Podemos, de facto, aprender a encontrar a felicidade?

A Psicologia Positiva é uma abordagem que se ocupa da felicidade. Mas fá-lo de um modo científico, não apenas numa perspetiva de autoajuda. E, antes de mais, para esta corrente, felicidade não é sinónimo de uma vida prazerosa constante. De facto, implica também passar por sofrimento…

Estuda, com efeito, de modo rigoroso, por exemplo, o facto de muitas pessoas serem felizes mesmo vivendo com pouco dinheiro. Há, por outro lado, pessoas que, apesar de serem ricas, e nada lhes faltar em termos materiais, não são felizes.

Nem sempre os ricos são mais felizes

Entre outras, a Psicologia Positiva dá, pois, respostas a um problema do 1º mundo. Numa sociedade em que há, de facto, muitas pessoas com as suas necessidades básicas satisfeitas. Ou até mais do que satisfeitas: vivem em termos económicos bem, com muita folga financeira. Mas não são verdadeiramente felizes.

Realmente, ao longo da nossa vida, podemos ir conhecendo pessoas consideradas ricas. Podemos ir-nos cruzando com outras considerados pobres. Ora, se estivermos mais ou menos atentos, podemos constatar que nem sempre os ricos são mais felizes do que os pobres.

Muitas vezes, está à vista, não é necessário sequer fazer um estudo científico… Percebe-se logo que os mais “ricos” nem sempre são os mais felizes. No entanto, ouve-se, muitas vezes, dizer que “o dinheiro não traz a felicidade, mas ajuda muito”. Mas será mesmo que sim?

A Psicologia Positiva

Ter mais dinheiro traz mesmo mais felicidade? Esta é uma pergunta para a qual, já há alguns anos, se encontravam respostas em muitos livros de autoajuda. Mas não se encontravam em obras mais científicas ligadas à Psicologia.

É certo que o filósofo Aristóteles já tinha abordado este tema há muitos anos. Que o tema da felicidade também já foi passado em revista pela Religião.

Mas só agora é que uma ciência nos traz ensinamentos e ferramentas… Que podemos aplicar nas nossas vidas no sentido de sermos mais felizes. Essa ciência é a Psicologia Positiva. O tema da felicidade passou, pois, a ser  tratado de um modo completamente científico por esta abordagem.

E chegou-se a conclusões, algumas delas, não muito expectáveis…

Não basta alcançar êxitos

De facto, até há bem pouco tempo, achava-se que só se poderia ser feliz alcançando determinados objetivos. Ou experimentando a maior quantidade de prazer. Na maior quantidade possível de momentos prazerosos.

Portanto, pensava-se que se uma pessoa tivesse êxitos, se fosse rica, era feliz. Mas, pelos vistos, não é verdade! Os estudos científicos, entretanto realizados, vêm mostrar que, efetivamente, não basta alcançar êxitos.

De facto, os estudos da Psicologia Positiva mostram que alcançarmos determinados objetivos não nos faz felizes de uma forma sustentável. Apenas faz com que o nosso nível de bem-estar dure algum tempo.

O efeito “felicidade”

Foram feitos estudos, por exemplo, relativos a pessoas a quem saíram prémios de milhões de euros no jogo. Ora, essas pessoas achavam que iam ser felizes para o resto das suas vidas. Mas isso não se verificou. De facto, passados cerca de três meses após o acontecimento, essas pessoas retornavam ao ponto de partida. E até, nalguns casos, estavam mais infelizes.

Há também estudos feitos pela Psicologia Positiva, por exemplo, sobre professores. Achava-se que quando estes chegassem a ser efetivos seriam mais felizes. Ora, a conclusão a que se chegou foi a de que o efeito “felicidade” durava cerca de seis meses apenas. Portanto, verificava-se uma subida apenas, digamos, no bem-estar. E era até uma subida temporária. De facto, não havia uma subida permanente no nível de felicidade.

A Ciência da Felicidade

A Psicologia Positiva, também chamada de “ciência da felicidade”, vem, portanto, salientar as coisas que são realmente importantes nas nossa vidas. Ou seja…

Há coisas mais importantes que o dinheiro que a pessoa ganha. Há coisas mais importantes que os objetivos que alcança…

Essas coisas são as relações que temos com as outras pessoas. Os relacionamentos com os nossos familiares, com os amigos, com as pessoas em geral.

