A ideia da sua morte dá-lhe angústia…

Pensa na sua morte… Você talvez esteja numa fase da sua vida em que pense bastante na sua morte. Acontece mais cedo ou mais tarde…

Você pensa na questão da mortalidade versus imortalidade. De facto, todos nós poderemos ter que enfrentar este tema em algum momento da nossa vida.

Você poderá andar, pois, a sofrer de angústia com esta questão. Talvez ande a fazer uma reflexão que faz com que esteja a rever os seus valores de sempre.

Você anda a passar em revista toda a sua vida

Pode ter chegado a um momento em que anda analisar a sua vida com detalhe. Anda, com mais acuidade, a passar em revista os seus erros. E isso pode fazer com que ande a confrontar-se mais com as suas angústias.

Você anda a confrontar-se com a ideia da sua morte. Sim, a sua morte…. Assustador? Sim, se calhar anda com medo…. É natural… Talvez considere a ideia aterrorizante…. Sim, a ideia da nossa própria morte pode ser terrível.

Traz, com efeito, ao de cima, o reconhecimento do fim da sua existência. Percebe a sua finitude. E isso pode levar a muita angústia. É isso?

Talvez, esteja, então, numa fase em que se interroga: “De onde vim? Quem sou? Para onde vou?”

Ora, a ciência não tem uma resposta, pelo menos para a última pergunta. Para onde vamos? As religiões têm uma resposta mas, de facto, a ciência não terá.

Portanto, uma pergunta que se lhe poderá impor: como lidar com a sua própria morte?

Encarar o tema da morte é muito desconfortável

É, realmente, um assunto incómodo, muito pouco confortável. E pode ser mesmo muito perturbador!

De facto, a nossa cultura como que nega a morte. A morte há que ser esquecida, porque pensar nela traz depressão, ansiedade, angústia…

Mas também há quem advogue que reconhecer a finitude leva a superar a dor. Será que sim? Será que leva a uma maior força interior, a uma maior serenidade?…

E até haverá evidências científicas que mostrarão isso mesmo. Ou seja, se nos tornarmos mais conscientes da nossa morte poderemos beneficiar de um efeito positivo nas nossas vidas…

A consciência da finitude pode ser positiva

Há muitas narrativas sobre este assunto: exemplos de pessoas que “quase morreram”… Parece que, depois dessa experiência, essas pessoas passam a ter mais capacidades para viverem melhor no presente. Passam a viver mais no aqui e agora.

Realmente, parece que essas pessoas passam a ter mais gratidão pelo que são. E podem não ser pessoas com grandes títulos…. Passam a ter mais gratidão pelo que têm… E podem não ser pessoas com grandes bens…

Essas pessoas, que quase morreram, passam a dar mais valor àquilo com que se relacionam. Passam a dar graças pelo mundo que existe à sua volta. Para essas pessoas tudo passa a ser mais bonito, mais interessante, a merecer ser vivido com intensidade.

Ou seja, essas pessoas, que quase perderam a sua vida, deixaram de ter uma atitude materialista. Deixaram de ter apego a bens, deixaram de dar importância ao estatuto social…

Será que consegue valorizar as pequenas coisas?

Essas pessoas que tiveram uma experiência de “quase morte” passaram, portanto, a uma atitude de valorização das mais pequenas coisas. Passaram a valorizar mais os sentimentos positivos como a amizade, o amor…

Parece, então, que a consciência da própria morte passa, pois, a ter um efeito positivo na vida das pessoas.

Portanto, parece que a aceitação antecipada de que somos finitos pode fazer-nos bem. E porquê? Vejamos…. Vai, sim, porque, simplesmente, aprendemos a viver melhor a nossa vida.

Então, porque não fazermos um esforço para nos lembrarmos dessa nossa finitude?

Mas será mesmo? Ou será que isso nos vai invadir de ansiedade, de angústia…

A ideia da morte envolve várias emoções

De facto, nós não sabemos quanto tempo nos resta de vida. Mas, sem dúvida, a morte está certa para todas as pessoas.

E esta noção até será distintiva da espécie humana. É que as outras espécies não terão o conceito de futuro com a inevitável morte. Ou seja, não terão aquele pensamento que poderá trabalhar a transcendência da morte.

Será?…

Talvez…. Sim, nós, os seres humanos, temos suportes emocionais que nos podem ajudar a encarar melhor o impacto da morte.

Portanto, nós poderemos ter um crescimento emocional que nos pode habilitar a sermos mais capazes de lidar com a angústia ligada à ideia da morte.

