POR VEZES, FICO COM INSEGURANÇA…

“Tenho que ganhar”, “Tenho que acertar”, “Tenho que vencer”! Será que sim? Sempre? Temos que estar sempre “em grande”, na “mó de cima”? Temos que estar sempre confiantes em nós próprios? Não há lugar à insegurança? Não podemos hesitar? Não podemos falhar?

1. Errar é humano!

Pois, se pensa que não pode falhar, cuidado, porque pode sofrer muito! E se pensasse antes assim:
“Ganhar ou perder faz parte do jogo da vida!”, “Vencer ou ser derrotado são duas possibilidades que podem acontecer naturalmente!”, “Sentir insegurança é normal!”, “Errar é humano!”.

2. Fomos programados por quem?

Perdeu? Culpa-se! Errou? Rebaixa-se! Não foi o vencedor? Acha que não tem valor! Falhou? Fica com insegurança! Quer ser perfeito? Pois, se calhar foi “programado” para isso! Por quem? Pelo seu pai, pela sua mãe, por alguém, pelas suas “memórias genéticas”, sabe-se lá por quem!…

3. Não temos que ser perfeitos

E se pensasse antes assim: “Não tenho que ser perfeito, sou uma pessoa como outra qualquer!”, “Ter insegurança é comum a toda a gente!“, “Ninguém é mais importante do que eu, mas eu não sou mais importante do que ninguém!”. Pois, parece fácil, não é? Parece fácil deixar de sofrer, pois é só pensar: “Pronto, agora vou passar a achar que sou uma pessoa normal, que às vezes sou bem sucedido, outras vezes não, que às vezes acerto, outras vezes erro!”.

4. Emocionalmente é muito difícil mudar

Pois é, não é fácil mudarmos a nossa maneira básica de reagir! Quer dizer, racionalmente até é fácil! Mas emocionalmente é muito difícil! Porque a “carga” está cá bem vincada no nosso interior! É uma carga bem pesada que, muitas vezes, não vai lá apenas com autorreflexões. Fomos realmente programados para não errar, para não fracassarmos, para não sermos derrotados, para não soçobrarmos. Fomos educados para evitarmos os fracassos, para estarmos atentos aos erros. Não fomos educados para nos focalizarmos nos pequenos êxitos, nos pequenos acertos, nas pequenas conquistas. Fomos educados para não acharmos nada bem a insegurança, fomos educados no sentido de apreciarmos as pessoas seguras, autoconfiantes, fortes…

5. Desvalorizamos o simples

E mais: fomos educados para os grandes feitos! Fomos educados para glorificarmos os heróis que cometeram “grandes façanhas”. Desvalorizamos as pequenas vitórias, não ligamos às “pequenas descobertas”, não admiramos as pessoas mais “apagadas”. Não fomos educados para fazer simples, não fomos educados para admirar os “pequenos nadas”! Não gostamos de pessoas que mostram insegurança, admiramos os corajosos, os autoconfiantes!

6. Podemos aceitar as nossa fragilidades

Portanto, o medo do fracasso, a não aceitação da derrota, os sentimentos de frustração podem dar cabo do nosso entusiamo em vivermos uma existência simples, ainda que plena de significado. Sim, para que a nossa vida siga um percurso sereno, no qual se saboreie o caminho, sem ansiedades quanto ao alcançar do destino final, temos que aceitar as nossas fragilidades, os nossos erros, a nossa insegurança. É normal que, pelo caminho, por vezes tenhamos que nos agarrar para não cairmos ao chão, é natural que até possamos sofrer quedas em que nos magoemos.

7. Faz parte da viagem da vida

Mas tudo isso faz parte da vida! Em vez de nos martirizarmos pelas nossas falhas, pelo nossos erros, pelos nossos fracassos, pelas nossas derrotas, podemos trabalhar no sentido de mudarmos a nossa resposta automática de abatimento face a um sentimento de insegurança. Em vez de respondermos com autodesvalorização face ao fracasso, podemos aceitar seguir em frente no caminho, aceitar que faz parte da viagem falharmos, cairmos, magoarmo-nos…

8. Precisamos de ajuda

Só que nem sempre é fácil adotarmos esta atitude por nós próprios. Porque o tal peso, a tal carga é grande, porque fomos programados apenas para ter sucessos e, portanto, é muito difícil mudarmos se estivermos sozinhos nessa tarefa. É aqui que precisamos da ajuda de um Psicólogo que nos possa ajudar a compreender o nosso sentimento de insegurança, para que posssamos prosseguir o caminho da nossa vida, convictos que vamos  cair várias vezes e, com frequência, magoarmo-nos. Mas que isso é natural e até pode servir para nos levantarmos mais depressa e seguir esse mesmo caminho com mais confiança. Porque, afinal de contas, começamos a perceber que depois de uma queda conseguimos sempre levantarmo-nos e até vemos que a insegurança, apesar de nunca desaparecer, vai, certamente, diminuindo e perdendo força.

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Quer aceitar que é natural errar, falhar, não conseguir? Quer sentir-se mais seguro no caminho que está a percorrer na sua vida, quer ver diminuída a sua insegurança? Marque uma consulta. Veja aqui…

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