Enfim, não é uma grande novidade para algumas pessoas que já conduzem a sua vida nesse sentido. Só que, agora, a ciência, as investigações efetuadas mostram as evidências.

Martin Seligman, “o pai da Psicologia Positiva”

O psicólogo americano Martin Seligman, “o pai da Psicologia Positiva”, vem, com efeito, dar razão às pessoas que prezam mais as relações do que o dinheiro.

E acrescenta que essas relações não têm que ser perfeitas. Que é natural haver desacordos e mesmo conflitos.

Para a Psicologia Positiva essas relações têm é mesmo que existir. Têm é que acontecer. De preferência de uma forma real, não apenas virtual. Não apenas suportadas, por exemplo, em interações nas redes socias.

Temos que ser gratos

Para além disso, os estudos da Psicologia Positiva dizem também que para sermos felizes temos que ser gratos. Temos que ser reconhecidos.

As investigações apontam realmente para aí. Ou seja, mostram que as pessoas que revelam gratidão, mesmo em relação às mais pequenas coisas, que apreciam os pequenos nadas, são mais felizes.

São pessoas mais otimistas. E, por isso, têm mais êxitos. Conseguem os seus objetivos. E, até fisicamente, são menos doentes. Porque a gratidão, as pesquisas também apontam para aí, fortalece o nosso sistema imunológico.

Acrescentar valor ao que temos

Portanto, esta “nova” corrente da Psicologia vem enfatizar os aspetos positivos da pessoa. Passa a não se focar nas doenças mentais. E enfatiza a necessidade de termos relações interpessoais, de darmos graças por algo, de apreciarmos as pequenas coisas… Tudo para acrescentarmos valor ao que temos…

De facto, segundo estes estudos da Psicologia Positiva, se apreciarmos as pequenas coisas que possuímos, essas mesmas coisas aumentam de valor.

E, portanto, passam a aumentar as coisas boas nas nossas vidas!

O conflito até pode ser salutar

A Psicologia Positiva refere ainda outras “dicas” que podemos adotar em prol de uma vida mais feliz.

Refere, por exemplo, que não temos apenas que nos relacionar com as pessoas que concordam sempre connosco. Que não temos que nos dar apenas com as pessoas que nos acham perfeitos. Podemos até ter relacionamentos nos quais possa haver discórdia. Nos quais possa haver conflitos.

É o caso de um casal feliz, o qual, por vezes, pode ter os seus atritos. Tudo isso é natural. Faz parte da vida. O conflito até pode ser salutar e levar ao desenvolvimento pessoal. Pode até levar a uma felicidade mais duradoura, uma felicidade de longo prazo.

Sintamos as emoções

Para a Psicologia Positiva, o sofrimento, de facto, também faz parte da felicidade. Porque, na verdade, é inevitável não sofrermos ao longo da nossa vida. Basta pensar nas perdas dos nossos entes queridos que irão forçosamente acontecer em determinado ponto das nossa vidas.

Ou seja, uma pessoa feliz não está sempre satisfeita. Pode também sentir tristeza. Uma pessoa não está sempre totalmente autoconfiante. Pode ter os seus medos, os seus receios, as suas inseguranças.

Alguém pode, portanto, dizer “estou triste, ando ultimamente triste, mas sou uma pessoa feliz!”

Porque, de facto, se isso nunca acontecer com determinada pessoa, podemos estar diante de uma situação mais problemática. Podemos estar, por exemplo, diante de um psicopata. Diante de alguém que não é capaz de sentir o sofrimento.

Portanto, assim o postula a Psicologia Positiva, sintamos as emoções.

Significa apenas que estamos vivos!

Sintamos mesmo as emoções negativas, as dolorosas. Sintamos a tristeza, a ansiedade, o medo. Sintamos até a inveja… Tudo isso é humano! Significa apenas que estamos vivos!

Ser feliz, realmente, não é sentir felicidade a toda a hora. Faz-nos bem sentirmos e expressarmos  emoções menos boas.

De facto, fazemos mal se as ignoramos. Fazemos mal se as recalcarmos, se as negarmos. Porque vão ficar num nível inconsciente… E mais cedo, ou mais tarde, vão-se transformar em sintomas psicopatológicos.

