estão motivados para ver que pode haver semelhanças.

Os exercícios que se praticam nos cursos de mindfulness

Ora, vejamos o tipo de exercícios que se praticam em alguns cursos de mindfulness… Vejamos, por exemplo, este em que consiste ouvir estas “instruções” dadas pelo “mestre de mindfulness”:

— Sente-se confortavelmente! Relaxe, foque a sua atenção na sua respiração! Foque-se no aqui e agora! Mas se a atenção “fugir” para outras paragens… Se fugir para o passado, para o futuro, não se preocupe! Traga-a de volta, à sua respiração, ao aqui e agora!

Repare-se que, com efeito, há aqui uma nuance em relação às “instruções” dadas na hipnose. Numa indução hipnótica, em princípio, não se diz à pessoa para se focar no aqui e agora.

Continuemos a seguir a voz…

— Concentre-se na sua respiração, sinta a inspiração, a expiração! Aprecie o quão bom é respirar, aqui e agora! Simplesmente respire, e transmita a boa sensação do respirar a outras partes do corpo…

Portanto, aqui podemos estar no meio de uma indução hipnótica. Mas continuemos a seguir a voz…

— No entanto, se a sua atenção fugir outra vez, se continuar a vaguear para outras paragens, para outras imagens, para o passado, para o futuro, deixe-a a ir… Mas, logo que possa, logo que conseguir, traga-a de novo à sua respiração, ao aqui e agora!…

O apelo do mindfulness para nos focarmos no aqui e agora

Mais uma vez, cá está a tal diferença: o apelo a focar-se no aqui e agora…. Continuemos, no entanto, a tentar perceber quais as diferenças entre um script à mindfulness e um script à hipnose…

Realmente, no mindfulness deixa-se a pessoa desviar a sua atenção do foco… Quer dizer, há também um foco, neste caso a respiração, tal como na hipnose, mas as instruções permitem que a mente divague, que fuja do foco.  Na verdade, o que se percebe, até este momento, é que na hipnose o script “orienta” a pessoa para se focar numa só coisa de cada vez, ainda que se permitam algumas variantes, como no caso da linguagem mais permissiva à Milton Erickson.

A pessoa pode apresentar sinais de que está hipnotizad

Realmente, na hipnose Ericksoniana pode-se dizer à pessoa “Foque a atenção no seu braço, talvez no esquerdo, talvez no direito…” Mas o objetivo da hipnose é que, de facto, a pessoa foque a sua atenção em determinado objetivo, com recurso a muita imaginação: “Relaxe os músculos à volta dos olhos, como se os desligasse.”; “Imagine que o seu braço está muito pesado, como se fosse uma toalha molhada.”; “Faça uma contagem regressiva de 100 a 1, mas quando chegar ao 96, ou até talvez antes, faça desaparecer os números, vai ver que os números todos vão desaparecer…” E a pessoa, a dado momento, entra, pois, num grande relaxamento corporal, mas também mental

Ora, com um exercício de mindfulness a pessoa também entra num grande relaxamento. E de facto, pode apresentar sinais de que está hipnotizado… Ou seja, a pessoa pode até achar que pode abrir os olhos, mas está tão bem que, naquele momento, não os quer abrir, preferindo não os abrir de imediato, mas sim mais adiante…  Portanto, a pessoa pode sentir-se mesmo bem…

No mindfulness os benefícios são maiores que na hipnose! Será?

Portanto, a grande questão que se coloca é se a “meditação mindfulness” e a hipnose são processos iguais, semelhantes, se levam a resultados, ou efeitos, iguais ou diferentes… Há quem diga que, e até são pessoas que dominam as duas abordagens, o mindfulness é uma forma de meditação cujos benefícios são maiores que os do estado de hipnose… E atestam que há estudos científicos que provam os seus grandes benefícios, porque, por exemplo, no mindfulness ocorre a libertação de um neurotransmissor, um neuromodelador, que é a ocitocina… A ocitocina é de facto um hormónio que, por exemplo, uma mãe liberta ao amamentar o seu bebé. É, portanto, uma substância química que provoca a sensação de bem-estar, que leva a emoções positivas benéficas para o corpo e para a mente. Ou seja, o oposto da noradrenalina e do cortisol, que são os hormônios do stress…

Há quem diga que a hipnose, o transe hipnótico, só por si, não traz os benefícios da meditação – o mindfulness é um dos vários géneros existentes de meditação… E essas mesmas pessoas afirmam que o mindfulness, só por si, traz benefícios para quem a pratica. Depois afirmam, igualmente, que na hipnose só haverá ganhos para a pessoa se acontecer a parte psicoterapêutica. Que só haverá ganhos para a pessoa se houver lugar a sugestões orientadas para a resolução de determinadas dificuldades, determinados conflitos do paciente…

O estado de consciência mindfulness e o da hipnose são exatamente a mesma coisa

Portanto, há quem defenda que o mindfulness é melhor que a hipnose. Há, de facto, vários artigos sobre este assunto das diferenças entre meditação, incluindo uma das suas formas, o mindfulness, e hipnose.  E, no meio, desta polémica e desta discussão que é, de facto, deveras interessante, há aqueles que afirmam perentoriamente que o estado de mindfulness e o estado de hipnose são exatamente a mesma coisa. E há argumentos para todos os gostos….

