Eu sofro porque sinto rejeição…

Toda a gente já sofreu rejeição ao longo da sua vida. E, muitas vezes, até foram episódios que não deixaram quaisquer marcas. Mas pode acontecer que afete uma pessoa de uma forma altamente perturbadora…. Pode acontecer que isso a faça sofrer muito…

Pode, talvez, ser o seu caso… Mas, saiba que pode aprender a lidar com a situação de rejeição, ou até prevenir que ela aconteça…

A rejeição tem a ver com o ato de sermos afastados por alguém, empurrados, mandados embora. E isto nem sempre acontece literalmente, pode acontecer “apenas” metaforicamente.

A rejeição pode acarretar dor

Mas há, de facto, todo o tipo de rejeições. Há pessoas que são afastadas do seio da sua família. Há amigos que são abandonados pelos amigos. Um membro do casal que é abandonado pelo outro Um jovem que é rejeitado numa declaração de amor feita a uma jovem que admira, etc. Ora, todo este tipo de tipo situações pode acarretar dor, emoções dolorosas.

Mas nem toda a gente lhes reage da mesma forma. De fato, a rejeição pode ser experimentada num elevado grau ou apenas numa pequena escala. Enfim, em doses pequenas, vai fazendo parte da nossa vida quotidiana, mas pode haver uma rejeição com a qual seja mais difícil de lidar…

Uma vida inteira com mágoa

A rejeição pode ocorrer em várias circunstâncias. Estamos a falar, naturalmente, da rejeição psicológica. Não estamos a falar da rejeição que ocorre, por exemplo, no campo da medicina, em que o corpo se recusa a aceitar outros órgãos ou outros tecidos transplantados. Não sabemos se haverá em algumas situações um paralelo… Mas o que será certo é que a rejeição psicológica resulta em sentimentos de vergonha, de tristeza, de humilhação. enfim, tudo sentimentos que as pessoas têm quando não são aceites pelos outros.

Há muitos situações que ilustram o que acontece na rejeição. Podemos falar, por exemplo, de alguém que transporta consigo durante a sua vida inteira a mágoa de ter sido dada para adoção pelos seus pais. Podemos falar de uma criança que não tem amigos na escola com quem brincar. Mas também podemos falar de alguém que chumba nos testes de admissão a um emprego, ou que não foi escolhido para ser promovido.

De facto, faz parte da natureza humana, gostarmos de pertencer a um grupo social qualquer. Ora, se o sentimento de pertença não se desenvolver harmoniosamente, isso pode levar à presença de emoções negativas que prejudicam seriamente a integração social de qualquer pessoa.

Mais hipóteses de sobrevivência

Segundo os estudiosos destas matérias, o sentimento de rejeição ter-se-á desenvolvido como uma forma das pessoas adotarem determinados comportamentos mais conformes ao grupo, ancestralmente, à tribo. Seria, pois, uma forma de se evitar a ostracização. Assim, aqueles que conseguiam evitar a rejeição tinham mais hipóteses de sobrevivência. Só que para evitar a rejeição muitas vezes havia que sofrer. Portanto, a rejeição é sentida pela pessoa de uma forma dolorosa. No entanto, a rejeição nem sempre se apresenta de uma forma clara…

Vejamos, a rejeição pode ser exercida de um modo mais subtil ou subconsciente. É o caso da rejeição familiar que nem sempre acontece de uma forma perfeitamente clara. De facto, pode revestir-se de muitas capas, mas que é suscetível, tenha a forma que tiver, de afetar uma pessoa ao longo da sua vida. Tudo com consequência muito graves para a sua saúde psicológica. E, realmente, é bem conhecida a rejeição parental na forma do abuso, da desorganização, da negligência, do abandono…. Mas também é bem conhecida a rejeição no flirt, na sedução, no enamoramento, no namoro e nos casamentos que acabam em divórcio.