Temos, pois, que deixar que essas emoções se manifestem. Porque, se as combatermos, elas, paradoxalmente, aumentarão de tamanho. Fortalecem-se, invadem-nos por todo o lado de uma forma ainda mais intensa.

O que temos, pois, de fazer, é falar delas. Com os nossos amigos, com a nossa mulher, com os nossos familiares.

Os psicólogos que abraçam os ensinamentos da Psicologia Positiva chegam também a sugerir que a pessoa descreva as suas emoções num diário. E também sugerem que as pessoas registem lá também os aspetos positivos pelos quais passaram ao longo do dia. Que agradeçam todas as dádivas recebidas.

Um psicoterapeuta que acompanhe…

É claro que muitas vezes não chega fazer isto sozinhos. Pode ser difícil ou mesmo impossível fazê-lo. Nesse caso, podemos recorrer a um psicólogo. Ou a um psicoterapeuta que nos acompanhe na direção a uma vida mais feliz.

De facto, numa psicoterapia, poderemos conseguir que comecem a surgir emoções mais aprazíveis, mais positivas, mais alegres e sadias.

Mas não temos que trabalhar, quase que compulsivamente, para um perfecionismo emocional. Isso, em termos humanos, não será possível. Todos nós temos os nossos defeitos, os nossos fracassos, e só há que aceitá-lo. Porque, de facto, é inevitável que isso aconteça. Acontece mesmo a toda a gente.

No entanto, é muito difícil expormos as nossas fraquezas. Isso porque a sociedade está construída no sentido de se glorificarem os melhores.

Será que temos que ter apenas sorrisos?

Isso está bem patente naquilo que parece existir nas redes sociais com a profusão de fotos com sorrisos rasgados. Fotos com cenários paradisíacos à volta. Patenteando-se um perfecionismo físico igual àquele que vemos estampado em capas de revistas. Fotos carregadas de artificialismo, à custa de ferramentas de edição de imagem fotográfica e videográfica.

Portanto, vemos corpos perfeitos. Vemos imagens perfeitas. Vemos pessoas sempre com grandes sorrisos. Nunca  se mostrando os defeitos, nunca se mostrando a verdadeira realidade. É claro que este tipo de fenómeno sempre existiu. De facto, por exemplo, a adolescência sempre foi muito pressionada por estas questões narcísicas.

No entanto, há estudos que apontam para o facto das redes sociais ampliarem este fenómeno. Levando a um maior nível de depressão, ansiedade e infelicidade nas pessoas em geral. Nos mais jovens é ainda mais acentuado o fenómeno…

Mas reflitamos…  não somos, afinal, simples humanos? E, portanto, imperfeitos? Não é normal termos sofrimento? Será que temos que ter apenas sorrisos? Será que não temos mesmo tristezas? Será que somos todos belos, sem defeitos? Será que temos só virtudes?

Ou será que tudo isso faz parte da vida? Que, portanto, fracassar também faz parte de uma vida feliz…

Nem sempre conseguimos alcançar os nossos objetivos

De facto, atingir objetivos, alcançar metas, dá-nos satisfação. Mas não nos dá a tal felicidade de longo termo.

Na verdade, se acharmos que basta alcançar metas e objetivos, se pensarmos assim, isso vai fazer-nos infelizes. Porque, realmente, é certíssimo, nem sempre conseguimos alcançar os nossos objetivos. E, muitas vezes, sofremos porque não os conseguimos atingir.

E, às vezes, nem são bem objetivos verdadeiramente nossos. Foram-nos impostos pelos nossos pais, pela sociedade….

Falhar objetivos deve ser, pois, considerado natural. Faz parte da vida. Pelo que sofrermos é natural. As coisas não nos saíram bem, portanto é natural que soframos com isso. Portanto, temos que saber lidar com o insucesso. E isso, segundo a Psicologia Positiva, aprende-se!

Tal a correria em que andamos…

Outra coisa que muitas vezes nos impede de sermos felizes é a quantidade de coisas em que nos metemos. De tal modo que não nos permite estar presentes em cada uma delas. Não desfrutamos essas atividades, tal a correria em que andamos.

Ora, ter uma atitude mindfull, e não mindless, perante a vida é aquilo que, para a Psicologia Positiva, devemos conseguir. Para que possamos estar presentes em cada momento a saboreá-los.