De facto, o conceito da morte não é, naturalmente, apenas uma questão médica, das ciências biológicas. Com certeza, é uma questão que envolve as nossas emoções.

Portanto, é uma mesmo questão humana. E como tal envolve o autoconhecimento, o crescimento pessoal.

Você poderá ter a noção de que a morte é um processo natural e  inevitável. No entanto, também, naturalmente, não estará preparado para enfrentar a finitude da vida. E, se calhar, você acha difícil falar em morte.

Você sente um grande desconforto ao saber que  alguém de quem gostava morreu. Tudo isso é natural. Afinal de contas a morte  envolve muitas emoções e sentimentos. É a dor, a tristeza, o sofrimento. Não se pode fugir a estas emoções e sentimentos, não é?

Talvez por isso, a morte não é falada por sim nem pela maioria das pessoas. Realmente, não é discutida, não é refletida. Você, naturalmente, também achará que não é um assunto agradável.

Você importa-se com a sua morte e a dos outros

Você poderá, portanto, andar a fugir do sofrimento causado pelo luto, quer seguir em frente… Mas talvez esteja a negligenciar certas emoções suas e isso talvez não seja bom para si…

Sim, não será bom porque, mais cedo ou mais tarde, essas emoções podem-lhe desencadear doenças psicossomáticas. Ou seja, você pode não fazer adequadamente a elaboração desse processo todo e poderá cair em depressão e…

Estamos agora a falar da morte dos outros. Sim não é só a nossa própria morte, por si, que nos pode afligir. De facto é no contexto da morte de outras pessoas que podem surgir as nossas angústias face à nossa própria morte.

Você talvez ande , então, com uma angústia muito elevada face a estas questões. E, portanto, gostaria de a baixar… Sim, isso é possível…

Com certeza, você poderá, através de sessões de psicoterapia, ressignificar determinados pensamentos. Você vai poder aprender a controlar determinadas respostas físicas e mentais envolvidas na “fobia de morrer”.

Sim esta fobia existe: é a tanatofobia.

Você pode então andar com pensamentos extremados face à morte, à morte dos outros, à sua própria morte. Se calhar reconhece-os como pensamentos irracionais. Mas, talvez, o impacto negativo desses pensamentos  no funcionamento seu do dia a dia seja muito grande.

Você não consegue lidar bem com esses pensamentos…

É isso? Enfim, há casos e casos. E o seu caso? Será que evita sair de casa? Será que sofre de ataques de pânico…

A melhor maneira de enfrentar a morte é compreendê-la

Mas, afinal, será fácil mesmo compreender a morte?

Não, não é, de modo nenhum… Neste ponto toda a gente estará de acordo, não é?

Sobre este assunto há muita reflexão filosófica. Diz-se que a aceitação da morte significa maturidade. Que é a ideia da morte que nos ensina a viver melhor…

Tudo bem, mas o que é certo é que essa maturidade não é fácil de atingir. E, assim, é muito comum o medo da morte.

Realmente, desde crianças, aprendemos que não podemos fugir à morte. É, realmente, inevitável e não sabemos quando é que ela chegará.  Você, naturalmente, sabe isso tudo. Mas, se calhar, por vezes, você como que paralisa com toda a sobrecarga emocional que cai sobre si. É isso? Faz-lhe sentido?…

Estará com uma tanatofobia?

Veja, então… Alguém com uma tanatofobia poderá, ao pensar na morte, ter vários sintomas corporais. Podem ser diversos: palpitações, náuseas ou dores de estômago. Podem ser tremores, ondas de calor ou de frio, dormências, tonturas. Ou pode ser a boca seca, muito suor, sensações de asfixia, dores, aperto no peito.

Mas podem também ser sintomas de natureza mais mental e aqui pode entrar o medo de se enlouquecer, a vontade de fugir sem saber para onde, uma preocupação intensa acompanhada de pensamentos catastróficos, zanga,  raiva, desânimo, tristeza…

Se calhar, você já fez o seu diagnóstico, sabe que tem esses pensamentos todos ligados ao pavor da morte. Percebe que está incapaz de sair de casa, que não consegue manter a sua normal rotina de vida…

Você talvez já tenha recorrido, ou esteja ainda a recorrer, à medicação para a ansiedade. Mas talvez já se tenha apercebido dos seus efeitos secundários nefastos. Poderá já ter recorrido a uma ajuda religiosa…

Mas será que já experimentou, por exemplo, a hipnoterapia? Já fez alguma psicoterapia? Já experimentou técnicas de relaxamento? Já experimentou a meditação, técnicas de respiração, técnicas ligadas a afirmações positivas?…

Sim, você pode obter a ajuda que realmente poderá mesmo ajudar… E aí pode ficar a perceber o que desencadeia o seu medo exagerado da morte. Poderá entender porque é que o seu medo é infundado. E assim poderá controlar a controlar respostas físicas e mentais indesejáveis que só atrapalham a sua vida.

