NÃO VALE A PENA TENTAR, A MINHA VIDA NÃO VAI MUDAR!…

Por vezes, achamos que não conseguimos mudar coisas que estão mal na nossa vida. Tentamos e nada! Tudo continua na mesma. E começamos a sentir-nos impotentes, desamparados, e paramos de tentar, pois chegamos à conclusão que é impossível mudarmos. E abandonamos os nossos projetos, deixamos correr a vida, resignados.

Realmente, há muita coisa que nós não conseguimos controlar. E chegar a essa conclusão é bom, porque deixamos de gastar energias em “temáticas” que não estão ao nosso alcance mudar. Mas há coisas que só acontecem se agirmos no sentido de as alcançarmos.

A mente regista: “Não vale a pena mudar a minha vida!”

Acontece que, muitas vezes, falhamos repetidamente os nossos objetivos e então desistimos. A nossa mente fica então como que programada para a inatividade. A nossa mente aprende que sempre que tentamos falhamos – a nossa mente regista que não vale a pena. Passamos, então, a acreditar que se fizermos alguma coisa isso não resolve nada, portanto nem vale a pena tentar e instala-se a resignação.

Como diria Martin Seligman, instala-se o “desamparo”! Sim, há estudos sobre estas matérias feitos por este psicólogo da Psicologia Positiva, que resultaram na teoria do “Desamparo aprendido”.

Estudos laboratoriais explicam a frase “Não vale a pena, não consigo mudar a minha vida…”

Foram estudos que suscitaram algumas críticas por causa do sofrimento infligido a animais, mas que chegaram a conclusões muito importantes – s experiências, realmente, não foram feitas com pessoas, mas sim ratos, cavalos, cães…

Nalguns desses estudos, havia ratos que estavam numa gaiola com o chão eletrificado e, para não apanharem choques, tinham que agir, tinham que fazer determinadas coisas, tais como mexer em botões e alavancas ou ultrapassar obstáculos. Ora, metade desses ratos já tinham passado por uma experiência destas antes.

Havia, pois, um grupo que já sabia como interromper os choques elétricos, tinha aprendido a fazer uma tarefa que controlava a situação. E havia outro grupo que já tinha aprendido que, por mais ações que levasse a cabo, acabava por levar o choque elétrico, ou seja, nada fazia mudar a situação.


Estavam, então, agora todos na nova gaiola também eletrificada. Estavam os ratos que já tinham aprendido a evitar os choques e estavam também aqueles que já tinham percebido que não valia a pena fazerem nada pois levavam sempre o choque elétrico.

Mas esta nova gaiola permitia evitar o choque a todos os que fizessem determinadas ações. Ora, a hipótese que se pôs foi a de que todos os ratos iriam aprender a evitar os choques elétricos. É claro que, nessa hipótese, considerava-se que havia um grupo que iria aprender mais depressa a fazê-lo. Mas não! E deu-se, então, a grande descoberta psicológica: o grupo de ratos que aprendeu que por mais coisas que fizesse nunca conseguia evitar o choque, esse grupo de ratos não fazia nada, levava os choques e pronto.

Ou seja, apesar de estar lá a solução para não sofrerem, nem sequer tentavam evitar o sofrimento. Ficavam paralisados, a sofrer, a levar os choques elétricos. Estavam em “Desamparo Aprendido”.

Foram, portanto, estudos levados a cabo nos finais dos anos 60, publicados no ‘Journal of Experimental Psychology’, que apontam para o facto do Desamaparo poder atingir cada um de nós.

Podemos dizer não à resignação…

Realmente, há pessoas que ficam resignadas, que acham que não vale a pena tentar. É sofrer e pronto! Têm angústia, fracassam, deprimem, e passam a aceitar, naturalmente, esta situação de sofrimento, passam a aceitar todas as situações desprazerosas. Ou seja, como no passado não conseguimos controlar determinada situação, internalizamos o Desamparo, e ficamos inertes, a sofrer. Ainda que, afinal, a possibilidade de acabarmos com o sofrimento esteja lá, nem tentamos porque já não acreditamos que é possível.

Portanto, temos de tirar lições deste tipo de experiências… Se não tiramos boas notas, não temos que desistir dos nossos estudos. Se somos recusados em alguns empregos, não temos que parar de procurar resolver a nossa situação de desemprego. Se somos abusados, temos que acreditar que podemos afastar-nos da situação de abuso.

Podemos aceitar os fracassos…

Ou seja, nós podemos controlar, está ao nosso alcance fazê-lo. Portanto, temos que perceber que, muitas vezes, estamos a ser vítimas do desamparo aprendido. Se o percebermos, podemos agir e mudar.

Fracassar é, pois, natural, mas podemos continuar em frente. O fracasso é mais provável do que o sucesso. Qualquer pessoa bem sucedida passou por muitos fracassos. O sucesso não é a ausência de fracasso, é antes a capacidade de aceitar os fracassos. Podemos é aprender com eles e seguir em frente, com novas estratégias. Isso é ser positivo! Não é otimismo vazio. Isso é ter uma atitude positiva face à vida.

De facto, a vida implica errar, fracassar, mas podemos escolher achar isso natural e seguir em frente!

Pode ter controlo das suas escolhas…

É isso que nos ensina a Psicologia Positiva, de Martin Seligman. Que nós somos capazes de exercer controlo sobre as nossas vidas, podemos transformar as nossas vidas. Só temos é que distinguir entre o que podemos controlar e aquilo que não depende de nós.

Realmente, nós não conseguimos controlar a possibilidade do avião em que viajamos poder cair. Então aí não temos nada que fazer, é só desfrutar da viagem. Há coisas que estão, realmente, fora do nosso controlo.

Mas também há coisas que estão totalmente dentro do nosso controlo, que dependem das nossas escolhas e das nossas decisões. Portanto, não temos que aceitar o tal “desamparo”.

Mudar a sua vida vale a pena, porque a sua alma não é pequena!

Podemos, pois, perceber que a nossa a exposição a eventos aversivos incontroláveis pode ser extremamente traumática, a ponto de aprendermos que as situações do ambiente não estão sob o nosso controlo. Podemos ter consciência que não devemos passar a atuar menos no meio, que não devemos emitir menos respostas, porque se isso acontecer podemos deprimir, entrar em depressão, por exemplo, em virtude da morte de um ente querido, da perda de emprego, de dificuldades financeiras.

Temos, pois, que ter consciência que as nossas vidas incluem isso tudo, que toda a gente passa por isso, mas que melhores coisas também acontecerão. Portanto, temos que evitar o Desamparo porque produz depressão. Temos, assim, que evitar a crença que é inútil emitir qualquer resposta. Sim, vale a pena, porque, afinal,  como diz o poeta, a nossa alma nunca é pequena!..

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Se diz para si “Quero mudar a minha vida para melhor!”, então vale a pena marcar uma consulta com um psicólogo competente e experiente. Podemos, em conjunto, constatar que a sua alma não é realmente pequena.

Depois poderá, só por si, agir, ainda que com estratégias diferentes das habituais, num caminho em que pode alcançar maior serenidade, mais felicidade.

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