Porque, de facto, se não o fizermos, quando damos conta, a nossa vida passou. Os anos passam e parece que nem nos lembramos do que andámos a fazer nas nossas vidas. Como que desperdiçamos a nossa vida…

Escolhas e decisões

Voltando aos estudos realizados no âmbito da Psicologia Positiva.

Tudo aponta para o facto dos genes terem muita influência na felicidade das pessoas. Ou seja, não é apenas o meio que a condiciona, existem, digamos assim, os genes da felicidade.

Há, portanto, pessoas que não nasceram com uma predisposição hereditária para a felicidade. Mas, os estudos também afirmam que essas pessoas podem mudar os seus níveis de felicidade, apesar da carga genética que têm por detrás.

Para tal, têm que perceber que a sua felicidade tem a ver com as escolhas e decisões que vão tomando ao longo da sua vida. E, muitas vezes, não tem a ver com grandes escolhas e grandes decisões. Tem, sim, a ver mais com aquelas pequenas decisões e escolhas do nosso dia a dia.

Podemos decidir…

Ou seja, nós podemos decidir se queremos ou não estar gratos por termos um emprego. Seja ele qual for. Podemos decidir achar que, por exemplo, nos dá a possibilidade de nos sustentarmos.

E as nossas decisões podem alargar-se a todas as esferas da nossa vida… Podemos decidir, por exemplo, se iniciamos, ou não, um passeio a pé. Podemos decidir se nos vamos encontrar, ou não, com um amigo.

Podemos decidir se ficamos a apreciar, ou não, um lindo céu estrelado.

Enfim, decisões sobre tantas “pequenas” coisas… Mas que só serão pequenas se decidirmos atribuir-lhes pouca importância… Podemos decidir, se quisermos, considerá-las muito importantes. De facto, está na nossa mão decidirmos muitas coisas importantes…

A decisão é nossa

Podemos decidir, por exemplo, adotar hábitos saudáveis. Nós podemos decidir alimentar-nos melhor, com uma alimentação mais rica nutricionalmente falando. Em detrimento da menos saudável. É claro que estamos a considerar as pessoas do primeiro mundo. De facto, no 3º mundo  as necessidades básicas não estão sequer colmatadas e, portanto, não pode haver uma verdadeira liberdade de decisão quanto a esta matéria.

Mas, frequentemente, está, realmente, na nossa mão optarmos por comportamentos mais saudáveis.

Podemos decidir deitarmo-nos mais cedo. Podemos escolher acordar mais cedo. Podemos decidir fazer exercício regularmente.

Podemos decidir não ficar em casa e visitar, por exemplo, exposições, ir a concertos… Ou podemos decidira ficar em casa, serenamente, por exemplo, a ler um bom livro…

Construir hábitos

Muitas vezes até sabemos a “teoria” toda. Mas o que é certo é que não praticamos os bons hábitos.

Ora, na perspetiva da Psicologia Positiva, se quisermos mesmo ser mais felizes, temos que passar mesmo à ação.

Temos que construir hábitos, ritualizando-os. Porque, realmente, os estudos apontam para o facto destes hábitos mudarem, inclusivamente, determinadas vias neuronais. Que levam mesmo a mudanças estruturais no cérebro.

E há que repetir os bons hábitos. Os tais que vão contribuir para a nossa felicidade. Para que que eles se instalem com firmeza. De resto, tal como em qualquer aprendizagem em que também é necessária a repetição.

Endorfinas, serotonina, dopamina…

Ou seja, como já referimos, a felicidade também se aprende. Para isso, podemos aprender a criar hábitos ligados ao exercício da gratidão.

De facto, podemos aprender a ser mais gratos. E podemos aprender rituais de gratidão diários, semanais… , de modo a que se estabeleçam novas conexões neuronais. Para que essas novas conexões se fortaleçam, se instalem com mais firmeza em relação ao exercício do agradecimento.

O mesmo se deve passar com o hábito de fazer exercício físico. E não tem que ser uma grande atividade física. Na verdade, pode ser uma simples caminhada… Porque, é certo, o exercício físico leva a que se libertem determinadas substâncias químicas que promovem a nossa saúde psicológica.