Sim, você pode contar com a ajuda das “psicologias e psicoterapias”. De facto, pode, ficar depois com uma melhor consciencialização da preciosidade da sua vida.

O tabu da morte anda por aí…

Mas a morte pode ainda ser um tabu para você. É natural. Mas sabe que a pouco e pouco a morte poderá deixar de ser tabu?

Por exemplo, sabe-se que já há espaços públicos pelo mundo fora onde as pessoas podem discutir o seu medo ligado à mortalidade. Por exemplo, na Suíça haverá cafés nos quais se poderá fazê-lo enquanto se se saboreia uma bebida.

Mas você talvez prefira não fazê-lo. Tem relutância em falar sobre a sua morte. Dá-lhe medo, é isso? Sim, é natural, de facto nós reprimimos os pensamentos sobre a morte porque isso nos pode trazer muito medo.

Mas afinal que medo será esse? E o que será normal? Quando é que o medo da morte é normal, aceitável? E será que estamos mais incomodados com a morte dos outros, dos nossos entes queridos ou com a nossa própria morte?

Você, por exemplo, estará mais preocupado com a doença ou mais com o fim da vida? Se calhar você nega que tem medo da morte. Se calhar, realmente, terá apenas um nível “normal” de ansiedade.

Já alguma se encontrou a imaginar que estava a morrer? Qual é a sua ideia sobre a imortalidade? Acredita? Não acredita? Gostaria de viver para sempre? Enfim, se calhar nunca pensou nestas coisas. Realmente não estamos acostumados a pensar e a falar sobre a morte.

Só que você pode ver o seu medo da morte reduzido se falar, precisamente, sobre a morte. Sabe que é isso que acontece? Sim, você poderá ficar mais forte psicologicamente diante da questão da sua mortalidade.

Isso acontece numa psicoterapia. Experimente, então, marcar uma consulta…

Mas enquanto não o faz poderá ir vivendo o seu presente. Ou seja, simplesmente, viva!

Dirá, no entanto, que isso é muito bonito de dizer. Sim, compreendemos, não se culpe então. Realmente poderá não ser fácil para si aproveitar ao máximo o momento presente, o  emprego que tem, a sua casa, a sua família…

Era bom que fizesse uma viagem, mas não lhe apetece…. Era bom que vivesse os seus sonhos, mas não está a ser capaz…Realmente era bom que conseguisse fazer isso tudo antes da sua morte chegar… Mas estará a ser-lhe difícil….

Sim, compreendemos, há muita gente que está nessas mesmas condições…

E quanto à espiritualidade? Como está a sua ligação, por exemplo, com alguma religião? Sim, a pergunta impõe-se, porque, nalguns casos, poderá ajudar a entender-se melhor todo o processo da morte.

Vivencie então a sua espiritualidade, porque talvez  possa auxiliar na busca de sentido para a sua passagem nesta vida…. Acredita? Tem fé? Interroga-se “Será que existe vida para além da morte?” Ora, talvez essa ideia ajude e torne a ideia da morte menos dolorosa para o próprio e para quem fica.

Deixe-nos perguntar-lhe: “Participa em velórios? Vai a funerais? Participa no enterro dos seus entes querido?” Talvez não goste de o fazer. Sim, para muitas pessoas isso é muito desconfortável. Você talvez até se culpe…

Você tem, então, medo da morte.

Mas já analisou esse medo? Será mais o medo de deixar os seus familiares, os seus amigos, ou será mais o medo do desconhecido? Ou então será que você tem é medo do sofrimento na doença, no processo que leva à morte? Será que tem medo de, simplesmente, deixar de existir?

Convém, de facto, que faça essas perguntas todas, perceba os seus medos. Valide-os, reconheça o sofrimento que lhe é trazido. Será o medo de deixar alguém completamente desamparado? Ou será mesmo o medo do que lhe vai acontecer a si?

Será que você sofre porque percebe que não pode controlar tudo na sua vida e que uma das coisas que não pode mesmo controlar é a sua morte? Será isso?