Rejeição a longo prazo pode causar traumas

De facto, a rejeição, muitas vezes, leva a grande zanga, a raiva, tanto virada para fora como para dentro. Há pessoas que aceitam de forma pacífica o facto da pessoa por quem são atraídas não corresponderem aos seus sentimentos, mas, muitas vezes, há pessoas que ficam muito frustradas e desenvolvem elevados níveis de agressividade. Ou seja, a rejeição pode ser extremamente dolorosa porque a pessoa que a sente vê-se não desejada, vê-se desvalorizada, vê-se não aceite.

Há quem esteja preparado para a receber e, de facto, a maioria das pessoas experimentará rejeição em algum momento das suas vidas. De facto, uma criança pode sentir-se rejeitada nalgum momento pelo seu pai, momentaneamente muito ocupado Ou pela sua mãe, momentaneamente exausta. Um aluno pode sentir-se rejeitado pelo seu professor mais austero. Um trabalhador pelo seu chefe autocrático ou,  momentaneamente, mais pressionado Enfim, é uma rejeição que pode não ter grandes consequências. Pode, na verdade, resolver-se rapidamente, não tendo efeitos nefastos de longo termo.

Sentimentos intensos de luto

No entanto, a rejeição a longo prazo pode causar situações de trauma com graves consequências psicológicas. É o caso das crianças que se sentem rejeitadas, de forma persistente, pelos seus pais e que, em consequência disso, vão ter falta de sucesso na escola, que não vão desenvolver relacionamentos sãos com seus pares.

É também o caso da rejeição amorosa que, sentida ao longo de vários anos, pode ser muito traumatizante. Sobretudo para as pessoas que desejam um casamento ou um relacionamento amoroso duradouro.

De facto, a rejeição por um companheiro pode levar a sentimentos intensos de luto. E esse luto pode-se prolongar por um período de tempo patológico. Sendo que tudo isso irá alterar a forma como a pessoa se vê a si própria e à sua própria vida.

Rejeição provoca muito sofrimento

Como já referimos, nem toda a gente reage da mesma forma a determinada rejeição. De facto, se a nossa saúde mental estiver boa, poderemos reagir com mais resiliência às situações de rejeição. Mas há pessoas que podem não estar tão bem preparadas, podem estar mais fragilizadas, podendo, assim, desenvolver uma fobia em relação a tudo que possa resultar numa rejeição.

Enfim, há pessoas que já levaram tantos “pontapés” na vida, ou seja, já passaram por tantas experiências traumáticas, ligadas à rejeição, desde o princípio das suas vidas, que o seu cérebro já está como que “anestesiado”. É o caso, por exemplo, de jovens vítimas de bullying que desenvolvem quadros depressivos, em que fica praticamente tudo afetado: o apetite, o sono, o estudo, o trabalho, as relações, para não falar, por exemplo, de comportamentos criminosos e autoagressivos.

Não estamos a ser gostados

Portanto, há vários sofrimentos emocionais, sendo, no entanto, a rejeição um dos sentimentos que mais sofrimento psicológico provoca.

Porque quando somos rejeitados estamos, realmente, a ser desprezados, recusados, não estamos a ser gostados ou amados.

Ora, uma pessoa que se sente rejeitada, tende, pois, a proteger-se da desvalorização que sente e pode afastar-se, pode isolar-se, pode criar o seu próprio mundo e isso levar a comportamentos psicopatológicos…

As nossas escolhas

De facto, uma pessoa que sente rejeição acha que não tem valor. “Não tenho valor, por isso é que me rejeitam!…”, pode, assim, pensar a pessoa que passou por situações em que foi factualmente rejeitada, ou por situações em que “apenas” percecionou que foi rejeitada. Ora, muitas vezes, se o sofrimento não for “curado”, a pessoa pode tornar-se azeda, invejosa, rancorosa, culpabilizadora, insatisfeita, frustrada…

Só que há estratégias que podemos usar, ou filosofias de vida que podemos adotar…  E é aqui que entram as nossas escolhas, no sentido de exercermos o perdão aos outros, mas também o perdão a nós mesmos. De fato, podemos, por exemplo, exercer a “self-compassion”, podemos valorizar-nos a nós mesmos, sem precisarmos da aprovação e aceitação das outras pessoas.