Com efeito, o exercício faz aumentar a produção de hormônios e neurotransmissores naturais no cérebro. São neurotransmissores que estão associados ao bem-estar e à regulação do nosso humor. É o caso das endorfinas, da serotonina, da dopamina, da epinefrina, da norepinefrina…

Não temos que ter uma vida social muito intensa

Mas, os hábitos, os rituais, podem, e devem, como já salientámos, estender-se a todas as esferas da nossa vida… Vejamos, em relação aos relacionamentos interpessoais…

Aqui também não importa a quantidade. Isto é, não temos que ter uma vida social muito intensa…

Basta que, por exemplo, tenhamos um jantar mais “ritualizado” com a nossa esposa.  Ou que falemos com tranquilidade com os nossos filhos. Basta encontrarmo-nos, mais ou menos assiduamente, com amigos para falarmos de assuntos triviais.

Enfim, o que é importante é que convivamos. Que o façamos rotineiramente. Porque o que é necessário é que construamos os tais rituais positivos de encontros interpessoais de uma forma estruturada.

Fazemo-lo logo pela manhã…

Ora, muitas vezes temos rituais negativos… Podem estar relacionados com maus hábitos, como, por exemplo, ver grande quantidade de notícias… Que a maior parte das vezes são sobre desastres e tragédias… Fazemo-lo logo pela manhã…

Ou então irmos a correr aceleradíssimos para o trabalho, deitarmo-nos muito tarde, comermos exageradamente…

Para além disso, muitas vezes focamo-nos no alcance de determinados objetivos que nem sempre são os mais importantes

Porque, de facto os mais importantes têm que estar ligados aos objetivos de sermos mais felizes…  Têm, de facto, que se ligar a termos melhores relações interpessoais, a  sermos resilientes em relação às adversidades, a termos um propósito de vida…

Pessoas mais felizes têm mais criatividade

E nem sempre as empresas e as escolas proporcionam isto às pessoas. Muitas fomentam é a competição. Fomentam a avaliação.  Levam à competição entre os trabalhadores, entre os alunos…

E é pena, porque os estudos da Psicologia Positiva apontam para o facto de trabalhadores mais felizes e alunos mais felizes produzirem melhor.

Pessoas mais felizes trabalham, na verdade, com maior produtividade. Realmente, alunos mais felizes têm melhores notas e resultados.

Pessoas mais felizes aumentam, com efeito, a sua criatividade e a sua capacidade de inovação. Têm pensamentos mais originais, fora da caixa…

Mas a Psicologia Positiva, como já enfatizámos, também postula que para sermos felizes temos que aceitar incondicionalmente as nossas emoções. Quaisquer que elas sejam… Só que devemos saber pôr limites e não atuarmos sob impulso, reagindo descontroladamente.

A tal escolha…

Devemos, pois, fazer isso  em relação a nós, mas também em relação às crianças, aos nossos filhos… Porque aceitar as suas emoções não significa que não lhes ponhamos limites claros. Podemos aceitar que as crianças sintam raiva, sintam até ódio, isso é natural. Todos nós podemos ser assaltados por essas emoções, é legítimo. Mas não podemos aceitar a violência, a agressividade para as controlar…

Realmente, somos humanos, podemos ser acometidos de emoções negativas e até destrutivas. Mas o facto de sermos humanos também nos dá a possibilidade da tal escolha, da decisão num sentido de estabelecermos limites…

Um projeto que nos faça sentido

Já dissemos que para a Psicologia Positiva não é fundamental ter apenas sucessos para sermos felizes. De facto, isso não é sequer  possível. O que é natural mesmo é irmos tendo muitos fracassos ao longo das nossas vidas.

Ora, o que é importante é termos um projeto que nos faça sentido.  É importante trabalharmos naquilo que nos faz sentido…

E se nem sempre podemos escolher o nosso trabalho então temos que arranjar estratégias para, mesmo assim, vermos algum sentido naquilo que fazemos. E, em consequência, retirarmos prazer das atividades que levamos a cabo.

Mas se de todo não for possível fazê-lo no emprego que temos, então temos que arranjar outras atividades, extratrabalho, que nos façam sentido, de onde possamos extrair prazer.

Na verdade, há sempre coisas que poderemos fazer com prazer. Só temos que descobrir quais são conhecendo-nos a nós mesmos.

Podem ser atividades como, por exemplo, jardinar, jogar cartas, bricolar. Ou então escrever, caminhar no campo, fazer palavras cruzadas, tocar um instrumento, pintar. Ou ainda defender uma causa, fazer trabalho voluntário de ajuda ao próximo, etc.