Quando a cabeça é a pior inimiga de alguém, uma simples dor de barriga pode transformar-se, de repente, num cancro no estômago em fase terminal. Conheça melhor a hipocondria, a doença sobre a qual ainda se tem medo de falar

Agora falemos da hipocondria

Será você um daqueles “doentinhos” que os seus amigos gozam? Terá, então, você a mania das doenças? Será aquela pessoa que já fez todos os exames médicos, e mais alguns?…

Será mesmo daquelas pessoas que, apesar dos resultados das análise médicas estarem todos bem, desconfia? E põe-se a dizer para si: “Pois, mas se calhar as recolhas não foram bem feitas…”

De uma forma simples, podemos dizer que a hipocondria tem a ver com ansiedade relacionada com o tema da doença. Sim, mas convém ainda acrescentar que é uma ansiedade exagerada, acompanhada de pensamentos erróneos, falsos.

Você anda talvez com aquela preocupação irracional de que pode estar com uma doença grave. Ou então pode achar que ainda não a tem mas pensa que em breve a vai contrair. E acha mesmo, não é?

Não está a mentir, pois não?

Sim, as pessoas hipocondríacas pensam mesmo que podem estar doentes, não fingem sintomas, têm mesmo a impressão que doença os ronda, que a sua saúde está em risco.

Você fica alarmado quando houve notícias relacionadas com a saúde? Ou pelo menos fica muito desconfortável, é isso? Se calhar já recorreu a muitos médicos… Talvez não lhe saia da cabeça que tem um cancro.  Se calhar até já foi consultar psiquiatras…E um psicoterapeuta? Já fez uma psicoterapia?

Mas talvez você não se identifique com nada do que temos estado a descrever. Portanto dirá que não é um hipocondríaco ou uma hipocondríaca… Continue a ler, porque se calhar também poderá levar com esse rótulo.

Você poderá ter uma “hipocondria evitante”. Sabe o que é? Simples: você evita a ir a ao médico, a hospitais, não quer fazer análises… Sim, você tem muito medo dos possíveis diagnósticos e resultados. Você tem medo de que lhe descubram uma doença grave…

Portanto, você pode ser aquela pessoa muito atenta a sintomas. Poderá andar sempre com muita atenção aos batimento do seu coração, à sua tensão arterial. E se calhar toda essa ansiedade provoca-lhe dores no corpo, na cabeça, nos músculos. Se calhar anda frequentemente com diarreia ou prisão de ventre, com tonturas, com dores, dores em todo o lado do corpo…

Mas não quer ir ao médico… Quer dizer, pode haver alturas em que sai dos consultórios médico, mas outras vezes evita, não vai… Foge, por exemplo, àqueles exames da medicina do trabalho nas empresas…

Portanto a hipocondria pode manifestar-se de várias formas. Você é daquelas pessoas que se examina frequentemente? Está frequentemente a apalpar-se para ver se encontra um caroço debaixo da sua axila? Ou vê-se constantemente ao espelho à procura de sinais na pele?…

Tem medo de desmaiar, de morrer a todo o momento?… E tudo isso começou, talvez, depois de eventos trágicos, como a perda de alguém com significado para si…

O que será certo mesmo é que alguém com uma hipocondria tem muito sofrimento psíquico. Talvez você se aperceba que o seu comportamento é irracional e, portanto, não consegue sequer falar disso. Terá até vergonha e embaraço, e por isso guarda para si.

Mas você pode tratar isso, sim, com psicoterapia… Aí você pode falar à vontade, sem vergonha de todas as suas “manias” que tanta preocupação lhe dão…

Mas você talvez ainda não aceite que está com um sofrimento mental desnecessário. Você acha que tem mesmo uma doença física grave, não será? Tem dúvidas?.. Pois, você já passou por omentos em que achava que tinha uma doença grave mas depois descobriu que afinal não. Se calhar, isso já lhe aconteceu mais do que uma vez… Mas sempre sobreviveu… No entanto, você vai repetindo esses seus medos desnecessários…

Não julgue que está só nestas matérias… Há, realmente, muita gente com este quadro da hipocondria…  Dizem os estudos que podem atingir números à volta dos 15 %… E tanto podem ser homens como mulheres…

Então talvez seja bom que reflita nisso tudo… Reconheça o seu sofrimento para depois refletir na forma como pode enfrentar todos esses medos que levam à dor…. Poderá fazer isso num ambiente controlado, numa consulta com um psicólogo… A Psicovias tem esse tipo de consulta…

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