Nesta linha de pensamento, podemos optar por, em primeiro lugar, reconhecer o nosso sofrimento. Depois, podemos libertar-nos do passado, ou seja, em linguagem mais técnica, resignificarmos o passado, reprocessarmos o passado. E nessa resignificação, nesse reprocessamento, poderemos, naturalmente, aceitar também o outro, que, muito provavelmente, também já sofreu ou ainda sofre do mesmo tipo de feridas, muitas vezes causadas pela rejeição.

Sozinhos não conseguimos

Mas isto nem sempre é fácil de implementar. Não o conseguimos fazer sozinhos nem sequer com a ajuda de amigos, familiares ou pessoas mais próximas Muitas vezes, precisamos, realmente, de um profissional habilitado na área da psicologia e da psicoterapia. É claro que é bom conversar com um amigo chegado ou com um membro da família sobre a experiência da rejeição. Na verdade, pode ser muito útil para algumas pessoas, mas não para todas.

De facto, há algumas pessoas que sofrem demasiado com a rejeição, com a exclusão frequente, não conseguindo livrar-se da dor que daí resulta. Como já referimos, essa dificuldade pode resultar em consequências graves, como a depressão, e pode também levar ao consumo de substâncias tóxicas, à ideação suicida e, muitas vezes, à própria concretização suicida.

Não podemos mudar o outro

Portanto, se sozinhos não conseguimos, se com amigos e familiares não conseguimos, então temos de recorrer a uma ajuda especializada. Isso para obtermos melhorias pessoais nas nossas áreas mais problemáticas. Enfim, para trabalharmos a nossa autoestima, para fortalecermos a resiliência. E não só, também para desenvolvermos habilidades no sentido de superarmos as nossas fragilidades. Para alterarmos muitas das nossas crenças erróneas e até para mudarmos alguns dos nossos valores.

De facto, há pessoas que julgam que o mal está nelas, sentem-se culpabilizadas, acreditam que há algo errado nelas. E há os que se centram apenas naqueles que exerceram a rejeição….

Ora, muitas vezes não podemos mudar o outro, temos que ser nós a mudar. E isso, muitas vezes, só pode acontecer através de uma psicoterapia.

Há várias psicoterapias

Neste site, falamos de várias psicoterapias… Na Psicovias, achamos, com muita convicção, que é a pessoa que se torna o seu próprio psicoterapeuta. Ou seja, é a própria pessoa que vai investigar determinados focos da sua vida e que, depois, vai ao seu próprio interior buscar os seus recursos para começar a ver o mundo de uma forma mais adaptativa, mais positiva, acabando por se ver a si mesma de uma forma igualmente mais positiva.

Há, realmente, muitos modelos psicoterapêuticos…. Fala-se agora de psicoterapias de 3ª geração…. Existem inúmeras, com designações profusas, muitas fazendo uso do mindfulness, da meditação budista, da hipnose…

De facto, há abordagens que consideram que a pessoa em consultório deve estar relaxada fisicamente e psicologicamente e que isso tudo vai ajudar ao processo de estabelecimento de confiança com o psicoterapeuta…

São modelos que defendem que se deve prestar atenção sobretudo ao momento presente, sem ficar preso ao passado ou sem projetar o futuro. Ora, na Psicovias, apesar de concordarmos que, em muitos casos, é essa a orientação que se deve seguir, privilegiamos uma abordagem que dá pelo nome de EMDR…

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Para deixar as marcas perturbadoras do passado no passado, sem interferirem no presente. Estaremos juntos para percorrermos um caminho que leve a que a sua vida possa fluir de modo mais harmonioso e feliz. Estamos disponíveis para si, nos seguintes locais, datas e horas…

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