Vejamos, por exemplo, um desses argumentos, refere que, apesar de mindfulness e hipnose serem exatamente a mesma coisa, há, afinal, uma diferença. Parece um paradoxo, mas dizem os seus defensores que essa diferença tem a ver com o facto de se entrar por duas portas diferentes… Ou seja, no mindfulness entrar-se-á pela “porta da atenção plena”, enquanto que na hipnose se entra pela “porta da atenção focada”! Mas ambas as portas levam ao transe hipnótico!

Na hipnose a intervenção psicoterapêutica é mais curta

E ainda haverá outra diferença. Esta  está relacionada com a duração da intervenção… Ou seja, as pessoas que aderem à meditação e ao mindfulness podem andar anos a praticar, a fazer diariamente, de forma assídua, os tais exercícios… Já na hipnose a intervenção será mais curta e os seus benefícios muito mais céleres. Ou seja, há ganhos muito mais rápidos na prática de hipnose…. Fazendo-se uma analogia, poder-se-á, pois, dizer, que a hipnose, em relação ao mindfulness, é como uma psicoterapia breve em relação à psicanálise clássica.

De facto, e é essa também a nossa posição, o mindfulness até consegue alcançar objetivos terapêuticos, mas demora mais tempo a alcançá-los.  Será, pois, uma abordagem mais lenta, bastante mais demorada. Já, a hipnose é uma abordagem, na verdade, muito mais rápida. Com efeito, há testemunhos nesse sentido. Ou seja, há pessoas que fundamentam esta conclusão com o seu próprio percurso. Referem, com efeito, que andaram alguns anos no mindfulness, mas desde que enveredaram pela hipnose passaram a ver enormes vantagens em relação à meditação, nomeadamente no que toca à rapidez no alcance de resultados.

Com o mindfulness ou com a hipnose chega-se ao mesmo estado

Na verdade, também consideramos que a hipnose será muito mais eficaz para resolver limitações, dificuldades e conflitos intrapsíquicos, fazendo-o, de uma forma, realmente, muito mais célere e eficaz que o mindfulness… O estado de consciência a que se chega será talvez o mesmo. Ou seja, com o mindfulness ou com a hipnose chega-se ao mesmo estado, a um estado diferente, ou alterado, como alguns preferem dizer, de consciência. Mas a hipnose terá, com efeito, de um modo global, resultados mais rápidos.

Na verdade, será tudo uma questão de nomes, de designações… Portanto, não haverá um estado novo de consciência com o mindfulness… Para além dos três já bem conhecidos: “estado de vigília”, quando estamos acordados, “estado de sono”, quando estamos a dormir e “estado de hipnose”, quando estamos hipnotizados, não haverá um estado novo de meditação, ou estado novo de mindfulness… Porque, realmente, será o mesmo estado de consciência a que se chega pela hipnose – e há, de facto, estudos neurológicos de imagética cerebral que apontarão nessa direção.

Hipnose e mindfulness servem propósitos semelhantes

Mas há quem defenda que a meditação e a hipnose devem ser usadas conforme os objetivos específicos de cada pessoa. E também quem afirme que tanto a hipnose como o mindfulness são processos que servem propósitos semelhantes, que têm a ver com, afinal de contas, melhorar a vida das pessoas…. Há quem advogue, por exemplo, o seguinte: quem procura, sobretudo, a transcendência e a paz espiritual, deve usar a meditação, o mindfulness… Por outro lado, quem quiser ultrapassar os seus problemas, por exemplo, de falta de autoconfiança, de autoestima, então deverá usar a hipnose…

Portanto, talvez seja bom chegar-se a um consenso… E o consenso poderá ser este: o mindfulness também ajuda a ultrapassar problemas do foro psicológico, tal como a hipnose… Mas a hipnose fá-lo de um modo mais rápido… O consenso poderá, pois, passar por se considerar que a hipnose e a meditação mindfulness andam muito perto uma da outra. A harmonização de ambos os lados da polémica poderá passar por se considerar que ambas nos levam ao mesmo tipo de estado de consciência, a um estado de consciência ótimo para o nosso desenvolvimento pessoal. De facto, ambas ajudam a que melhoremos as nossas vidas, a que consigamos mais paz e harmonia.

O mindfulness, por agora, talvez mais na moda

Enfim, serão, pois, duas abordagens com estilos diferentes. O mindfulness, por agora, talvez mais na moda, enquanto que a hipnose ainda invocar medos, menos conhecida em termos do que realmente é. A hipnose ainda muito ligada ao espetáculo o entretenimento… E, portanto, será uma questão de preferência mais do foro pessoal. E a preferência tanto será da parte do psicoterapeuta como da pessoa que procura uma solução para as suas dificuldades, para as suas inquietudes…. Quanto a nós, julgamos que não são, de modo nenhum, importantes as designações usadas…

Realmente podemos chamar ao processo que acontece de relaxamento, e que é muito bom atingir para que aconteçam as mudanças desejadas, vários nomes. Podemos chamar-lhe mindfulness, meditação guiada ou hipnose… Achamos, de facto, que isso não importará verdadeiramente…. Será, pois, uma questão de nomenclaturas…. Importa sim o ganho psicoterapêutico. E se o ganho, o autodesenvolvimento, a cura, também o que lhe quisermos chamar, for mais rápido tanto melhor…

Escolhamos, naturalmente, entre mindfulness e hipnose

Poderemos, pois, escolher, com à vontade, sem forçarmos, naturalmente, entre mindfulness e hipnose… A escolha, realmente, é nossa! O que importa é que nos faça sentido, que nos sintamos confortáveis, e que tiremos destas técnicas grandes proveitos em prol do nosso crescimento emocional, enquanto seres humanos na maior plenitude!

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