Fracassemos…

Enfim, a nossa vida está cheia de oportunidades de decisão.

Podem ser grandes, ou pequenas, mas todas elas são muito importantes para a conquista de mais felicidade.

Muitas vezes as nossas decisões levam-nos ao fracasso, é certo. Mas nada há mais natural do que isso, como já referimos. Aliás, os estudos da Psicologia Positiva vêm mostrar iso mesmo: que as pessoas mais bem-sucedidas são aquelas que passaram por mais fracassos nas suas vidas, do que por êxitos.

Aceitar as nossas limitações emocionais

Há muitos exemplos de figuras, tais como grandes artistas, cientistas, líderes políticos, etc., que ilustram a importância da experiência do fracasso. Porque o fracasso, ou o erro, é uma oportunidade de aprendermos.

Podemos, de facto, aprender muito com as nossas falhas, com os nossos erros. Para não voltar a cometê-los.

Portanto, não temos que ter um perfecionismo emocional. Podemos aceitar as nossas limitações emocionais. Não temos que ser superpessoas com “nervos de aço”.  Não temos que ser ultraconfiantes, ultraseguros…

Outro aspeto considerado muito importante pela Psicologia Positiva é a questão de saboreamos os pequenos nadas. De saborearmos os pequenos momentos da vida.

Estarmos presentes no aqui e agora

Porque se o não fizermos vamos ter a sensação que a nossa vida passou rapidamente. que a não soubemos, realmente, aproveitar. Por isso, a Psicologia Positiva advoga o mindfulness. Isto é, em suma, devemos estar presentes no aqui e agora. Bem presentes, dando conta dos mais variados aspetos. Com atenção plena ao que nos está a acontecer. Desfrutando, sem distrações inúteis.

E para aproveitarmos bem a vida, voltamos a salientar, não precisamos, realmente, de muito dinheiro. Porque podemos estar presentes no aqui e agora saboreando as “pequenas grandes coisas”! Que, a maior parte das vezes, são, de facto, completamente gratuitas.

Propósito de vida

Em suma, a Psicologia Positiva sensibiliza-nos para questões que até são óbvias. Que até aparecem muito em livros de autoajuda… Só que os seus estudos garantem que é mesmo assim. E, por vezes, são aspetos em relação aos quais não estamos conscientes da sua importância…

Ora, são, realmente, muito importantes as relações interpessoais. É também importante valorizarmos as coisas menos complicadas, serenarmos, abrandarmos o nosso ritmo.

É também  importante fazermos uma única tarefa de cada vez, meditarmos, fazermos exercício físico. É importante aceitarmos que podemos sofrer, que podemos fracassar.

É importante, do mesmo modo, estarmos agradecidos. É, realmente, muito importante expressarmos gratidão aos outros.

É importante darmos significado à nossa vida, darmos-lhe um propósito. Que pode ser muito simples. Pode ser, por exemplo, tentarmos ser felizes o mais possível através de pequenos nadas. E que isso também contribua para a felicidade dos nossos entes queridos. Contribuindo, afinal, para que haja um mundo mais harmonioso com pessoas  mais felizes.

É, pois, de tudo isto que a Psicologia Positiva trata… Tudo em prol de uma vida mais feliz…

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Quando nos consultar, não se surpreenda se não lhe fizermos algumas das seguintes perguntas:

Então de que sua queixa? O que é que está mal na sua vida? Quais são os seus problemas? O que o anda a perturbar?

Realmente, podemos não lhe fazer essas perguntas, dependendo da situação que nos apresente, apenas para que não se foque no negativo…

Por outro lado, não se admire se lhe pusermos as seguintes questões:

O que é que está a correr bem? Quais são as suas melhores qualidades? Que coisas boas já fez na sua vida?

Portanto, estaremos a apontar para o foco positivo.

E isso, muitas vezes, pode fazer toda a diferença. Porque, de facto, pode levar a que se altere a própria realidade num sentido mais adaptativo…

Com efeito, os estudos da Psicologia Positiva confirmam mesmo isto: ao pensarmos sobre o que está bem, passamos a comportarmo-nos de outro modo…

Em suma, passamos a olhar para a vida de uma forma mais otimista, mais positiva, mais prazerosa, levando a uma felicidade verdadeiramente mais genuína!…

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